sexta-feira, 12 de março de 2010

Participação Especial - Momento de Concluir

Os novos ares de 2010 trouxeram consigo iminência de mudança.

A impressão que tenho é de que as pessoas estão depositando expectativas neste ano, que já caminha para a metade, mais do que normalmente costuma-se ocorrer em relação a qualquer ano novo. O fato é que, como disse um blogueiro conhecido meu, 2010 promete tanto que é capaz de não conseguir cumprir um terço das promessas. Aliás, muito provavelmente não cumprirá.
Contudo, mesmo decepcionando-nos em alguma medida, 2010 tem sido para mim e para alguns conhecidos meus, de fato um ano de mudanças, voluntárias e “involuntárias” (entre aspas porque nada ocorre sem um dedinho de desejo).
Porém é sempre necessário ter coragem para enfrentar as mudanças, ainda que sejam boas e que enunciem crescimento, a priori não se sabe se isso acontecerá e é aí que reside a insegurança.
Se mudou, significa que saímos de um lugar que nos era conhecido e confortável, para ocupar outro que é totalmente desconhecido.

Em outras palavras, não existe mudança sem perda, é por isso que afirmo que é necessário ter coragem, coragem para sair da zona de conforto e meter a cara no mundo.
Estou dizendo que antes de começar um projeto novo, batalhar por um novo objetivo, é preciso concluir projetos e abrir mão de antigos objetivos o que desestrutura e desorganiza esquemas de vida de muita gente. Estas pessoas as quais estou me referindo são pessoas que, por sua história, têm particular dificuldade de lidar com mudanças, porque têm menos recursos para suportar perdas. Trata-se de gente que precisa sempre ter controle de tudo, que não está preparada para lidar com imprevistos.
Este medo de perder implica no adiamento de decisões e na sustentação insistente de situações, relações e circunstâncias que já não funcionam mais.

Curiosamente (ou não!) esse é o tipo de pessoa que está sempre endividada, o motivo é óbvio: eles não agüentam perder uma liquidação! Se você é desse tipo, te aconselho duas coisas, primeiro: busque terapia (mas isto eu aconselho a todo mundo!). A partir de uma clareza maior em relação a sua condição e maneira de interpretar e lidar com o mundo, você terá condições de compreender em quais momentos você se “auto boicota” no caminho da realização dos seus objetivos, deixando que o medo se instale.
A segunda coisa é a auto-análise, a atenção a si mesmo e o investimento de, digamos “força de vontade”, contra sua tendência ao adiamento de decisões.
Portanto, ao invés de continuar justificando sua estagnação com argumentos como: “não sei o que fazer”, “estou sem saída”, “não posso fazer isso”, “não é o momento”, etc..., abra seus olhos para as possibilidades ao invés de temê-las!

Dessa maneira fica muito mais fácil curtir um ano de mudanças e não se desesperar se ele, por acaso, não cumprir tudo o que prometeu.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Maratona "Deitando no Divã" 19

Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos! (Por Anna O., Marie Curie, Andreas Ribeiro e Mariana Valente)

Caso 36: "Bom, primeiramente gostaria de dizer que acompanho o blog, e sempre vejo as pessoas se abrindo e nunca me imaginei escrever algo sobre mim... Mas de uns tempos pra cá estou precisando de uma opinião externa... Então, há quase 5 meses conhece um rapaz (4 anos mais novo - Lembrando que eu tenho 24) em uma festa, que não rolou nada, mas trocamos informaçoes para mantermos contato.
Dali ficamos uns 15 dias conversando diariamente pelo msn, e nos conhecendo (e descobrindo que, incrivelmente, tinhamos absolutamente tudo em comum - gostos, histórias de vida e bla bla bla). Marcamos de sair, ele e um amigo, eu e uma amiga. Ficamos naquele dia (que foi horrível.... não houve química, beijo nao "encaixou").Ainda sim não foi motivo para eu desistir (não sei porque, afinal eu não estava envolvida sentimentalmente, mas resolvi dar uma chance, afinal, tinhamos muitas coisas em comum - inclusive o fato de ambos estarem saindo de relacionamentos longos, e de não querer algo sério, pelo menos naquele momento)... Continuamos conversando pela internet... Passados mais uns dias, marcamos de nos ver novamente em uma sexta-feira, mas dessa vez foi mais sério, fomos sozinhos, e passamos a noite juntos, acordamos e tomamos café no dia seguinte...Dessa forma fechamos várias semanas: nos vendo sexta, sábado e domingo... Começamos a nos ver durante a semana também (férias de ambas as faculdades). Fui me envolvendo, ambos conhecendo coisas novas, conhecendo a família um do outro, dormindo um na casa do outro, etc...
Um certo dia saí com amigas, passamos o dia na rua, bebemos à tarde e à noite liguei para ele dizendo que queria ve-lo, ele deu uma crise de ciumes, pois tinha outros rapazes (que eu nem conhecia) no lugar onde nós estávamos. Em sumo: não nos vimos naquele dia, e brigamos uma semana seguida por causa deste dia.
Após isso, uma amiga minha deixou de apoiar a minha relação com esse garoto (por dizer que ele era criança demais). Fato é que, perdi uma amiga porque ela era contra esse relacionamento (logo vê-se que não era tão amiga assim).

Há cerca um mês em uma conversa ao telefone ele mencionou que eu era solteira (não me lembro bem qual era o papo), mas eu soltei em tom de brincadeira que eu estava solteira porque ele queria... Dai ele veio com um papo: "Não é pq é vc... é só pq eu não quero nada serio agora... bla bla bla..."Depois desse dia, nos vemos apenas uma vez, mas o que tem me chateado é o seguinte: ele já não me liga mais (mas quando eu ligo, ele é o cara mais fofo ao telefone), e nos falamos pouco ao msn (mas ele tb é o cara mais fofo quando estamos conversando...). Estou gostando dele de verdade, mas estou me cansando da sensação de correr atrás o tempo todo...
É difícil parar de pensar nele, mas achoq ficou claro que ele não quer nada serio... Alguém pode me ajudar?"

Então, flor, não tem como. Se ele não quer nada sério e vc gostou, é game over. Vc vai se desgastar e o cara tá numa outra maré. A questão é: se a coisa flui entre vcs, dá suas espacadas junto com ele e tenta (mas sem alimentar expectativas); porém, se vc já tá apaixonadíssima, bola pra frente, próximo da fila, pq esse não quer nada sério... como vc e ele haviam "combinado" no começo.

Ok, vamos por partes. Primeiro: eu sou meio que contra ese papo de levar uma amiga pra fazer um "double-date" com o amigo do potencial peguete. A pressão fica bem maior, irônicamente. Tem sua amiga lá analisando o rapaz com você, se vocês ficarem eles vã se sentir na obrigação também... prefiro mergulhar na piscina fria: se é pra conhecer, que seja sem muletas. Mas é uma questão de gosto, ok? Mas o problema em si: vejo você como participante de duas teorias masculinas recorrentes: a do "ciumento sem compromisso" e a do "vamos ser amigos". Tem muitos homens que mesmo sem compromisso tem pity de imaginar que a garota que ele está pegando tem interesse em outros. Isso por que faz parte do rolo ele se sentir suuuper necessário, em um pedestal mesmo, mas ainda sim mantendo os horizontes abertos PARA ELE. Esse ataque de ciúmes creio que foi muito mais por orgulho e por querer seu carinho que algo mais profundo. Já por outro lado, tem mais uma pá de homem que pensa em terminar o relacionamento da melhor forma possível, sem confronto, mulheres descabeladas e por aí vai. Daí ele vai cortando relações, sendo fofo sim, mas esperando que a relação vire amizqade (e podendo até virar algo mais no futuro, mas só se ELE quiser). Diagnóstico? Ele não está mais afim de você. Veja se consegue voltar ao rolo sem compromisso (o que eu acho difícil, já não vai mais ser igual) ou, o que eu acho melhor, bota a fila pra andar!

Vamos lá: Eu discordo que é um fato que ele não está afim de nada contigo. Demonstrar ciumes pode significar que ele tambpem está se envolvendo e teoricamente ele não queria. Esquecemos de pensar no fato de que quando a uma outra pessoa, ela também pode ter suas dúvidas e seus momentos de titubear em uma coisa ou outra, portanto eu sugiro pra você uma técnica milenar pra resolver esse problema, ela é antiquada, mas constuma ajudar muito: A CONVERSA! Chega pra ele e diz que tem sentido falta das ligações dele, se ele não quer se envolver mesmo, porque ele demonstrou ciumes e tals, enfim, descobre qual é a real mesmo e não tire conclusões!
Eu concordo com a Anna, quando a pessoa enfatiza o fato de "não querer nada sério" e faz questão de demonstrar, é porque realmente não quer nada com nada... Ele pode gostar do seu jeito de ser, gostar de passar tempo contigo mas nada que ultrapasse esse limite, e parece não ser o bastante pra você, que quer se envolver mais... Pra mim, essa demonstração de ciúmes também não passa de possessividade, que é tão comum mesmo em pseudo-relacionamentos assim. Meu conselho é: caia fora antes que seu coração fique mais machucado ainda, porque dar murro em ponta de faca só vai machucá-la ainda mais...
Caso 37: " Olá meninas, inspirada nos outros depoimentos da maratona resolvi contar o meu, antes que eu ganhe o Prêmio Framboesa de melhor otária do Ano. No final do ano passado eu terminei um namoro, que durou pouco mais de dois anos e resolvi faze-lo pois a relação não tinha futuro do jeito que estava, ele já havia terminado comigo uma porção de vezes e eu sempre corria atrás, nunca demonstrou que eu era prioridade na vida dele e não me dava valor. Também não conseguia conversar com ele pois toda conversa era uma briga pra ele, e quando realmente brigávamos ele terminava comigo e isso foi desgastando meu sentimento, afinal se uma pessoa vive me mandando embora é porque não gosta de mim, enfim eu o avisei que ele podia terminar comigo quantas vezes quisesse mas quando eu terminasse seria uma vez só, e foi o que aconteceu. Quando ele mudou de trabalho e conheceu uma turma nova começou a me colocar em segundo plano, ele já meio que fazia isso com amigos dele, o que eu entendia afinal era amizade de anos, mas começar a fazer o mesmo com gente que ele mal conhecia e já estava chamando de amigo?!?!Essa situação me deixou passada, sem falar que eu fiquei encanada com uma colega de trabalho dele da qual ele vivia citando, só que quando eu manifestava minha insatisfação ele me chamava de louca, dizia que eu estava imaginando coisas e brigava comigo. Enfim, tudo isso me levou a terminar o namoro, mas eu nunca deixei de gostar dele. Depois do termino ele correu um pouco atrás, ficou muito mal mas eu não quis saber pq quando eu queria discutir os problemas ninguém queria me ouvir, e agora eu tinha que escutar??? Não mesmo, dei o caso por perdido e parti para outra. Conheci um cara, comecei a namorar, fiquei bem por um tempo mas desde julho deste ano tive uma recaída. Resolvi parar de lutar contra meus sentimentos, terminei meu namoro ( que não estava muito bem das pernas...) e corri atrás , pedi para voltar, queria recomeçar em outros patamares pq quando ligava para ele via que ele tb me
amava ainda e que reconheceu seus erros e tudo o mais. ele parecia ter amadurecido, mas foi só falar que eu queria voltar que a figura mudou, estamos conversando há 4 meses e pra resumir todo o discurso do moço o caso é o seguinte, ele me ama, pensa em mim todo dia, mas não vai voltar a namorar comigo nunca mais pois eu acabei com a vida dele, eu destruí os sonhos dele, causei uma dor inesquecível e ele não vai se arriscar a passar por isso tudo novamente, principalmente pq eu preferi ir namorar outra pessoa a voltar com ele. Ele até diz que queria voltar mas não consegue, pq não consegue suportar a idéia de eu ter ficado com outra pessoa, mas ai está a hipocrisia pois ele tb ficou com outra pessoa, justamente aquela colega de
trabalho da qual eu tinha ciúmes. Nesse tempo todo eu venho galgando os degraus da humilhação pois achei que como eu havia terminado tinha que voltar um pouco por baixo mesmo, mas eu já passei do limite, e ainda fico me culpando achando que eu estraguei tudo, que Eu joguei fora o amor da minha vida e tudo mais. Olhando de fora o que da pra dizer é que ele não mudou nada, continua a não me valorizar e a não me priorizar, está mais moleque do
que antes, mas Eu só consigo enxergar que ele me ama, e que eu tenho que lutar mais por ele, sendo que obviamente não é assim...O que devo fazer????Eu não me aguento mais, é só carência, sentimento de posse, falta do que fazer, não aceito a rejeição ou eu realmente o amo? E se ele
realmente me ama pq não quer ficar comigo??? HELP
Ps* Eu até pedi o livro "Ele simplesmente não está afim de vc" pra Anna, mas
lá não há nada específico para meu caso...
Abraços,
N."

Parece que vcs tem visões diferentes: ele tava afim de curtir com amigos, colegas de trabalho, tava numa pegada de se socializar (até demais); mas acho o seguinte: a partir do momento que namoramos, devemos levar em conta a opinião do outro... não é concordar, é simplesmente tentar chegar num acordo, num meio termo que agrade a ambos. E é justamente nesse ponto que parecia não funcionar, porque diálogo virava quebra-pau e po.. até quando vc tenta reatar não há diálogo! Achoq ue pra um relacionamento funcionar, a comunicação deve ser boa, e isso só se consegue aos poucos; primeiro você balbucia e sua mensagem é quase ininteligível (dai vc desenha heheheheh), depois vc aponta, frisa palavras-chaves, depoooois pra frases completas e NUNCA, absolutamente NUNCA solte um sermão de milhões de caracteres... porque os homens não escutam um terço disso. E parece que vocês pararam no primeiro estágio e não avançam. Ele já disse que não quer, mas tente conversar com ele sobre as razões disso antes de chegar na defensiva, dizendo que ele também ficou com a piranhinha do trabalho. Sério, vá desarmada... relacionamento não é um juri, não vale taaanto argumentação, mas compreensão. Então, mulher, encarne a pacificadora e tente um último diálogo de paz.

Bem, eu acho que o que realmente rola entre vocês não é amor. Por um segundo achei até que eu é que estava escrevendo esse caso, hahaha! Eu acho assim: quem começa a usar o "vou terminar com você" como tática para terminar discussões e sempre ganhar, tem uma visão de amor possessiva, em que ele ganha. Não teria a menor razão do mundo para alguém que resolveu terminar um namoro ter que se humilhar para conseguir o amor de volta, acho até que esse é um erro comum. Se terminou, é por que não deu certo, por que o amor acabou. Não pode ser nunca uma forma de ser superior ao outro, "eu terminei então eu o humilhei e tô por cima". Se você entender para o meu lado, vai ver que ele não vale a pena. Ele gosta é de ser mimado, de ter alguém no pé implorando. Olha só: você está igual a quando vocês namoravam: ele agindo como se estivesse sempre sendo ofendido e humilhado e você lambendo ele para passar o dodói dele. Eu acho que não rola mais amor, rola a lembrança que é normal de todo relacionamento longo que marca a gente, pro bem ou pro mal. Ele NUNCA vai mudar, por que ele acha que está certo. Pode falar o que for, esse é o jeito dele. Amor como posse, deixar os amigos e profissão acima da mulher, chantagista emocional. Antes que você achem que estou metendo o pau no rapaz, nada disso é defeito se você conseguir lidar com isso. E você realmente acha que, com um cara desse jeito, você foi a única responsável por matar o grande amor entre vocês? Vixe, relaxa! Toca sua vida que eu também acho que terminou, é pra sempre.

A primeira coisa que eu pensei, quando terminei de ler, foi: "Manda ele procurar terapia". Porque alguem que não consegue voltar, e ainda nesses argumentos, meio estranho, parece-me que ele não tem um bom equilíbrio emocional! Quanto ao que você tem que fazer... Não adianta dar murro em ponta de faca, se ele continua irredutível em voltar, é tentar esquecer e descubrir se era carência ou amor mesmo. Vocês poderiam tentar ficar ou começar com algo descompromissado, é difícil pra quem já namorou, mas poderia funcionar.

É amiga, faço minhas as palavras de Marie... Querer manter relacionamento por ameaça é o uó! A vida parece um campo minado e qualquer passo em falso é uma bomba... Isso não é justo com nenhum dos dois e ao meu ver, você tomou uma decisão sensata ao querer botar ponto final nisso já que você não estava se sentindo bem... Agora, ele correr atrás de você que nem um babão, reconhecer que errou e tudo o mais, seria um forte indício que ele mudou, certo? Que amadureceu, que aprendeu pela dor... ERRADO! Ele demonstra querer estar no controle novamente, quando dizia que iria fazer e acontecer e terminar tudo se você não fizesse assim ou assado, ele queria tomar as rédeas da relação, e no momento em que você deu o braço a torcer, essa faceta dele se torna evidente de novo, dizendo que agora ele não quer... Com certeza vocês viveram coisas muito legais, bonitas e que sempre serão lembradas com carinho, mas acho que se você tentar retomar de onde pararam, essas lembranças vão dar lugar a mais mágoa e ressentimento... Sinceramente, também não acho que isso é amor, e que você deva procurar a felicidade em outro caminho...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Medo da Coleira

Nunca entendi o tal medo da coleira que os homens têm. Nunca. Perguntem-me sobre esquizofrenia, fobias, distúrbios do sono e posso apontar-lhes algumas explicações, mas nunca, nada que envolva a aversão masculina à bola de ferro imaginária pareceu apresentar alguma lógica para mim.
Quem, geralmente, inicia um relacionamento atribuindo a ele o título de “namoro” é o homem, porque ele quaaase sempre é quem faz o pedido; a mulher concorda e pronto: temos um casal namorando! Acontece que no momento do pedido é o sujeito quem amarra a bola de ferro imaginária no próprio tornozelo (e no da guria!)... a tal bola com a qual passará a travar grandes batalhas durante todo o relacionamento!
Basta um comentário maldoso do amigo: “tá na coleirinha, hein?” para que o rapaz reaja tooodo defendido “não, não, coleira nunca!”
E aí, como se devesse afirmar os limites de sua liberdade, o homem nega, tenta provar a todo custo que não é controlado pela “patroa”, que não é pau mandado nem adestrado e rebela-se. Mas vamos retornar às origens das coisas...
Se tudo começa com a mãe, a lógica deve ser por aí, né? Então eles tiveram uma figura feminina que exercia certa (talvez até traumática) autoridade em suas vidas, que lhes ensinou condutas e que, persistentemente, tentou botá-los na linha para seguirem-nas. O.k.! Mas se você NÃO é mãe dele, isso já deveria ser um bom começo... ou não?
A segunda coisa a se observar bem é o relacionamento dos pais; se o cara cresce vendo a mãe ser a dominante na relação e o pai sendo o Sr.Banana claaaaaaaaaaaaaaaaro q ele se sente ameaçado por uma figura feminina e então “amarrar o burro” seria sinônimo de repetir essa relação.
Aqui cabe a reflexão: mas não há uma escolha quando o cara torna-se Banana? Quando a mulher fala “pula” e ele só pergunta em qual altura? Cada um assume o papel que bem quer...
E ainda, um terceiro elemento que não poderia ficar de fora do post é: há uma cisma masculina de que mulher quer compromisso a todo custo. Acham que o tabuleiro do nosso jogo sempre tem em vista uma aliança dourada e uma cozinha com geladeira de inox, e bom, minhas caras, nós sabemos que não é bem assim. Ás vezes queremos (um dia, quem sabe) às vezes queremos bastante (mas não morreremos sem isso), às vezes não queremos de jeito nenhum, mas sobretudo, querendo compromisso ou não, as mulheres também tem uma vida e metas que não se focam só em relacionamentos, mas na VIDA.
Acho que é nisso que o medo da coleira reside, no medo de deixar de ter uma vida por estar com alguém. O medo de que alguém roube seu amado espaço, seu tempo para fazer as coisas agradáveis e prazerosas que fazem com que cada um se sinta mais vivo.
Mas colocar limites ou não, conversar sobre isso, delinear a fronteira entre o que é vivência a dois e o que é dependência e invasão fica a cargo do casal. Tendo isso esclarecido, o medo se torna irracional e a bola de ferro imaginária tem tudo para sumir.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pais, filhos, pessoas!

Minha terapeuta costuma dizer (é, pessoas que fazem terapia iniciam frases assim mesmo) que um sinal de maturidade aparece quando a pessoa consegue matar o pai e a mãe. Matar o pai e a mãe simbolicamente!!! Calmaaaa! Huahauahaauhuahaua

Mas aí você faz cara de ué, porque ninguém “mata” pai e mãe (Hichtofen a parte). E po, como se “mata” algo ou alguém simbolicamente?

Vamos lá: a infância traz consigo a imagem de um pai e uma mãe super poderosos, onipresentes, oniscientes, fortes, sempre certos, sempre protegendo, segurando nossa mão na hora do medo, secando o colchão molhado de xixi, detentores da sabedoria universal e espanta-monstros de carteirinha! Já na adolescência desafiamos nossos pais, disputamos território, compramos briga, rivalizamos, mas eles ainda tem aquele “poder” inexplicável de resolver as coisas, de tornar a casa uma réplica de um quartel-circo-manicômio, de serem nossos pais.

Algumas situações da vida nos guiam por um caminho sem volta, no qual a “casca” do pai e da mãe é lentamente quebrada. Matamos os pais ideais e começamos a obter, por relances, uma idéia dos nossos pais reais. Aprendemos que eles fazem cagada, tem medo, que mentem, que choram, que fazem drama, que sentem dor, que ficam deprês, que se arrependem, que se machucam, que podem ir embora, que vão morrer...

Longe de serem heróis imbatíveis, destemidos e sempre confiantes, mas heróis da própria história; heróis com os pés no chão. São pessoas.

Não é fácil enxergar que nosso porto-seguro tem fraquezas, mas faz parte do ciclo que os anos passem tanto para nós quanto para eles, que nos aproximemos dos temidos 25, 30, 40, enquanto a senilidade os atinge em cheio. Não é fácil lidar com a imperfeição deles, mas que ela sirva para que aceitemos as nossas de forma mais tolerante; que elas nos tirem da cabeça as neuroses de sermos pais e mães perfeitos, porque nunca seremos (e essa é a graça da coisa).

Aproveito o post para me desculpar do sumiço. No fim de janeiro meu pai teve um pequeno acidente e precisou ser operado. Ficou de cama um tempinho, mas já começa a dar suas teimosas voltinhas na cadeira de rodas. Vou dar adeus ao meu medo de dirigir por pura necessidade de acelerar a minha vida. Now, I’m back! ;)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um pouco sobre Maternidade

Queridos leitores, hoje o assunto que a Mari vem abordar no nosso rosado Divã é o sonho de muitas mulheres (e o pesadelo de algumas outras): MATERNIDADE!!!

Pois é, acho que eu, como nova mamãe do pedaço, poderia compartilhar um pouco dessa experiência gravídica com vocês!!!

Começando... Eu sempre tive vontade de ter um filho... Ainda havia resquícios em mim daquele sonho antigo de infância, de me formar, achar uma pessoa legal, casar e formar uma família, mas depois de crescer e ver que a vida não é assim, acabei deixando pra lá... Portanto, a idéia de ser mãe era uma idéia muito distante, até mesmo esquecida... Acho que muitas de vocês já passaram por isso, o “banho de água fria” que a realidade dá aos nossos sonhos pueris.

Pois bem... ao entrar em um relacionamento sério vi minha mudar da água pro vinho, no momento em que, após crises de dores de estômago e com uma endoscopia marcada com um gastro, eu recebi o resultado de um exame chamado Beta HCG com os dizeres: POSITIVO. Pronto... Uma palavra bastou para virar meu mundo de cabeça pra baixo... Positivo, sua vida não será mais a mesma! Positivo, estou grávida! Positivo, serei... mãe! Nesse primeiro momento é normal chorar de alegria, ou desmaiar, ou se jogar no chão , espernear e pensar: “Meu Deus, o que eu faço agora?” A diferença está nas situações em que a futura mamãe se enquadra... Se ela está casada, se está apenas curtindo, se foi coisa de uma noite que deu “errado”, se ela tem alguém do seu lado pra ajudá-la a enfrentar o que vem pela frente... Tudo isso vai influenciar nas reações iniciais da mulher.

Vem o primeiro trimestre... O vaso sanitário vira seu melhor amigo! Cheiros te enjoam, o que você comia antes agora não desce mais, você vive com sono na maior parte do dia (mais do que o normal, claro!) e pode até emagrecer, dependendo da intensidade dos sintomas físicos... Mas e a cabecinha, como anda? Passar pela parte de contar para o parceiro, de contar para os amigos e principalmente, contar para a família... Não é fácil contar para a sua mãe que ela será vovó!!! Experiência própria... Mas é de extrema importância o apoio das pessoas que convivem com você, afinal, apesar de gravidez não ser doença, cada pessoa a desenvolve de uma maneira, e nada melhor que a mente em paz para segurar os solavancos das mudanças corporais...

Depois o segundo trimestre vem para acalmar as coisas... Na maioria das vezes, os enjôos cessam, a vontade de comer volta junto com a disposição! Muitas mulheres gestantes passam pelo medo de se sentirem feias, estranhas, diferentes... Claro, somos uma bomba de hormônios andando por aí!!! Por isso, homens que lêem o Divã, ao serem tios ou pais, elogiem sempre a futura mamãe, ela mais do que ninguém precisa de uma massagem no ego! E para não dizer que os hormônios só bagunçam as nossas emoções, uma coisa boa... Nesse período a sexualidade está à todo vapor!!! E é claro, sem contar que o tamanho de seu sutiã passará de 40 para 44. Nessa época você poderá ver o sexo do seu bebê e senti-lo mexendo na sua barriga...

No terceiro trimestre, muitos quilos a mais, inchaços, a barriga chega primeiro que você em qualquer lugar e mal dá pra ver seus pés... Idas ao banheiro de hora em hora, inclusive durante a madrugada... Mas o que pega mesmo é o medo! Medo do parto, medo de não ser uma boa mãe, medo de não agüentar o rojão... Quanto mais se aproxima a hora do bebê nascer, mais a insegurança bate à sua porta... Por isso, é importante conversar com pessoas que já passaram por isso e principalmente, ter uma relação de diálogo e confiança com seu ginecologista. Você vai enjoar de ver a cara dele nessa jornada! Ao fim de tudo, esse perrengue todo vai valer a pena no momento que você pegar o bebê em seus braços... o SEU bebê!!!

Em tempo: Mari Valente está com cinco meses de gestação, em junho nasce sua pequena diva!!! =)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Participação Especial - Na Onda dos "Reality Shows"

Olá queridas leitoras, deixo aqui mais um texto com a participação super especial da Alícia Nash!!!

Estive pensando sobre um assunto bastante atual e considerado por muitos uma moda que alimenta e prolifera uma espécie de cultura considerada “inútil”: Reality shows.

Pois bem, eles estão aí, prometendo quantias milionárias em prêmios e/ou a realização dos sonhos das pessoas, seja ele se tornar um profissional de sucesso trabalhando na mega empresa de um cara garboso e cheio da bufunfa, seja se tornar um ídolo, seja ser famoso (ou voltar a ser famoso) ou simplesmente ganhar muito dinheiro.
Ok, se eles estão no ar é porque dão, ou ainda dão, audiência. Mas a questão é: por que afinal das contas nós assistimos reality shows?

Muitos conhecidos meus que dizem “odiar esse tipo de entretenimento de massa” deixam escapar em conversas nomes de participantes ou regras do jogo. Ora, se sabe é porque já assistiu, pelo menos uma vez, mas se odeia, por que assistiu? “Falta de bons programas na televisão?” Papo furado. Desliga a TV e vá ler um livro, caramba!
O fato é que mesmo os que criticam têm algum nível de interesse em programas que trazem “gente de verdade” para a telinha.
Não tenho vergonha de admitir que sou SIM espectadora de reality shows e vou dizer porque. O argumento (pra lá de furado) que sempre uso quando digo que assisto o Big Brother e me deparo com aquela típica cara de “não esperava isso de você” é: “sou estudante de psicologia e me interesso pelo comportamento humano, sobretudo em situações de pressão”. Tudo bem, não deixa de ser verdade que o ser humano me interessa e que é legal conhecer brasileiros que têm histórias e personalidades (se verdadeiras ou não, pra mim não importa tanto assim) interessantíssimas e perceber a diversidade humana que nos rodeia. Isso poderia justificar a audiência de algumas pessoas que quisessem esconder o real motivo do interesse em realitys. Contudo, a grande verdade é que alguém que liga a TV todos os dias depois da novela das oito (que, curiosamente, começa às nove!) não busca outra coisa senão puro entretenimento. Eu assisto Big Brother porque acho divertido, me distrai e ponto. E daí?

Tem dia que simplesmente não estamos a fim de assistir um Café filosófico!
A vida já é tão difícil, por que perdermos tempo criticando algo que para muitas pessoas serve como uma válvula de escape (e que, aliás, não pretende ser nada mais do que isso) depois de um longo dia de trabalho e/ou estudos, num momento em que tudo o que se quer é não pensar em nada? É por isso que dizem que nós, seres humanos, gostamos de complicar as coisas.
Ademais, não acho que o termo “cultura inútil” caiba neste caso. Primeiro: o que é cultura? Segundo: o que torna algo útil? Pra mim, alguns momentos de descontração num mundo que exige muito de todos são de extrema utilidade!

Aliada a esta primeira constatação está uma segunda possibilidade de justificativa para o sucesso dos shows da vida real e a explicação é justamente essa: eles têm como principal fundamento mostrar histórias reais, e a experiência de ver a vida real estampada nas telas é o que torna a coisa envolvente.
Os realitys mostram o “lado bom da vida”, prometem a concretização de sonhos, trazem esperança. O lado ruim vem nas intermitências, meio parodiado, meio satirizado. De certa forma, se tá na TV, tá longe da gente. É como ver nossa própria caricatura, sabemos que foi baseado na nossa aparência, mas não é a gente. É isso que diverte. É muito mais fácil nos divertirmos com o “lado negro do humano” se tivermos a impressão de que esse traço não faz parte de nós.

Concluo dizendo que existem momentos para tudo na vida. Assim, há momentos em que precisamos ler um bom livro, há momentos em que precisamos assistir a um filme legal, assistir uma palestra na Cultura, mas há aqueles momentos em que precisamos nos desligar e apenas fazer o que der na telha. E se der na telha de assistir “A fazenda”, “Big Brother”, “Ídolos”, ou sei-lá-o-que, assista!
Você estará cultivando uma espécie de cultura de conforto e de prazer.


P.S.: Aly Nash apóia a proliferação de uma cultura sem preconceitos!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Psicolorgia VI – Objetos Transicionais dos relacionamentos!

Mais um teoria Winnicottiana aparecendo no Divã, os objetos transicionais surgem na teoria evolutiva do titio Winnicott como o primeiro objeto não egóico da criança, ou seja, é o primeiro objeto externo que ele reconhece como externo, apesar de ele ainda o sentir como parte de si, consegue fazer essa separação dele com o objeto.
Esse objeto pode ser qualquer coisa, mas costumeiramente pras crianças é aquele cobertor que ele não larga, uma chupeta em especial, um bichinho de pelúcia etc, e ele serve como uma conexão mãe-bebê quando a mãe não está presente, portanto ele é um objeto que “substitui” a mãe momentaneamente, nem que seja só na hora de dormir ou algo assim.

Como acredito que nenhuma criança de 3 anos esteja lendo o nosso Divã, então não me delongarei mais nos pormenores dessa teoria, mas à colocarei onde pretendo, relacionando-a aos namoros/relacionamentos em geral.

Certo, como assim, Andreas? Vou ter que fazer uma chupeta debaixo do cobertorzinho ao lado de um bichinho de pelúcia pra ele se lembrar um pouco da mãe ??? Nãoooooo!!! Não é isso, pelo amor de Deus =P

É que pensando um pouco nisso, reparei como alguns objetos se transformam em objetos especiais por nos remeter ao nosso companheiro (a).
Comecemos pelo objeto mais tradicional: A Aliança!
Porque os casais usam alianças? Quando eu e a Sra. Ribeiro pensamos em usarmos, nos questionamos isso, é apenas pra “marcar território?” é só porque “todo mundo que namora usa?” acredito que alguns vejam a aliança assim, mas para nós, não. Nós víamos a aliança como um símbolo de algo legal que era aquele relacionamento. Mas além disso, é como ter a presença da sua companhia quando ela não está por perto, é uma forma de manter sempre aquela pessoa contigo, como as crianças precisam de um suporte enquanto estão sem a mãe.

Assim como as alianças, outros objetos tem essa função, uma foto na carteira que você corre pra olhar quando bate aquela saudade, ou então um brinco ou alguma outra coisa assim, que você decide usar naquele dia que sabendo que será mais difícil, recorre pra ter ele(a) juntinho a ti.

Existem alguns outros objetos costumeiros, como corrente com a 1ª letra do nome da pessoa amada, ou aqueles chaveiros que se complementam e cada um fica com metade, objetos pra colocar na mesa do Trabalho, porta-retrato e outros tantos que funcionam como um objeto transicional no relacionamento!
Outra coisa que pode servir da mesma forma, mas que eu diria que eleva a outros níveis, é fazer uma tatuagem do amado, do nome ou de algo que remeta diretamente à ele, o princípio que seja o mesmo, talvez um pouco mais “exagerado”.

Quais os objetos que vocês usam ou já usaram que mais gostou??

Eu Andreas tenho uma boneca da Eve e a Sra. Ribeiro tem o do Wall-e fazendo par!!! Hoje eles ficam juntos em nossa estante ^^
PS. Desculpem-nos pelo pequeno sumiço dessa semana, Anna Oh. com alguns probleminhas e Marie terminando as férias se ausentaram essa semana, mas assim que possível o retorno será ao normal! Por isso não tivemos Maratona do Deitando no Divã, mas ela continuará. Tambem teremos mais uma participação especial, talvez ainda essa semana e em breve esperamos estreiar um quadro novo, Divã de uma forma totalmente diferente!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Participação especialíssima!

Gente, temos um post aqui da nossa antiga colunista Alicia Nash, que está em uma aparição mais que especial copm um post que eu, pessoalmente, assino embaixo! Bjus Alicia!

Os bonitos que me desculpem, mas beleza não é fundamental
Quem não conhece a famosa e polêmica frase de Vinícius de Moraes; “As muito feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”? Para mim tal concepção nunca pareceu muito acertada.
Ok. Beleza é importante? Sim. Na contemporaneidade é extremamente valorizada? Sim de novo. Mas também é fato que a beleza é relativa (e o que nesse mundo não é?) e que seu conceito muda de tempos em tempos e de cultura para cultura.
Ainda que vivamos numa sociedade que cultua corpos magros e definidos e rostos com traços europeus, eu ouso dizer que, apesar de obviamente a beleza ser importante, ela não é fundamental, pelo menos no meu entendimento.
Onde quero chegar? Vamos trazer essa balela toda para a vida prática: a moda entre os jovens (e isso inclui a mim e a grande maioria dos leitores deste blog) é sair pra balada e pegar os mais gatos e “dar bota” nos feios, e disso eu entendo, a solteirice não me deixa mentir!
Mas e se por acaso não rolou aquela química toda com o gato (a) loiro que chegou em você? Beija pra mostrar para as amigas que você é foda e ta podendo, ou se deixa levar pelo feeling e diz que não rola?
Se essa já é uma situação difícil (principalmente para aquelas (es) que são extremamente preocupadas com a opinião alheia), imagine só o oposto: um carinho bem mais ou menos chega junto e te ganha no papo, ou simplesmente dá vontade de beijar, mas suas amigas já torceram o nariz para a aparência do cara e até te ofereceram ajuda pra se livrar dele, o que você faz, queima seu filme com elas ou dá vazão ao seu desejo?
Quer saber, é tudo uma questão de maturidade e não me refiro a idade, mas ao auto-conhecimento e visão de mundo.
Se você compreende que eu feinho pode ter pegada, bom papo e ser gente boa, você dá uma chance, mas precisa estar preparada pra lidar com seus próprios sentimentos em relação a avaliação dos outros.
Já pensou no ser humano mara! que pode estar escondido naquele visu desleixado? E daí que você está na balada e que talvez nunca mais veja ou fale com o cara? Pense: enquanto sua amiga é quase engolida por aquele must que quando abre a boca estraga tudo (saca aquele tipo que está tão preocupado com músculos que se esquece de cuidar do cérebro?), você pode muito bem estar rindo das piadas e curtindo um papinho (e otras cositas más) com aquele cara que quase dispensou.
Só pra encerrar, lanço uma última questão: Porque encanar tanto com o que as pessoas vão pensar? Será que a opinião delas é mais importante que a sua própria? Ficaadica! ; )
P.s.: Yeaah! A moda agora é pegar os feios!
; )
Alicia Nash
Ps: a foto da minha série favorita depois de House tem tudo a ver com o post! Tenho uma quedinha por todos eles! Smart is the new sexy! (By Marie Curie)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Maratona "Deitando no Divã" 18


Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos! (Por Anna O., Marie Curie e Andreas Ribeiro)

Caso 34: "Olá adorei o blog de vocês, acompanho a Roberta Carvalho, do HTP, e descobrir este blog por lá.
Lendo a maratona de 'Deitando no Divã', resolvi deitar e falar o que me aflige.
Tenho um 'amigo' há 3 anos, neste tempo sempre nos vemos com regularidades. Mas comecei a namorar, e ele também, aí demos um tempo. Nos 2 primeiros meses tudo bem. Mas depois ele voltou a me ligar, não saí por causa do meu namorado na época. Depois que terminei o namoro reencontrei-o e voltamos a ficar, detalhe ele ainda namorando. Desde que voltamos a nos ver começamos a sair quase todo dia, isso quando a facul me permitia, e o negócio até que rola legal. Mas agora ele está noivo, anda todo feliz, e ainda me liga todo dia pra sair, mas num to afim de entrar nessa com ele noivo. Tenho amigos que conhecem, e detestam ele e além do mais, acredito q quando a gente noiva é pq já estamos quase com data de casamento marcado. E o pior e o que me deixa puta, é que quando saio ele quer saber com quem, quando, onde. Já mandei ele ir a porra mas ele sempre acerta o caminho de volta. Tenho que dizer pra ele que assim eu não quero mais, mas sei que se sair com ele vou acabar ficando mais uma vez. Me ajudem!!!!!!!!!!!!!
Obrigada por me escutar
e ansiosa pela respota,
Larinha*"
Simples: não saia. O cara já te mostrou da laia que é, vc está ciente do compromisso dele então... se aguenta, tranca a porta, fecha as pernas, compre um graaande livro e mergulhe a cabeça em outra coisa que não seja o abdomen do bofe. Que a força esteja com você.
De vez em quando temos que confiar nos nossos amigos. Você mesma já disse todas as razões pela qual você não deve sair com ele, já viu que a melhor decisão é não sair com ele. Então, não saia! Você não pode ter tudo, tem que saber que, se você não vai conseguir ficar sem beijar ele, então caia fora. Corte as relações, abra os olhos para outros caras, e, se recuperar o auto controle, volte a amizade. Eu sou sempre a favor de nessa época crítica tirar do msn, do orkut, do celular até que a situação se normalize. Força de vontade, ok?
Você não quer ou acha que não tem que querer por questões morais? O fato é que ele escolheu alguém pra casar, mas notoriamente ele não liga pra fidelidade, portanto é legal sair e dar uns amassos contigo! Você quer ser caso de um cara casado? Se quiser, saia, fique e faça tudo que lhe vier na telha, se NÃO quiser, a Anna respondeu, diga Não e ponto final.

Caso 35: "Ola queridos! Meu nome eh Marta* e acompanho o blog dde vcs d vez em qdo.... dou mtas risadas com os posts mais q criativos. Hj foi um dakeles dias q vc le varios dos posts q vc nao acompanha ha tempo por falta do tal do tempo e eis q resolvi expor minhas preocupacoes para o diva me ajudar, como d alguma maneira jah ajuda cada vez q lemos as duvidas dos outros leitores e as respostas fantasticas de nossos colunistas....
Eis q faz quase 3 anos q nao moro no Brasil. Nesse interim eu morei em Portugal e na Irlanda. Outra informacao adicional eh: depois do meu primeiro namorado, com o qual fikei 4 anos, eu meio q desencanei de namorar serio, de procurar algo mais solido.... Obvio q tive varios rolos e paixonites, mas sempre fui bem loks do meu cu, nessas de ficar de boa e aproveitar o maximo.
Bom, eu morei um temporada na Irlanda e depois fui pra Portugal, faz 4 meses q voltei pra Irlanda, consegui um emprego e conheci um cara. Acontece q eu tenho 27 anos e o guri tem 21. Pra piorar, o menino ia casar (pasmem), com a primeira namorada. A historia dele eh mega peculiar, pai Irlandes, mae Francesa q foram pro Brasil, se apaixonaram pelo pais e resolveram fixar moradia por lah. O guri teve a primeira relacao sexual com a primeira namorada, a familia da guria descobriu e pronto: queriam obrigar o garoto em pleno seculo 21 a casar, Bom, a mae do garoto, nakelas de protege-lo mandou ele pra Irlanda, pra fugir do casamento. Dois anos e meio depois a menina ainda mantinha contato com ele, e acabou pedindo ajuda pra ele pra ela fazer um intercambio na Irlanda pra ver se eles reatavam. E, foi exatamente o que aconteceu.... Bom, ela passou 6 meses com ele, sem trabalhar, sem ajudar e o convenceu a casar.... Foi pro Brasil pra resolver as coisas e nas ferias dele ele ia atras dela pra casar e voltarem juntos mega felizes.... Eis q eu o conheci dois meses depois q ela tinha voltado pro Brasil.... e enfim, a gnt comecou a se conhecer e entre uma zoeira e outra acabou rolando da gnt ficar.... e fomos ficando, e ele contou pra ela e qdo ele foi pro Brasil eu fikei 1 mes quase louca sem saber se ele ia voltar casado ou nao. No fim, ele voltou sem ela, e me pediu em namoro, e depois de 1 mes, resolvemos morar juntos. Eu to meio enlouquecida sabe? Moar junto, 21 anos, ex-quase-mulher q esquece de uma hora pra outra ( e eu nao acredito e morro de ciumes), e fico me eprguntando, sera q to louca? ou sera q eh possivel.... sera q eh possivel? o pior eh a guria... eu sempre acho q ele gosta mto dela, q eles tiveram uma historia fodastica juntos, mas q meu, ela eh mto jovem, tava levando ele a falencia e essa historia de casar nao era bem a dele, mas q tava cedendo.... e tipo, ele trocou ela, neh? o q nao o fara me trocar tbm? e mais, sera q talvez seja pela conveniencia? por eu tah aki? e meuuuu, sei lah....
ai gnt, um conselho?????
Bgadao"
Se ele quisesse a mocréia, estaria com ela. Ele tá com VC agora, então sossega, acalma, relaxa e goza. A história deles acabou, pelo visto. Agora é a história de vcs que está em jogo.
Nossa, calma garota! Primeiro: diferença de idade não é nada. Pára com essa paranóia e respira: que tipo de pessoa não tem uma história? Você mesma tem uma história, ele poderia ficar cismada de você ficar só pulando de galho em galho, achar que você tem medo de relacionamentos, não? E qual é a melhor forma de se acalmar? CONFIANÇA! Ele está com você por que quer, e a menina está no Brasil, beeem longe de você! Ele querer casar com a primeira namorada não é imaturidade, cada um tem sua história e suas razões. Eu creio que ele não escolheu ficar com você por conveniência, pois afinal a moça estava junto com ele, não é mesmo? QUando ele tomou a decisão de casar, a vida dele era diferente, a situação era outra, não? Não deixe os fantasmas do passado te incomodarem, isso só cria rugas mais cedo! Boa sorte!
Uau!!!! eu ia dizer algo, mas minhas queridas já disseram tudo!!!! Enjoy yout new life!

PS. Pra quem quiser participar dessa coluna e contribuir para o Divã, e nós do Divã tentarmos ajudar você também, envie seu caso/história/dúvida/angústia para nós no e-mail divarosachoque@gmail.com e nós analisaremos e postaremos assim que possível!! sempre sem identificação e sem expor alguém, mais detalhes veja mais sobre nossa coluna DEITANDO NO DIVÃ.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Por que os corações dobram

A inspiração desse post veio do filme Brokekback Mountain, e não é um post sobre homossexualidade, mas partiu de uma conversa entre o Ennis Del Mar (Heath Ledger) com a garçonete que ele namorava. Ele tinha terminado com ela sem motivos aparentes e eles se encontram e a conversa termina mais ou menos assim:
“Mas sei que você vai ficar bem, eu não era muito divertido mesmo, não é?” (Del Mar)
“As mulheres não se apaixonam por diversão” (Garçonete)

Pensando nisso, me surtiu a questão (que ainda não pensei em uma resposta) por que nós nos apaixonamos?

É por diversão? Acredito que não exatamente, mas existe aquela máxima que diz que pra se conquistar uma guria, basta fazê-la rir, não é? Então deva ter alguma verdade nisso.

É por sexo? Outra frase clássica é o “amor de pica”, que acho que não preciso detalhar aqui, mas que também é sustentada por relacionamentos que são ditos “à base de sexo” ou que esse advento em específico que mantém ele em equilíbrio. Seria ele então a solução?

Amizade / companheirismo? Já dissemos aqui no Divã que os opostos se atraem era balela e que os casais precisam de afinidades em comum, portanto seriam as afinidades que ambos possuem, o ato de praticar coisas juntas? Creio nisso como chave para muitas coisas em um relacionamento, mas não a resposta.

O Companheiro? Parece meio absurdo, claro que nos apaixonamos por nossa companhia! Mas nesse item estou pensando em algo específico de nossa companhia, talvez um talento em especial, ela canta, ele dança ou algo do gênero “ele é o líder do grupo” ou “ela é muito mais pop que eu”, enfim, algum detalhe em especial no nosso parceiro que nos pareça demais e faz com que nos apaixonemos. Esse é talvez o item mais frágil dos citados até agora...

Beleza? Acho que não precisa de muitas explicações ele/ela é linda demais e você se encantou e se tiver a possibilidade de estar junto, apaixonou-se. Muitos dizem que o importante é a pessoa por dentro e tals bla bla, mas o fato é, a beleza é importante sim, você vai ter algo sério, duradouro com alguém que não te atrai? Que você acha feio? Discordo, acho que quando estamos com alguém é crucial sim que achamos os nossos parceiros belos, porém, se a pessoa for apenas bonita, sem outros grandes atrativos, vira mais um enfeite, um troféu do que qualquer outra coisa...


Esses foram os fatores que me ocorreram e talvez os mais freqüentes, e a resposta à nossa pergunta inicial? Não vou poder afirmar isso, até porque com certeza não existe uma regra para isso, mas eu acredito que podemos nos apaixonar por qualquer um desses ou por todos eles juntos, mas creio que relacionamentos que se baseiam fortemente em um fator específico, tende a ser uma frágil relação ou forte candidata ao insucesso. Nada na vida é estático, sem intermitências e 100% estável, portanto, se temos um momento que o sexo não é o mesmo, ou o companheirismo está instável, a beleza vista com outros olhos ou a pessoa deixou de ser aquilo que você admirava e fez com que se apaixonasse é a hora que os outros fatores devem segurar a barra ou pesar mais do que aquele que fraquejou, se ela era “único” a situação complica mesmo.

E vocês, pelo o que seus corações dobram?

Beijos
Andreas R.

PS. O título do post inspirado em uma frase do poema “Nenhum homem é uma ilha” de John Donne.
PS2. Pensando nas razões pelo qual a moça se apaixonou pelo Heath Ledger no filme, creio que ali era mais uma questão do que ele representava pra ela, o homem cuidador e tals e acho que a maior revolta dela é pelo abandona e não pela pessoa em si, quem viu o filme e tiver mais alguma idéia ^^

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

PELA NET – Museu do Sexo

Como futura pesquisadora, resolvi deixar aqui uma dica ótima, que me mostrou bons caminhos pro TCC que farei: o Museu do Sexo (LINK).
Um museu nos faz conhecer a história: de povos, movimentos artísticos, civilizações... mas conhecer a história do sexo? Serve pra que?
Pra quebrar tabus, mostrar que o diferente é tão possível e tem tanto espaço quanto o convencional, que convencional é algo relativo, que costumes, preconceitos, limites são simplesmente criados socialmente, num dado momento da história.
Só pra atiçar a curiosidade:

“O princípio do amor nasce de uma necessidade, demanda ou desejo. Como elementos fundamentais e comuns encontramos que o amor se torna evidente e é sentido como real e “palpável” quando há afeto, partilha, cuidado, respeito, conhecimento e responsabilidade.(...) Em relação ao amor que freqüentemente caracteriza as relações de parceiros sexuais, há uma abordagem específica, como a oferecida por Erick From em A Arte de Amar; em que o amor é definido como “a união que permite conservar a integridade e individualidade próprias”.”

“O orgasmo é quietude e solidão necessárias. Uma vivência que dá vontade de repetir, na qual um se satisfaz e deseja satisfazer ao outro. É um momento no qual mais se sente o outro, embora se tenha uma agradável sensação de solidão, de estar com o próprio eu.”

“A intimidade e a sexualidade são dois componentes importantes de uma vida sadia e feliz. Um dos problemas mais importantes é a incapacidade de falar de sexo e de intimidade, e de buscar ajuda quando necessário. Falar de sexo ainda é, para muitas pessoas, um tema que não deve ser tocado, até com o parceiro.”

A iniciativa é do PROSEX (pesquisadores da USP que exploram questões da sexualidade), que tem um trabalho admirável.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Maratona "Deitando no Divã" 17

Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos!

(Por Anna O., Marie Curie e Andreas Ribeiro)
Caso 31: "Oii.. sou a Carol*
Não gostaria de falar minha idade pois podem pensar que eu não deveria nem enviar esse e-mail.
Bom, Tem uma pessoal na qual gosto muitooooo mesmooo(chamada Pafúncio*)..
Ele não da a minima pra mim, mais ele tem ciumes se eu falo com outros e principalmente com os amigos dele, tem ciumes quando não falo com ele, ele entra no meu orkut todo dia, tc comigo no msn sempre que pode, deixa comentarios nas minhas fotos, me elogia, da muitas indiretas, e até mesmo ja me beijou muitas vezes(maximo no rosto)..!
Gostaria de saber qual é a dele? Oque devo fazer?
Pois, Gosto muito dele, + ele so da indiretas e digamos q depois ele larga de mão..!
Eu gostaria de um conselho pois não sei + oq façoo
Se eu continuo corrend atras dele ou desisto de vez..!
Espero q me respondam..!
Bjosss Grandes..!"
O.k., Carol, quanto mais novinha, melhor já ter em mente que às vezes os caras emitem sinais contraditórios, porque é conveniente ter garotas alimentando esperança de ter algum enrosco com eles. Isso infla o ego, rende fama de conquistador etc, etc etc... como sua idade parece ser um porém, o cara também pode estar receoso em dar um passo a mais nessa amizade colorida. Ou é indeciso, porque todo ser humano tem direito de hesitar... nem sempre ele é um fdp narcisista. Ligue seu radar e tente perceber melhor o cara, enquanto leva a situação por mais um tempinho.... a hora de desistir ou avançar vai depender do seu feeling.
Eu acho que ele é um teaser. É conveniente ter alguém do lado dele, pra inflar o ego, pra ter controle... ele deve ser daquele que perde pra daí sentir que sentia algo por você. Bah, besteira! Minha dica? Afaste-se completamente dele. Quando ele vier pedindo satisfações, seja direta: pergunte qual é a intenção dele com você. Se é somente amizade, peça pra ele se controlar em relação ao sentimento de posse com você. Se for algo mais, decida-se de uma vez! O que está matando nessa história é a indefinição do que vocês são, não a provocação em si. Beijos e boa sorte!
Nuossa, a Marie querendo acabar com o sonho amoroso dos jovens. Pelo visto vocês são novos, se ele for tão novo quanto você, ele também não sabe o que fazer, tenta demonstrar pra ver se você faz algo. MInha dica, se tiver vontade de fazer algo, faça! Se não tiver ou não tiver coragem... espera uns anos que melhora =)

Caso 32
: "Tenho 17 anos, e conheci um cara (perfeito) de 21 há 5 meses.
Fiquei com ele na minha formatura, e depois ele pediu meu celular e me chamou para sair no dia seguinte.
Saimos, e foi muuuito perfeito!
Só que há um pequeno problema, ele é da minha cidade , só que mora na capital do meu estado. :(
Aí, depois da nossa saída, nos encontramos 2 semanas depois e tudo foi mais perfeito ainda.
Dentro desses 5 meses que estamos juntos, vejo ele sempre de 15 em 15 dias.
O problema enooooooooorme é que eu sou muito romântica, e tô apaixonada com ele. Ele me disse que não quer namorar , porque não está com cabeça pra isso, e essa situação me deixa muito triste. eu sofro muito com isso ;\
Tem dias em que ele tá todo carinhoso comigo no msn , por msg e no telefone, maas tem dias em que me trata como amiga dele.
não sei mais o que eu faço pois , eu tô super apaixonada e ele é de lua.
Me ajudeem por favoor :)
Beijo :* "

Não é que ele é de lua, ele não quer se envolver, flor. O racado foi dado: ele disse que não quer namorar. Quando entramos numa "relação" em que, desde o início uma das partes disse claramente que não queria nada sério, temos que ser cautelosas. Não é errado se apaixonar, mas o melhor seria ter os pés no chão e evitar esse tipo de coisa. justamente pra não alimentar falsas esperanças nem se frustrar.
Eu também acho que ele deixou claro. Os homens conseguem ser mais práticos em determinadas situações: se eles acham que distância é um problema, eles não se relacionam, pronto. Assim, o "problema" está com você. Não é errado se apaixonar, mas concorda que se ela não existisse, você manteria muito bem o relacionamento? O que você está disposta a aguentar? Se você não aguenta a situação, não espere que tudo irá ficar diferente, procure alguém perto de você. Se você acha que vale a pena ficar com ele por que é perfeito, terá que aguentar a situação. Depende muito mais de como você quer viver do que com o relacionamento em si!
Aproveite o que pode com ele, mas não fique na dependência, você não vai mudar o que ele pensa tentando fazer algo, é legal sair com ele? saia! Mas não se esqueça de olhar pros lados!

Caso 33: "Olá! Primeiramente, gostaria de falar que o trabalho de vocês é excelente, e eu, como um bom futuro psicólogo, adoro-o e sou fã dele.
Bem, o caso é o seguinte: eu sou homossexual, tenho 17 anos e namoro um rapaz de também 17 anos. Minha família aceita perfeitamente minha homossexualidade e se demonstra muito tranquila em relação ao fato de eu namorar; eu só não contei a eles ainda por que eu estou em ano de vestibular e a pressão que meus pais colocariam em mim por conta de um namoro em "época de apenas estudos" seria muito maior do que, mas estou prestes a contar. O problema é a família do meu namorado, pois ela é evangélica, tem uma GRANDE ignorância em relação à homossexualidade e reluta em dar uma chance de alguém mostrá-los qualquer outro ponto de vista sobre o assunto. Ou seja, meu namorado está no armário. Como vocês já devem estar imaginando, o nosso namoro é muito propenso a instabilidades e bem juvenil, mas nós nos gostamos muito e realmente nos amamos, estando um pronto para ajudar e se sacrificar pelo outro. Mas esse negócio de se sacrificar tem estado bem difícil pra mim.
Nosso namoro começou há pouco mais de quatro meses. No começo, foi muito bom! Aquela coisa toda de começo de namoro. Mas, pouco depois de dois meses, a mãe dele conseguiu descobrir! Ela é extremamente desconfiada, juntou alguns fatos e pistas, e colocou ele contra a parede. Ele, acuado, se viu obrigado a contar. Ela, então, xingou ele, disse que ele era um lixo, falou que preferia ele morto e disse que ele teria que "consertar". Ele teve que ligar pra mim, na frente dela, falando que estava terminando tudo (mas foi planejado, por que ele já tinha me ligado antes e contado a situação e o que deveria fazer). Nós, desde então, temos tomado muito mais cuidado para manter em segredo a relação, mas isso tem sido HORRÍVEL! Eu me assumi para a minha família aos 13 anos, três dias depois de eu ter me assumido pra mim mesmo. Ou seja, eu não consigo esconder muita coisa das pessoas, quando relacionada à minha homosseuxalidade. E é exatamente isso que está sendo exigido de mim! Além do mais, parece que aquela bruxa (a mãe dele) tem espiões espalhados pela cidade, já que, aonde quer que nós vamos, sempre há alguém conhecido daquela mulher. E sair com ele também não é tão frenquente assim, pois ela proibiu-o expressamente de me ver ou ver qualquer um dos nossos amigos, que sabiam e coniviam com nosso namoro. Nós conseguimos nos ver na escola e olhe lá, por que também há pessoas da igreja que ele frenquenta com a mãe e o resto da família.
Eu entendo o lado dele, que chega a ser pior que o meu, mas continuo sofrendo e inseguro sobre quando essa situação poderá ser revertida, pois, se ele resolver enfrentar a mãe, ela vai expulsá-lo de casa e "orar todos os dias para ele morrer, por que é preferível ele morto a um filho 'nessa vida'" (palavras dele deduzindo o pensamento da mãe). Ele disse que, à medida que for criando independência, vão ficar muito mais fáceis as coisas, e, qd ele completar 18 anos, terá acesso direto à pensão do pai (que é separado da mãe) e poderá se resolver muito melhor sem a mãe. O negócio é que eu, desculpem a falta de educação, FICO PUTO! Se eu não sou controlado assim nem pelos meus pais, porque essa megera nos controla então?! (A propósito, ela até disse uma vez ao meu namorado que, se continuasse o namoro, ia contar tudo para os MEUS pais... hum, até que não seria nada mal! Eles acabariam com a raça daquela vaca! Se bobear, dá barraco do estilo Ratinho! aushauhsuahsuha)
Enfim, gostaria muito de ouvir a opinião de vocês, pois estou bastante aflito. Eu, com certeza, vou fazer o máximo pelo namoro e me separar dele está totalmente fora dos meus planos. Só queria que isso passasse logo, pois eu quero muito viver feliz e normalmente com meu namorado.
Obrigado, pessoal! Beijos e abraços!"

No momento parece que não dá pra fazer muita coisa. Não dá pra abrir a cabeça da sua sogra e arejar um pouco as idéias empoeiradas dela; não dá pra fugir com o namorado ou coisa que o valha... o que dá pra fazer é esperar. Se vocês tem 17 e ele tem como conquistar alguma independência financeira aos 18, esteja ao lado dele, tente esperar da forma menos dolorosa possível. É revoltante sofrer preconceito assim? É. É descabido, concordo contigo, guri! Mas po, vcs parecem ter uma grande história juntos... tente esperar ao lado dele (ainda que tenha que ser escondido por mais um tempo). No momento parece que você é o suporte dele, mas uma relação não é também alternar essa posição de suporte? Quando precisar disso, conte com ele! Não é porque a situação do seu bofe é complicada que você não possa compartilhar suas dificuldades com ele também. Força na peruca, amigo!
Bem, você já disse que largá-lo está fora de questão. E ele também me parece irredutível. A vontade de dar o troco, de se rebelar dessas amarras que alguém que nem sequer paga as suas contas acha que pode te prender. E não adianta enteder o lado dele, você vai fucar puto sim! Afinal, é um agrande injustiça sendo feita com vocês! Mas acho que é por isso mesmo que a única chance é a de 1: ele é expulso de casa e vai morar com você e seus pais, 2: ele recebe a pensão do pai e começa a viver sozinho, 3: ele conversa com o pai e vê sobre a possibilidade de morar com ele, de receber a pensão a partir de agora. De qualquer forma, eu acho que o caso é esperar. Preconceito é uma merda, e eu acho que você está bem esclarecido quanto a barra que o seu namorado está aguentando. Arranje uma forma de desabafar, divida isso com seus pais ou com outras pessoas que possam te dar apoio, pois aguentar isso tudo sozinho só gera ressentimento, e ficar despejando isso no seu namorado só desgasta a relação. Já pensou em contar para os seus pais? Dependendo de como eles forem, podem te dar um apoio super legal nessa fase complicada... Boa sorte!
Existem algumas questões sociais que não fazem sentido, manter o preconceito por opções sexuais é uma delas!! não vou entrar aqui no que diz respeito às igrejas e religiões, mas é triste ver alguém fazer uma injustiça em nome de uma entidade superior. Mas o fato é, infelizmente esses preconceitos sempre irão existir e você terá que lidar com isso e pelo visto você já lida muito bem com isso, portanto a idéia é essa, segurar a barra por enquanto, quando puder falar pros seus pais será bom também! E também acho, vocês estão entrando na fase de ter responsabilidades e independência, então realmente a tendência é que melhore, quem sabe um dia essa cabeçuda não caia na real e até ajude vocês também!!!

PS. Pra quem quiser participar dessa coluna e contribuir para o Divã, e nós do Divã tentarmos ajudar você também, envie seu caso/história/dúvida/angústia para nós no e-mail divarosachoque@gmail.com e nós analisaremos e postaremos assim que possível!! sempre sem identificação e sem expor alguém, mais detalhes veja mais sobre nossa coluna DEITANDO NO DIVÃ.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A praga do cabelo preto (azulado)


Nossa ex-divete Penélope narrou aqui a saga de sua loirice. Tomo a liberdade de contar minha incrível (e árdua) jornada com as tinturas escuras de cabelo. A praga do preto... arght!


Há uns bons anos atrás, após ter me livrado da cabeleira vermelho-cereja (que mais andava pra água de salsicha), comecei a paquerar umas tinturas escuras. Pensei: “po, eu sou branquinha, vou ficar bem com o cabelo preto!”. Fiquei me achando: vai dar um contraste legal, pra elaborar um visual mais pin-up, pra usar chanel sem ficar com cara de socialite, vai ficar lindo!
A primeira pessoa com quem conversei a respeito foi um cabeleireiro bichíssimo da Soho: “não, não e nããão! Você não vai pintar de preto, isso não vai sair nuuuuunca! Vai grudar na sua cabeça e NADA nesse mundo vai tirar!!!! Porque você não faz umas luzes, heinnnnn??? Dá uma iluminada no seu rosto, vai brilhar!” Daí que eu retruquei, meu... porque quem começa a fazer luzes acaba loira rapidinho e, apesar da cor natural do meu cabelo ser castanho claro, eu sei que luzes tem o poder maléfico de te transformar num periquito loiro em 3 meses. E não fiz. Queria ser morena e ponto.
Depois contei pro tio gay, que é o máximo. Mas nesse dia não foi... até de Samara 7 days fui chamada! A mesma história da “iluminada” no rosto surgiu e aí eu surtei.
Após um término de namoro, como é de praxe, a gente inventa o diabo no cabelo... e foi aí que taquei um preto azulado (adoro extremos!). Ignorei as pragas gays que me cercavam, ignorei os sinais de que eu pareceria uma assombração e pintei! E ficou lindo! Nenhuma cor brilha como o preto. Nada fica mais elegante com qualquer acessório. Nenhum chanel fica lindo como o preto. E eu curti a época.
Mas eis que o tempo encantado do preto acabou, e resolvi tirar. Ciente das sete pragas gays do deserto que me haviam sido rogadas, tentei. O primeiro passo foi passar por um salão de renome e pedir uma solução. Como só gay quebra praga de gay, foi nele mesmo que eu confiei, e pedi: “tira isso de mim!!!” Seria uma simples descoloração em algumas mechas, pra dar uma “quebrada” no preto, de acordo com o bofe. Porééém, qual não foi minha surpresa ao me ver com mechas loiras? Surtei (again). Aquela joça durou um mês na minha cabeça, e ainda foi demais. Ele, todo feliz com seu trabalho, alegou ter usado um tom “douradinho” (douradinho o caraio, po). Ah, e a outra metade do cabelo continuava extremamente escura.
Com a auto-estima pisoteada e com os cabelos desbotados (praticamente uma onça pintada com balayage), corri pro colo da amiga-mor, Marie Curie, e resolvemos que eu começaria a pintar os cabelos de castanho escuro com shampoo, porque agride menos e poderia transitar, gradativamente, por tons mais claros. Até que... no fim do ano eu surtei. Surtei porque queria meu cabelo castanho de volta. E , empolgada após ver esse post, marquei uma decapagem. Claro que não saiu toda a tinta preta, e claro que eu não alcancei o sonhado tom castanho outrora possuído. A cor é indefinida, mas menos escura, o que até ficou bonito... mas puxa pro loiro. E lanço a pergunta: é possível sair do preto sem virar loira? Como conseguir essa proeza de primeira? Como pessoas sobrevivem a uma (um, sei lá) balayage??? Isso é uma maldição!!!
E mais: existe vida após o preto? Eu acho que sim.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Acerto de Contas

Não, Andreas não entrou em 2.010 com sangue nos olhos e sede de vingança por alguém.
Como dito na retrospectiva, Andreas agora é homem-do-lar hehe e porém nada mais justo que eu fazer alguns posts dentro desse tema “casamento / morar junto / agregamento / juntar as trouxinhas e afins” e já q é começo do ano, vim falar de um assunto que pode assustar todos, mas principalmente aqueles que já assumem dívidas/contas/etc.

Janeiro é o mês do Acerto de Contas, ou talvez seja melhor dizer, quando as contas te acertam de jeito =P.
O ano mal começa e você é presenteado com IPVA e IPTU.
Ae você vai olhar as descrições, o pagamento com desconto acaba em 1 semana, o desconto é irrisório e parcelado não alivia em nada.
Junto com ele ainda vem um seguro obrigatório que não te ajuda em nada e tem q ser pago na mesma data, ainda te dizem que você pode pagar o licenciamento adiantado (ou seja, mais um pra janeiro)
Depois o IPTU aparece, Sr. Kassab (Prefeito de São Paulo) aprovando aumento de até 60% no valor a ser roubado, digo, cobrado... cobrado de você e ainda vem o valor do IPTU de garagem (simmmm, descobrimos aos poucos que nos cobram tudo).
Ae então vem a rematrícula da escola/faculdade/curso e o mês das férias vira o mês dos gastos.
Para pais e meninas mais caprichosas, também será o mês de gastar na papelaria, mochila, estojo, canetas, fichários e etc...
Quando o mês parece que parou por ae, para muitos o que surge? Sim, a fatura do cartão de crédito dos gastos natalinos / férias / revellion, ou seja, tudo que fora festa e farra surge como cobrança e dívida em janeiro.

E então, quem entrou 2010 no vermelho? Hehehehe
Andreas R. ainda respira ares azuis em 2010, quer saber como? Atendo como consultor financeiro para quem quiser pagar!!! Huhuu brincadeira... =P
Beijos
Andy

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

RESSACA DE ANO NOVO


No começo de todos os anos, eu acabo ficando com uma ressaca do ano passado. Depois das festas, ficamos com sentimentos de esperança ao novo ano que começa, mas principalmente alívio pelo fim do ano que passou! Ou vai dizer que alguém fica impune aos meses de outubro e novembro, onde parece que está tudo muito rápido e as tarefas do ano todo resolvem se acumular no fim do ano, esgotando sua paciência e sua conta bancária?
Mas esse período de ressaca da correria que foi ano passado, nada melhor que ver tudo o que nos aconteceu, sejam as coisas boas pra gente sentir saudades, seja as ruins pra gente se sentir aliviado por ter ficado no passado. Por isso o Divã se une em uma retrospectiva 2009 contando um cadinho de tudo o que rolou com a gente esse ano!!!

!!!Retrospectiva 2009!!!

Marie Curie
Frase de 2009: Paguei meus pecados à prestação aqui na Terra
Frase de 2010: Agora vai! Nem que seja na porrada!
Acontecimentos de 2009:
-Finalmente me formei em Biologia
-Tive coragem para largar um trabalho que me consumia a alma
-Fiz 1 ano de namoro, e estou cada vez mais apaixonada
-Ganhei uma festa de aniversário surpresa maravilhosa
-Mandei currículos que nem louca, e amaldiçoei a crise por não aparecer nenhuma vaga decente
-Tive a oportunidade de ajudar uma amiga em uma situação difícil, que só fez nos unir
-Descobri que amo licenciatura, mas odeio ser professora
-Virei uma serial mouser, ou matadora de ratinhos
Desejos para 2010:
-Quero um trabalho decente
-Quero morar sozinha
-Quero que o divã seja cada vez maior, melhor e mais cheio de amigos
-Quero que eu consiga deixar tudo bem planejado para que 2011 seja ainda melhor
-Quero viajar muito, muito, com as pessoas que eu amo!

Anna O.
Frase de 2009: “Nasci numa família judaica, mas depois me converti ao narcisismo” (Woody Allen)
Frase de 2010: "Por isso não provoque... é cor de rosa choque!" (Rita Lee)
Acontecimentos de 2009:
-Aprendi a ser brava. É, isso mesmo! Não tenho que conquistar todo mundo o tempo todo, né?
-Vi o tão esperado show da Alanis (sou fã desde o 1º cd, e isso faz teeeeeeempo!)
-Fiz 1 ano de namoro também, e aprendi que eu sabia menos do que pensava sobre relacionamentos.
- Descobri que pesquisa pode ser uma atividade apaixonante.
- Tentei tirar a tinta preta do cabelo, e fiquei semi-loira por 1 mês;
- Desenvolvi a arte do narcisismo: aprender a gostar de mim, a me cuidar e pensar sobre o que eu realmente quero. É básico, mas às vezes difícil de exercer.
- Consequentemente, comecei a perceber melhor os meus limites e os dos outros... a a aceitá-los.
Desejos para 2010:
-Quero fazer um TCC fodão;
-Quero completar mais um ano de namoro;
-Quero que o Divã seja cada vez mais rosa choque;
-Quero não surtar pensando que nesse ano me formo;
-Quero ver o show do Cranberries (já tenho meu ingresso!) maravilhosamente perto! Uhuuuul!

Andreas Ribeiro
Frase de 2009: All I Ever Wanted, Al I Ever Needed is Here in my Arms*
Frase de 2010: The End of an Era**
Acontecimentos de 2009:
-Comecei o ano na praia
-Comecei a atender na faculdade
-Fui a mais um show do Iron Maiden
-Fiz 1 ano de namoro, e estou cada vez mais apaixonado (mantive essa frase da Marie... pq a data é a mesma, né Marie?)
-Fiquei mais tendencioso ainda a seguir uma linha Lacaniana de atendimento (ta, pra quem naum faz psico isso é totalmente sem graça e sem cabimento)
-Procurei “de leve” por estágios, mas “decidi” ficar onde estou, por enquanto...
-Comprei o meu primeiro carro que é só e solamente meu.
-Me casei!!!! Sim, Andreas Ribeiro contraiu o matrimônio, indo morar junto, sem cerimônias, assinaturas, contratos ou o que for, só com a vontade de estar junto (Apesar da Sra Ribeiro ser contra o termo casamento e ainda não ter assumido que casou comigo hahaha)
-Escolhi um tema pro meu TCC e fiz o pré-projeto
-Terminei o ano na praia...
Desejos para 2010:
-Quero ter tempo de fazer as coisas que me dão prazer
-Quero terminar de montar o quebra-cabeça de 3000 peças
-Quero ver a luz no fim do túnel da psicologia
-Quero completar meu primeiro ano de casado
-Quero terminar de ver toda a série de Padrinhos Mágicos
-Quero ver o Divã bombando, estreiar quadro novo e estar sempre com conteúdo bom para todos
* Tudo que eu sempre quis, tudo que eu sempre precisei, está aqui nos meus braços
** O Final de uma Era

Mariana Valente
Frase de 2009: Mudei da água para o vinho
Frase de 2010: “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar...”
Acontecimentos de 2009:
- Completei um ano de serviço público (quem disse que servidor não trabalha estava mentindo pra mim...)
- Continuo sendo uma serial mouser, assim como a Marie
- Morei um uma louca psicopata que copiava as minhas roupas, controlava meus horários e tinha surtos bipolares, mas escapei bem, sã e principalmente, VIVA!!! (ufa!!!)
- Num período de 6 meses me apaixonei, casei e engravidei, serei mãe de uma menina!!!
- Por causa da gravidez, deixei a minha ruivice de 4 anos de lado, e voltei a ser morena... Ainda estou me acostumando ao novo visual!

Desejos para 2010:
- Quero passar num outro concurso público com melhor remuneração
- Quero ser uma mãe exemplar e curtir muito minha pequena diva
- Quero começar a fazer algumas matérias do meu tão adiado mestrado
- Quero aprender a cozinhar, não sou uma dona de casa muito boa, hahahaha
- Quero aprender a dirigir, até hoje não tomei vergonha na cara e fiz auto escola (sou sem vergonha sim, ai ai ai)

Abrimos a porta do nosso Divã (ou pelo menos uma frestinha) e contamos a vocês o que se passam a esses colunistas. E você, qual a sua retrospectiva 2009
Beijos mil a cada leitor, vocês estão sempre participando do Divã e isso é fantástico! Tudo de bom para vocês nesse ano de 2010, que vocês ganhem o que precisam, não o que querem! Bjus cor de rosa choque!!!