Sábado, 4 de Julho de 2009

Maratona "Deitando no Divã" 3

Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!
Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos!

Caso 4: “Sou casada há 7 anos com um homem maravilhoso, muito dedicado e que diz me amar muito. Porém, ele não quer que tenhamos filhos e veio me falar isso só agora, pois havíamos combinado de termos um filho assim q melhorássemos financeiramente.
E sabem os motivos pelos quais ele decidiu isso???????????????
Porque ele diz que me acha linda, delicada, sedutora e que tem certeza que um filho vai estragar nosso casamento pq ele simplesmente detesta a idéia de pensar que vou ficar gorda, cheirando a leite, neurótica com trabalho, casa, criança e que teremos q mudar nosso estilo de vida por causa da criança, pois saímos e viajamos bastante. (...) Conversei várias vezes com ele e ele diz estar convicto sobre não ter filhos. Eu deixei claro que estou arrasada porque acho q ele está sendo desleal uma vez que combinamos de ter um filho, oras. Ele diz que sinceramente lamenta muito, que também está sofrendo por me ver sofrer, mas que ele não seria capaz de me dar um filho só pra me agradar. E eu tb nao quero isso. Quero q ele deseje ter um filho comigo. Quero q ele cumpra o que combinamos. Mas tb não posso fazer nada sem o consentimento dele, eu sei. O que faço? Eu já expliquei a ele q é perfeitamente possível eu ser mãe sem deixar de ser o que sou, mas ele acha impossível e me disse q isso é coisa pra artista q tem muita grana pra poder se manter linda e ter $ pra babá e etc. Ai, meu Deus... Tá difícil... Ele sempre vai achar uma desculpa, apesar de sempre me lembrar q me ama muito...”
(Por Anna O., Andreas Ribeiro e Mariana Valente)
O.k., que seu marido é cabeçudo e teimoso nós entendemos, mas talvez seja importante resgatar com ele o motivo da mudança de opinião sobre ter ou não bebês. Ele Poe ter visto, vivido, escutado alguma história que impactou a ponto de deixá-lo extremista assim. E é importante ressaltar que não só um filho muda uma mulher, mas o passar dos anos, um novo emprego, poxa, muitas coisas fazem com que uma pessoa mude e mudar é algo positivo! Mas parece que ele encasquetou em querer viver eternamente nessa fase que vocês vivem agora. Como nada a dois é fácil, isso vai exigir muita conversa pra chegarem num acordo. Cogitem a hipótese de adoção, caso ele não queira ver você grávida de jeito nenhum. Olha, confesso que fiquei um pouco surpresa com a história... Achei os motivos dele totalmente sem cabimento, machistas e extremamente fúteis... Ele demonstrou claramente que nao está a fim mesmo de ter filhos... Infelizmente você não pode obriga-lo a fazer o que ele nao quer, entao a meu ver, você tem que balancear o que é importante pra você e ceder em algum ponto... Ceder em relação ao marido ou ao filho... Porque pelo que parece, ter os dois vai ser meio dificil pela irredutibilidade dele... Concordo com Anninha, jogue com a ideia da adoção, seria uma espécie de meio termo pra você...
Nossa, realmente difícil isso.... Pensar na adoção é uma boa idéia sim, se a questão da mudança corporal pra ele seja realmente importante. Mas, me parece que o maior problema dele é com o filho em si, e se ele mudou de opinião, porque será? Talvez ele simplesmente não suporte a idéia da responsabilidade que é ter um filho, um ser totalmente dependente de vocês...agora que vocês tem uma estabilidade, o filho pode parecer um novo desestabilizador... Talvez ajude dar uma confiança maior a ele, conhecer outro casal que estava na dúvida e teve filhos, pra ele tomar um contato mais próximo com essa realidade...

PS. Pra quem quiser participar dessa coluna e contribuir para o Divã, e nós do Divã tentarmos ajudar você também, envie seu caso/história/dúvida/angústia para nós no e-mail divarosachoque@gmail.com e nós analisaremos e postaremos assim que possível!! sempre sem identificação e sem expor alguém, mais detalhes veja mais sobre nossa coluna DEITANDO NO DIVÃ.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Cenas do Cotidiano: Telefone no Guardanapo

Os homens às vezes reclamam que as mulheres não tomam a iniciativa... Depois que dão a brecha sempre ficam ali, esperando, aguardando o próximo passo que cabe ao homem - e somente a ele - e assim levar a paquera a um próximo nível de contato além de olhares e sorrisos... Será mesmo que é assim, todas as mulheres são passivas? NANANINANÃO! Se o rapaz é tímido demais e não consegue iniciar o contato mas ao mesmo tempo é uma pessoa interessante e que valeria a pena conhecer, pra quê deixá-lo escapar por causa de convenções ultrapassadas? As mulheres podem dar o primeiro passo SIM, e podem muito bem ser recompensadas por isso... Veja o caso a seguir:


M.V., uma mulher linda, solteira e inteligente, estava em um belo fim de semana no boliche, comemorando o aniversário de uma amiga... Entre pinos e bolas surgem três rapazes e um deles se destacou... Olhava M.V. fixamente e acompanhava cada movimento, cada jogada, cada risada... Ela também gostou dele, ele tinha o tipo físico exatamente do jeito que ela gostava e além do mais, ficou vidrada em seu sorriso... Ficaram a noite inteira naquela troca de olhares e de repente M.V. foi praticamente arrastada pela sua carona para ir embora (nota mental: tirar carteira de motorista e comprar um carro - simples!) e nenhum dos dois tinha feito nada ainda... Ela foi pagar a conta e ele pára perto dela, no bar... Olha, esboça uma reação e... Pede uma cerveja e volta pra mesa de sinuca! Comassim Biaaaaaal??? E M.V. ia deixar a situação assim? Ir embora sem tentar nada? Pois bem... Ela tratou de pegar um guardanapo, anotou seu nome e telefone e quando estava saindo, pediu ao garçom pra entregar pro mocinho... Um minuto depois ele retorna a ligação chamando-a pra sair, pedindo desculpas pela timidez e dizendo que se surpreendeu com a atitude dela... Dias depois do fato estão juntos e empolgados... E pensar que tudo começou com um guardanapo amarelo...

PS: Cenas do Cotidiano é uma coluna do nosso Divã, onde iremos contar causos engraçados (ou não tão engraçados assim) e que com certeza já aconteceu com uma de vocês... Quer compartilhar uma história? Entre em contato conosco através do divarosachoque@gmail.com

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Amor a primeira vista, amor a segunda vista

Uma leitora muito fofa mandou um e-mail sugerindo que postássemos algo sobre “amor a primeira vista”; recomendou um videozinho (que está ao fim do post) e deixou Anna O. com comichão pra desenvolver algo sobre o assunto.
Não costumo contar muitas histórias pessoais aqui (pelo menos, não diretamente heheheeheh), mas sou capacitada pra falar de amor a primeira e a segunda vista. Porque aconteceu comigo, e de um jeito tão sutil que desbancou todas minhas antigas teorias sobre o assunto.
Eu, a mais cética habitante do planeta, nunca acreditei nisso. Achava balela de filme da Sessão da Tarde. Gargalhava quando alguém vinha contar uma história de paixão silenciosa por um desconhecido, zombava e dizia que amor romântico era coisa do século XIX. Blé.
Até que um belo dia, eu estava com uma amiga num local muito propício aos estudos aqui em Sampa. Eu, semente-nerd da Psicologia, desesperada para a prova, estudava em voz alta, muuuuito alta, porque o ambiente estava demasiadamente barulhento. Na mesa ao lado, um grupo de rapazes fazia sei-lá-eu-o-quê de cabeça baixa e falando pouco.
Depois de um tempão estudando, resolvemos ir embora e, quase saindo do local, fui surpreendida por um sujeito me abordando; ele me entregou um papel... um papel com um desenho... um desenho... de mim! Daí eu fiquei roxa, vermelha, azul, devo ter escondido o rosto com o cabelo, não sei... só sei que ele era lá charmoso, e eu pedi o MSN dele (safadaaaa!). Ele me desenhou sem que eu percebesse e, após a primeira saída, disse que se apaixonou por mim desde aquele momento. Eu, lesada, me apaixonei a segunda vista, a terceira vista, a todas as vistas posteriores. E me apaixono mais, a cada dia!

Mas como a visão de quem se apaixonou a segunda vista não é tudo, pedi pro meu digníssmo namorado (o bofe acima citado) escrever um cadin sobre o assunto...

Amor a primeira vista. Este tipo de amor acontece quando você bate os olhos naquela pessoa e o seu coração dispara, você sua que nem uma batata cozida, vê o céu. Mas fica nervoso só de pensar em ir conversar com ela. E no caso de ela não ter notado você, esses sintomas pioram, com o risco de um ataque cardíaco.
Você pensa em milhões de coisas para chegar nela. Mas tudo parece tão estúpido e sem graça… e você continua a pensar. De repente, ela resolve deixar o local, e sem nem pensar duas vezes, você corre atrás dela e diz um “Oi!”. Pronto. Basta ser sutil e não dizer muitas bobagens, que ela vai entender do que se trata. Se antes disso tudo, ela deu um sorrisinho pra você, é só trocar os telefones. E se ela tiver notado você, e na mesma hora resolveu ir embora… bom… enfim.
Amor a primeira vista. Acontece quando menos se espera. Puft! Aconteceu. Como mágica, você se vê cercado de sentimentos e sensações. Inevitavelmente você só pensa naquela pessoa, sem nem mesmo conhecê-la direito. Sua maior vontade é de passar horas e horas conversando com ela. De dar os pegas mais quentes da sua vida com ela.
KAPUFT! Aconteceu de novo. Lá estão vocês conversando por horas e horas a fio e dando os amassos mais loucos que você já sonhou.
Porém, desta vez, sua vontade maior é ficar pensando em como seria o resto de sua vida com ela. Legal! Isso é amor a primeira vista. Do nada, seus planos agora são para vocês dois.
Seus planos são ela. Amor a primeira vista? E amor pro fim da vida.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Maratona “Deitando no Divã” 2

Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!
Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos! (Por Anna O. e Andreas Ribeiro)

Caso 3: Era uma vez... um casal que vivia muito feliz: ele o primeiro homem dela, ela a primeira mulher dele; conta conjunta, cachorro dos dois, escovas de dentes no mesmo potinho e tudo mais. Até que um dia, a moça terminou com o moço, por conta do ciúmes exagerado que a sufocava. “Ele se negou aceitar, deu trabalho, me perseguiu, até que eu mandei ele se tratar, fazer terapia e foi o q ele fez, freqüentou durante meses terapeuta e disse q ia me provar que estava mudado.”
Porém, entretanto, contudo, todavia, a moça conheceu um tal catarinense com pegada e se enroscou com ele. O enrosco virou namoro, mas mesmo assim, o ex não desistiu. Sempre conversaram, saíram e ele tentando provar que havia mudado, que não era mais ciumento assim.
Conclusão? Ela ficou convencida da mudança e reataram! Ele, sempre um cara romântico, que jurava mundos e fundos, foi pego pela moça no flagra com outra. “E apesar dele falar na cara dela q é de mim q ele gosta, q é a mim q ele ama... eu não consigo entender pq ele agiu dessa forma, não consigo perdoá-lo”.
“Passado um mês d tdo isso, ele veio atrás, arrependido, quer uma chance pra me reconquistar, pra reconquistar confiança, pra demonstrar q é comigo q ele quer ficar... agora, eu gosto dele, mesmo, mas to mto chateada e machucada com essa situação... e ai?”

Não é a melhor coisa a se dizer, mas vários elementos nessa história estão interligados. Ciúme excessivo indica alguma coisa! Uma pessoa que não confia na outra, persegue, enlouquece de ciúmes é potencialmente alguém que trai, traiu ou trairá. Pode ser taxativo, mas quando isso atinge proporções insuportáveis, o outro não consegue aceitar a idéia do que fez / faz / está prestes a fazer e joga pro parceiro, desconfiando, cobrando, perseguindo.
É foda lidar bem com isso, pq a gente dá muita cabeçada e se desgasta demais até perdoar efetivamente. Ainda assim, nada é apagado das nossas cabeças e, eventualmente, as sensações e o incômodo voltam, e voltam...e isso dói. Pra reatar, perdoar e ter confiança de novo, precisa de empenho dos dois e de tempo.
Caso isso não seja possível, cure as feridas, suba no salto e siga adiante! É o melhor que se pode fazer...
Também é de se pensar no que ele passou nesse tempo de “tentar reconquistar” foram meses e tals, e talvez ele tenha se sentido mal nesse período e arranjou um caso por fora pra mostrar pra si mesmo que não estava “por baixo”, uma questão mesmo de ego e auto-estima... Eu não to querendo justificar a traição, se é que elas são válidas, mas se você achar que ele valha a pena, é entender como ele se sente contigo, perceber o porque dessa traição e ver se ele vai se sentir diferente se vocês reatarem, pra que não haja uma nova traição.

PS. Pra quem quiser participar dessa coluna e contribuir para o Divã, e nós do Divã tentarmos ajudar você também, envie seu caso/história/dúvida/angústia para nós no e-mail divarosachoque@gmail.com e nós analisaremos e postaremos assim que possível!! sempre sem idenficicação e sem expor alguém, mais detalhes veja mais sobre nossa coluna DEITANDO NO DIVÃ.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Maratona “Deitando no Divã” 1


Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!
Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos! (Por Anna O. Andreas Ribeiro e Mari Valente)

Caso 1: “...sou casada há 20 anos, só que de um tempo pra cá meu marido nunca está disponível pra ficar comigo, sexo ou tranza só depois de muita briga. Já conversei com ele, que me disse que não tem outra pessoa. Só que ele bebe demais, será q é isso? O q devo fazer?...” a leitora ressaltou que se sente humilhada com a situação, e que está a ponto de deixar o marido.

Bom, a gente sabe que tomar um vinho casualmente até estimula a libido, mas que quando a coisa desanda e migra pro alcoolismo, o quadro se inverte: pode ocorrer disfunção erétil, entre outros males. Daí que sempre existe alguma coisa por trás do alcoolismo, e que talvez isso sim esteja afetando seriamente seu marido. Se vocês se gostam, se o companheirismo resistiu a todas essas dificuldades, vale a pena que o casal procure orientação médica e psicológica.
Não acredito que a questão seja erétil (já que ele sobe depois da briga)... mas pode ser que tenha entrado num momento em que a rotina do casamento tenha feito com que o desejo e a vontade do outro tenham sumido... Ai é questão de pensar também se você não está contribuindo, ou se cuidando menos ou também brigando com ele por outros motivos que acabem por minar qualquer desejo que pudesse ter.
Pense em fazer algum agrado especial, faça algo diferente, sensual para ele, uma animada no visual ou alguns elementos novos e veja como ele reagirá.
E o álcool é um problema sério que ele deve se tratar, que seria bom que todos que estão com ele o ajudassem.
Concordo com o Andreas, álcool é realmente um problema muito sério, não só para a saúde dele mas para o seu próprio bem estar... O álcool é um estopim para a violência doméstica e portanto, nunca é demais se cuidar... Pra mim, quando se começa a arrumar muitas desculpas, seja para o sexo ou mesmo para um simples cineminha, a mensagem está clara... O interesse dele não está lá nas alturas não! Mas não pense que a culpa é sua, pode ser algo que ele tem de resolver com ele mesmo, e apesar de todos os seus esforços ele pode realmente nao estar interessado... Na minha opinião, converse francamente com ele e exponha as suas críticas, ressalte que isso nao faz bem a você e nem ao casamento e se ele ainda estiver disposto a salvar o que existe entre vocês, ele vai acordar pra vida (se ele nao for um banana, claro)

Caso 2: “boa tarde! Estou em uma situação bem complicada, pois me apaixonei pelo pastor de uma igreja... ele é solteiro e 8 anos mais velho que eu. Às vezes percebo que ele me olha, mas não tenho certeza. Como posso ter certeza que ele também repara em mim? Me ajudem!”

Olha, moça, certeza certeza nós nunca vamos ter, até que um chegue no outro e prense na parede (ops, isso é meio atrevido pro pastor!), mas dá pra notar uns sorrisinhos, umas olhadas mais demoradas, quando as pessoas estão interessadas elas se encostam, se esbarram, é algo automático que já dá alguns sinais. No mais, borá bater papo com o pastor e sacar qual é a dele!
Ajoelha, e vamos ver se ele vai querer rezar!!! Hahahaha brincadeira à parte... Não tem como saber mesmo, mas tem como você se deixar perceber por ele, sondar, dar indiretas e ver se rola o affair...
Olha, muito cuidado com os religiosos... Sério, eu tenho super conhecimento de causa nesse departamento... Converse com o pastor pra tirar a dúvida sobre as intenções dele, pois esse tipo de homem é tão simpático e solícito que podem nos confundir... E um conselho de amiga: tenha paciência, muuuuuita paciência... Porque se rolar o interesse dele e até ele tomar alguma atitude, vai demorar... Então força na peruca!

PS. Pra quem quiser participar dessa coluna e contribuir para o Divã, e nós do Divã tentarmos ajudar você também, envie seu caso/história/dúvida/angústia para nós no e-mail divarosachoque@gmail.com e nós analisaremos e postaremos assim que possível!! sempre sem identificação e sem expor alguém, mais detalhes veja mais sobre nossa coluna DEITANDO NO DIVÃ.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Comportamento Masculino

Baseado na propaganda da Kaiser (abaixo o vídeo), em que as mulheres começam a tomar “atitudes” masculinas, eu decidi fazer 2 posts, um pensando da mesma forma que a propaganda, como seriam os relacionamento se todos agissem como homens? E o próximo post sugerirei o inverso.

Primeira coisa que me vem à cabeça, é que por mais que isso já esteja indo por terra, ainda é SIM predominantemente função do homem tomar a iniciativa, por mais que as mulheres estejam mais “confortáveis” pra essa função, normalmente elas esperam que o homem tome a iniciativa. Portanto, tendo as mulheres a iniciativa definitivamente, acho que ocorrerão 2 processos diferentes, primeiro vai possibilitar mais “encontros” ou coisas assim... porém os homens tendem a se assustar um pouco por serem “xavecados”, portanto, iam ter mais iniciativas, mas talvez tivessem mais receios de quem é xavecado...

Provocações na rua, os homens são famosos por esse tipo de comportamento, e por uma maioria são recriminados pelas mulheres, os famosos “fiu fiuuu” e “ô lá em casa” se tornariam mais comuns, e talvez se tornassem efetivos? Mulheres e Homens se provocando na rua... haha não ia prestar nada =P

Banalização dos relacionamentos.... Pois não são os homens aqueles que não são românticos? Que só querem “dar uma” e ir pra próxima... Portanto agora seriam os 2 assim, então acho que teriam muito menos relacionamentos e mais “pegação” aindaaaa, em um tempo que isso já está em alto nível... E emendando a isso, a tendência é que as mulheres “controlem o sexo”, ou seja, normalmente os homens querem de qualquer forma, e é “função” da mulher dar uma segurada ou não... mulheres agindo como homens, ia virar um deus nos acuda de sexos casuais, no primeiro, segundo encontro e vivam os engravidamentos precoces, além desse possível aumento de relações, creio que de uma forma geral as mulheres são mais cuidadosas consigo mesmas do que os homens... com a cabeça masculina, estaríamos perdidos.

Coloquei alguns pontos aqui, e vocês leitoras (es), o que acham?
Mais alguns pontos que poderiam entrar aqui, entrará no próximo post, do Comportamento Feminino...

Beijos
Andreas Ribeiro

Eis a propaganda da Kaiser supracitada:

Domingo, 21 de Junho de 2009

“Owwwwnnn, tadinho!”

O Divã Rosa Choque adverte: há um tipo zanzando por aí (e nem é um tipo novo, é até meio batidinho), um tipo de cara que exige muita cautela no manejo: o tadinho.
O tadinho fala que sempre foi um desastre com mulheres, que teve poucos envolvimentos, que se apaixonou e estraçalharam-lhe o pobre coração....
O tadinho geralmente nem é tão feio assim, mas descreve-se com tanta convicção, que você vê praticamente uma gárgula na sua frente...
O pior é que a gárgula começa a ficar “atraente”, despertando sentimentos de “querer cuidar”, de mudar o triste quadro da vida do tadinho.
Teorias de bar apontam o tadinho como a versão masculina das mulheres que vivem chorando pelos cantos por conta da aparência e dos relacionamentos mal sucedidos (eeeeeei, nós temos desculpas hormonais pra isso, tá?); o diferencial é que o tadinho evoca os instintos maternais mais primitivos de qualquer garota, faz drama, drama, drama, king of drama, king of pain. O tadinho não é simplesmente um cara com problemas na auto-estima; é um safado que aprendeu a usar os tais problemas pra fisgar gurias e comovê-las.
Cuidado com essa veia cuidadora que todas nós temos... e principalmente, cuidado com os tadinhos! Eles comovem multidões...

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Dia dos namorados... atrasado!

Por Anna O. & Andreas Ribeiro
(de volta ao planeta Terra)

Olá novamente queridas(os) leitoras (es)!!!!
Como vocês sabem, o dia dos namorados já passou... mas nós viemos aqui, atrasados na maior cara lavada, justamente pra falar dos atrasos nessa data.
O dia dos namorados é mais uma das datas “especiais” do nosso calendário, mas talvez a que mais interesse para nós, no Divã (e pro ramo moteleiro).
Muitas pessoas a consideram uma data “comercialóide” sem grande importância, pois o que vale são as datas específicas do casal e não as pré-determinadas. E para alguns (principalmente os homens) nenhuma dessas datas importam muito... o que conta mais é estar junto, etc.
Mas e se chega no dia, algum dos membros do casal cria uma baita expectativa, com flores, jantares, dormidas/trepadas homéricas fora de casa, presentes e acontecimentos especiais... e o seu parceiro simplesmente “esquece”? Deve ser um balde de água fria para qualquer um!
E ae ele chega no dia seguinte, dois dias depois ou até uma semana, com a maior cara lavada e um presente “de desculpas”, de dia dos namorados atrasado...
Aceitam-se as desculpas? A mágoa fica para trás?
Então a data conta só como presentes mesmo? Se ele for dado, mesmo que atrasado, tudo bem? Ou também não podemos fazer tempestade por um esquecimento?
Tudo depende da situação: se uma mulher esquecer o Dia dos Namorados e o digníssimo dela lembrar, ele provavelmente não vai demonstrar que se importa taaanto assim; entretanto, nas profundezas de sua cabeça, ele pode sentir um “peso” a mais e assumir o complexo de corno, ou pensar que ela é uma relapsa com comportamentos masculinizados e relaxada (porque eles também são neuróticos às vezes). Já se o guri esquece a data ou do presente da guria, vocês sabem, a maioria dá lá seu showzinho (embora algumas não liguem mesmo pra isso).
Resumindo: esquecimento gera insegurança. E quando o relacionamento ta mal das pernas e alguém já anda inseguro, a coisa se agrava.
O grande barraco é o indicador de uma grande insegurança. Claro que é legal comemorar, ganhar presente, dar presente e tudo mais, mas nada disso vale os demais dias do relacionamento. É indicador cruel da insegurança também quem se obriga a fazer tudo intensamente nesse dia e a contar com a euforia ao invés de uma alegriazinha boba. Indicador de interesse é a namorada sedenta por presente... e por aí vai.
Cada forma de lidar com o esquecimento do outro tem íntima relação com a história do casal, sua situação atual e as expectativas de cada um. E se estar a dois é pra compartilhar, que sejam compartilhadas as expectativas frustradas, a vontade de esgoelar o outro por ser cabeça-de-vento e de, depois, comemorar o dia dos namorados... todos os dias.

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PS:
Muita coisa acontece no quarto. Momentos inesquecíveis, posicionamentos estranhos, delícias, períodos de sufoco, de ficar sem fôlego e de, finalmente, descanso.
Pois bem, caros leitores, no quarto ano da faculdade passamos por tudo isso, a gente conseguiu se f* de estudar pra que agora, retornemos felizes e sorridentes (e em férias) pro nosso querido Divã!
Retomamos nossas atividades com algumas novidades, surpresas e cretinices. Aguardem!

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Conto de Dia dos Namorados!

Tudo o que ela queria era um homem que não fosse nada menos que um príncipe encantado. Alto, moreno, olhos apaixonados, que abre a porta da carruagem e sabe se portar com dignidade tanto em coroações como em contato com a plebe. Em busca desse príncipe, o primeiro tombo foi dado. Pois é, não poderia ser nada tão fácil só por que ela tinha pretensões de princesa.

Ela já estava conformada com a idéia de arranjar um barão, ou um conde bem abastado. Afinal, não são tantas famílias reais por aí, imagine ainda escolher dentro dessa minoria um bom pretendente! Logo colhendo conselhos das mulheres à sua volta, ela voltou à busca. “Veja como ele cuida de sua Mãe, é aí que se reconhece um homem de verdade!” “O Homem Ideal é aquele que nunca a deixará passando necessidades” “Escolha um homem que seja mais alto que você, fica melhor nos retratos”

Logo depois do segundo tombo, ela desistira da realeza. Nossa pobre moça estava diminuindo cada vez mais a lista de requisitos. Buscava enfim um plebeu que tivesse uma boa aparência, que soubesse o que era uma carruagem, mas não gastasse todo o fim de semana polindo-a, que soubesse pelo menos portar-se a mesa sem fazer barulho. E com um suspiro longo, voltamos a busca.

Um novo tombo foi necessário para que a moça, enfim desistisse de procurar. A vida monástica era comum e muito bem aceita pelas outras mulheres desiludidas. E nem era muito difícil de ser seguida, afinal, os princípios de pobreza e castidade já estavam sendo seguidos. Quem sabe ela utilizaria a energia gasta na procura do Homem Ideal para aprender uma nova língua ou tocar órgão.

Eis que, como um conto de fadas ou por um simples capricho das leis de Murphy, a esperança que residia no coração nobre da moça fez-se visível a um príncipe no fim das contas. Moreno, alto, que abre a porta da carruagem, mas que era um pouco tímido em coroações de pompa. Mesmo assim, nossa moça foi recompensada com um homem de coração nobre. Ele era engraçado, gentil, inteligente, ensinou a ela coisas sobre tudo e todos, e muito mais sobre ela mesma.

Gostava das coisas simples e entendia a importância de um gesto. Os gênios eram diferentes, é verdade, mas ajudaria a manter o relacionamento sempre vivo. Era um homem diferente de todos, que ela não hesita de chamar de “Meu Príncipe, Amor da minha vida!” E viveram felizes para sempre!!!
Ficção ou realidade, é sempre bom imaginar que tem uma luz no fim do túnel...
Bjos da Marie!

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Crescer

Crescer não tem graça nenhuma. Porque você descobre que os tão desejados saltos altos machucam, e fazem com que, eventualmente, você dê um trupicão no meio da rua. Porque você pode até ganhar algum dinheiro, mas o tempo de descanso é cada vez menor. Porque você vai ter que aprender a lidar com a saudade dos seus amigos, e aceitar que a agenda deles não bate com a sua na maioria dos meses do ano. E você vai aprender a comprar roupas de calor no inverno, e as de frio no verão, porque é tudo mais em conta. E vai começar a retrucar os tão admirados professores. Vai sentir medo de dar passos a frente, de retroceder na caminhada. Vai chorar muito, e borrar até aquele imbatível rímel a prova d’água. E vai ter crise de choro no banheiro, e voltar a ser um pouco criança nos braços de alguém. E vai falar feito idiota com algum cara pelo qual se apaixonar. Vai pensar em ser mãe e desistir disso muitas vezes. Vai pensar em ficar sozinha, virar ermitã e passar sete anos no Tibet e mudar de idéia repetidas vezes. Vai parar de achar que Martini é bebida de velho, e Licor de Cacau não tem a mesma função que tinha há alguns anos atrás. Vai ficar de porre, vai achar a vida um porre e rir sozinha. Vai crescer, e nada mais vai ter aquele encanto de quando cobiçávamos a vida adulta repletos de curiosidade... porque não tem tanta graça; às vezes é só desgraça, às vezes é engraçado, mas na maior parte do tempo é dual e confuso. Ainda assim, tem lá o seu charme.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

A teoria do pote de azeitona


Essa semana enquanto o carro dava problema, estava eu imaginando como resolver esse perrengue. Eis que me lembrei de como meu pai sempre fica irritado quando sou eu quem dá uma solução nos problemas automobilísticos. Pois é óbvio que eu não sei o que é o barulho estranho no motor, mesmo que tenha uma chave de fenda enfiada! Ou qualquer coisa assim!

Antes de pensar que o meu pai é birrento (e ele é um pouquinho, que fique registrado), esse tipo de comportamento já foi observado com outros espécimes masculinos, como meu ex. Além de ser um daqueles que amam ouvir barulhos de motores barulhentos, ele era daqueles que sabiam tudo de informática. E ai de quem contrariasse. Cenas como "Como assim você foi comprar um cabo USB sem mim?!?! Comprou o certo pelo menos???" se repetiam com uma frequência entediante.

Ou quando, saindo cega do oculista, depois de atravessar umas três ruas movimentadíssimas da avenida paulista meu namorado me faz esperar no shopping para que ele possa resgatar a donzela em perigo aqui!

Bem, uma sábia amiga me disse certa vez: "Não importa se você é capaz, de vez em quando você deve deixá-lo abrir uns potes de azeitona pra você!" Ou seja: para manter o moço com orgulho intacto, é bom ter um pouquinho de jogo de cintura e deixar que ele cuide de você um pouquinho, mulher independente! Os benefícios são claros: Homens relaxados, felizes, se achando o melhor da espécie e com benefícios que podem ser verificados na cama!

Quando nós resolvemos fazer algo que eles, homens rústicos, consideram algo estritamente masculino, não é que nós queremos invadir esse território. Nem é tão importante assim fazer essas coisas sozinhas. Mas se precisamos que a lâmpada seja trocada ou que a pia seja consertada e vocês ficam enrolando, fugindo ou muito ocupados, nós temos que arranjar um jeito de resolver esses assuntos! Fazendo nós mesmas ou pagando quem faça!

Mas até nós explicarmos que nariz de porco não é tomada... deixemos as tampas de azeitona para eles abrirem. O que eu fiz com meu pai essa semana quando o carro deu problema? Óbvio, liguei para ele! Que ficou todo cavalheiro ajudando a menina indefesa dele.

Vai entender...

Beijos da Marie, a louca!

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Teatro - O Clube das Solteironas

Estou usando a coluna leituras, pra comentar algo que muito encaixa em nosso blog, mas em outra via de comunicação.
Graças aos contatos no meio teatral da Sra. Ribeiro, conseguimos ingressos e fomos nós 2 ao modesto teatro Irene Ravache na Vila Madalena pra assistir a essa peça de teatro chamada “O clube das solteironas”.

Bom, a peça trata de um tema bem comum e abrangente, a “guerra dos sexos” à partir da fundação de um clube de solteiras.
Tem uma solteirona daquelas clássicas beatas velhas e mal-comidas que é fundadora/presidente e convoca mulheres pra se juntar ao grupo de dizer não aos homens!! E diz alguns mandamentos, como “Eles vão ter que lavar a louça” “Jamais colocarão as toalhas molhadas na cama novamente” e algumas outras tiradas das peripécias masculinas.
Juntam-se a ela uma guria ingênua que quer aprender mais sobre relacionamentos e que não sabe nada de homens e o que deve fazer com eles (muiii ingênua) e uma que é a safadinha da turma e diz que não agüenta mais “sofrer na mão desses homens cruéis, maldosos, cheirosos e gostososssss uiiii”.
E para juntar ao grupo, tem um homem fantasiado de empregada pra fugir de uma noite pra lá de neurótica e também o “homem da jaula” um espécime masculino que foi enclausurado pra que elas estudassem!
Um detetive gringo entra na história pra desvendar quem no clube está “fazendo mal” ao homem da jaula e está criada toda a trama.

Uma peça com grande interação com o público de um humor mais escrachado, misturando falas engraçadas com até pequenas pausas pra lançar umas piadas, é um bom meio de pensar um pouco nessa “luta” entre os sexos... ou será que todos jogam pro mesmo lado? Homens, um mal necessário? Ou eles devem ser “controlados”? E as mulheres, conseguindo o seu espaço? Ou só disfarçando uma posição superior continuando nas “garras” masculinas?


Eu acho que esse espetáculo saiu do Irene Ravache e não sei se ele está rodando em algum lugar, se eu souber, aviso aqui!! Quem souber dele e quiser conferir um humor sem grandes pretensões, poderá dar algumas boas risadas.

Kisses
Andreas Ribeiro

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

A Conselheira Antropófaga - Almodovar

Pra quem é fã das obras do cineasta espanhol Pedro Almodovar, deve estar super empolgada para a estréia do novo filme "Los Abrazos Rotos". Almodovar é conhecido principalmente por retratar delicada e detalhadamente os seus papéis femininos, e por isso ele já tem seu lugar reservado no nosso divã! No seu novo filme há uma personagem, a qual aparece 3 minutos apenas, que o inspirou a fazer outro trabalho, e acabou lançando-o paralelamente.

O Curta tem um pouco mais de 7 minutos, e cria em volta desse ser mitológico, erupções ideológicas de desejo, fetiche, política e feminismo.

http://www.youtube.com/watch?v=BXgVB_7Q7jc

Num monólogo narcisista, cheio de compulsividade e laranja, se produz um ícone da mulher que transcende o contexto cultural e valores dogmáticos. É mara! A pulsão de vida e a morbidez articuladas nas cores que só Almodovar consegue transcrever.
Ficou a dica, bjs.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Interpretação Cretina- Implicante

Fazem músicas sobre tudo nessa vida. Estava faltando uma de TPM, não? Nos famigerados dias de ataques psicóticos, eu acordo com essa música em looping na cabeça, para o terror dos que cruzam o meu caminho! É bem didática, como podem ver, e nada melhor que curtir a TPM com o vozeirão da Ana Carolina!

Implicante
Ana Carolina

Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô manero pra bater pra revidar provocação

Quem já viu uma mulher de TPM tomando café nunca imaginou que um pão integral com queijinho branco pudesse ser montado e devorado com tanto ódio! E tenta pedir pra ter mais calma... boa morte, digo, boa sorte! Ah, e nem tente perguntar se ela está de TPM. Esse é um pecado mortal. E estamos falando da sua morte, cara-pálida!

Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar

E quando ainda aparece uma espinha pra completar a obra?! Não há secador, chapinha, hidratante secativo de espinha, caclinha que segura a barriga e levanta a bunda que tira a sensação de que esse é um daqueles dias que o melhor era ficar em casa de greve!

Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar

Hum, explicativo, não? Tente fazer algo para ajudar: você apanha. Tente ignorá-la para ver se passa: você apanha. Atos simples como toalhas molhadas em cima da cama podem se tornar uma hecatombe mundial! (Mulheres que têm chilique em dias normais por causa da toalha: estou me referinso aos homens, tááá? eles são os mais prejudicados nesse período).

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça (4x)

Meeeeu! (Momento paulista) Os malditos hormônios conseguem fazer qualquer uma ter uma lógica totalmente distorcida! É capaz de pensar até que estão todos contra nós só pelo prazer maquiavélico de nos fazer chorar! E tasca rodar a baiana!

Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar um pente fino
Então desfaça sua trança

Tem mulher que muda a casa, que quer carinho mas não que ninguém por perto, que come chocolate e reclama que está gorda, que quer o namorado por perto mas qualquer coisa que ele faça dá vontade de jogá-lo pela janela. Quer mudar tudo, mesmo que ela nem saiba que tudo é esse.

Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse

Como já disse, lógica e auto controle são palavras alienígenas. A variaçã entre irritação, descontrole, chororô e carência só pode ser controlado com altos níveis calóricos! Chocolate nelas!

Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar

Entendam o seguinte: nós choramos, nos irritamos, mas é só passar a variação hormonal e voltamos a ser a mocinha doce e compreensiva que todos conhecem. Fazemos tanto pelos outros quase o mês todo, que tal nos dar uma colher de chá? Memso por que na maioria de nós a TPM braba só rola de tempos em tempos!

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça (4x)

E repita como um mantra isso: Não tente entender uma mulher à beira de um ataque de nervos, somente saiba que logo passa. Pelo bem de todos e felicidade geral da nação!

Beijos da Marie Curie, a sua cabeça de vento favorita!
Ps: eu queria oferecer essa música para a escritora do post aí embaixo, mmmmhuahuahua!!!

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

E se de dia a gente brigaaaaa...

a noite a gente se ama. E é sempre assim.
Não existe melhor maneira de dissipar a raiva do bofe. Não, não tem. Eu sei que a gente adoooora falar na orelha deles, que rola um prazer sádico em algumas de nós com o terrorismo telefônico, com aquelas ameçadas de "você vai me perder, seu idiota!", mas tudo isso passa fácil quando ocorre o "pega" pós-briga.
Não é culpa do cara, e nem é ele quem faz você esquecer a discussão; tampouco é culpa sua, e você não é uma manipuladora. No caso, são os dois sinverguenzas, é a configuração do casal que acarreta numa fusão bombástica; fusão esta que não conta com tabefes, raivinhas e bicos, mas com a substituição repentina de tudo isso por um abraço apertado, beijões de tirar o fôlego e, eventualmente, sexo selvagem.
Uuuuuu, o tema ficou interessante agora, né? Huahauahauaaha
Bom, no fim das contas, você termina o dia com aquela cara de ué, lembrando vagamente do motivo da encrenca, não atribuindo mais a ela a importância descomunal que antes era dada.
A agressividade é canalizada, passa desapercebida pelo filtro da razão e se joga no corpo todo. Nesse momento de agarramento com a pessoa amada (outrora odiada, é tudo tão próximo!), somem as expectativas frustradas, as mancadas imperdoáveis, o orgulho, qualquer resquício racional de "manter a opinião", "não dar o braço a torcer" e blá blá blá-teimoso.
Claro que conversas são importantes, que cada uma delas vai delinear o futuro do relacionamento, que tudo isso importa, e que qualquer chilique tem lá seu fundamento. Claro que toda essa encrenca gera um medo de perder o outro, faz a distância corporal ser estreitada e, pronto!, convite feito.
Se acontece isso, há razão pra bater na mesma tecla, insistir no tema da briga? Acho que não.
Uma coisa é pedir desculpas por pedir, pra manter as aparências e o bom convívio; outra coisa é o impulso correndo solto, é estar ali, apesar de tudo.