sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sexo Dói?

Olá!!!

essa matéria foi publicado no portal do Terra e achei interessante compartilhar com vocês.

Veja as dez contusões mais comuns durante o sexo

A empresa de pesquisas One Poll divulgou que cerca de 30% das pessoas já se machucaram praticando relações sexuais. Como qualquer atividade física, o sexo exige um pouco de preparo e pode, realmente, provocar lesões em várias partes do corpo.

Dependendo do local do ato sexual, o casal pode distender algum músculo ou até torcer alguma parte do corpo, dependendo do apetite de cada um. Conheça agora as dez lesões mais comuns durante o sexo.

1) Distensão muscular
O movimento repetitivo e por tempo prolongado, se for praticado por uma pessoa sedentária, pode gerar uma distensão muscular. Como qualquer atividade física, o sexo precisa de alongamento e preparo muscular. Provavelmente a relação sexual não vai provocar uma distensão grave, mas se já existir um estiramento, este poderá se agravar.

2) Dores na coluna
Em segundo lugar ficam as dores na coluna, que podem ser provocadas por posições menos convencionais e que forcem a região. O importante é tentar parar assim que sentir alguma dor, para não piorar o sofrimento.

3) Atrito com o carpete
O atrito do corpo com o carpete pode gerar queimaduras e feridas no corpo. Movimentos repetitivos neste tipo de piso podem passar despercebidos no momento mas, alguns minutos depois, é provável que você perceba esta lesão, que pode incomodar um pouco, mas não é motivo de preocupação.

4) Torcicolo
Movimentos bruscos durante o ato sexual pode gerar este tipo de desconforto, principalmente nas mulheres, caso seu companheiro puxe o cabelo com força desproporcional. Uma musculatura tensa favorece o surgimento da lesão.

5) Bater cotovelos ou joelhos
Se o local escolhido para a prática do sexo for um pouco apertado, poderá ocorrer um tipo de lesão provocada por um acidente. Bater cotovelos e joelhos pode ser comum e, em alguns casos, bem dolorido.

6) Hematoma nos ombros
Na hora da prática sexual, sempre pode sobrar um pé ou mão descoordenada que pode atingir o parceiro. Quedas e acidentes de percurso podem provocar alguns hematomas. Todo cuidado é pouco.

7) Joelho torcido
Para os que gostam de um sexo mais selvagem, cuidado, pois algumas lesões podem ser graves. Ao forçar o corpo sobre as articulações, você pode torcer o joelho e ficar algum tempo sem poder caminhar direito.

8) Pulso aberto ou torcido
Umas das posições mais comuns do sexo exige que o homem fique por cima da mulher, apoiado pelos pulsos. Sendo assim, não é de se estranhar que a lesão de pulso fique entre as dez mais comuns durante a prática sexual. Mais uma vez, vale a pena ficar atento aos incômodos na região dos pulsos.

9) Tornozelo torcido
Assim como a lesão no joelho, uma pressão exagerada pode comprometer também o tornozelo. É uma lesão bem menos comum, mas que pode ocorrer, dependendo da intensidade e do local onde está sendo praticada.

10) Dedos destroncados
Assim como os pulsos, os dedos estão expostos durante os movimentos sexuais. Um posicionamento mal elaborado pode gerar uma pressão desproporcional nas extremidades da mão, que pode gerar, inclusive, um deslocamento ou luxação dos dedos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Das ausências, novidades e continuidade

Olá, queridas leitoras e queridos leitores (linguaguem inclusiva rs).

Sabemos que estamos muito ausentes desse nosso espaço querido e primeiramente gostaria de me desculpar em nome da equipe do Divã Rosa Choque por isso, mas esse período de final de ano foi muito conturbado e movimentado. Infelizmente temos que fazer escolhas e acabamos optando por deixar o Divã no modo de espera, para que possamos nos debruçar sobre ele quando tivessemos tempo hábil para fazermos nossos posts com atenção, cuidado e qualidade que vocês estão acostumados (Isso não quer dizer que seja muita rsss mas a ques costumamos apresentar)

Ainda sobre a ausência, para quem não sabe eu e a Anna Oh. estávamos no nosso último semestre da faculdade e nesse semana nós defendemos os nossos tccs (cada um o seu, pois, dessa vez não fomos dupla no tema) e Yes, nós concluímos com 10!!!!! E apesar de ainda irmos hoje para confraternizações, somos agora psicólogos formados!!! (ta, eu sei que tem um tempinho para sair diploma, nº do conselho e tals, anyway, Psicólogos!!!)


De novidade, além de voltarmos com as nossas colunas padrões e tentar trazer sempre matérias interessantes que encontremos e gostaríamos de compartilhar, queremos continuar recebendo seus casos para o Deitando no Divã!!! e teremos um novo quadro.... Não vou dar muitos detalhes de como será, mas é o Divã ampliando a forma de comunicação... Uma fotinho só pra ilustrar um pouco de como vai ser.

E por fim esperar que vocês voltem a estar conosco e nos desculpar mais uma vez por essa longa ausência.

Um beijos,
Andreas Ribeiro

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pela Net - Curiosidades do dia (3)

Pois eh, homem que mora com a mãe depois de muito tempo, é considerado folgado etc. Mas essa geração também não cresceu com o costume que os homens cozinham e a vida alucinante que levamos hoje....

Um monte de desculpas pros homens darem ao fazer uma lasagna de microondas rsrsrss
Beijos
Andy

Tirinhas originais

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Saga de uma Dieta - parte III

Como dito no post anterior, eu tive um frustrante retorno ao endocrinologista. Depois de 35 dias e noites de comidas light e integrais, eu não havia emagrecido nadaaaaaaaaaaaaaaa! Entretanto, saí de lá determinada a persistir na dieta.
O foda é que no dia seguinte a galera quis saber o que tinha dado lá no doctor: "E aí, Anna, emagreceu quantos quilos?" e eu tomei coragem de assumir "Nenhum". Simples. Não vou sair contando vantagem, nem mentir e muito menos sentir vergonha. Eu fiz a minha parte. E dando ou não certo, participei ativamente disso.
Mandei fazer a nova fórmula, continuei com a dieta de 1.200 calorias (eu sei, até que é bastante) e prometi: eu não passaria mais vontade das coisas. Porque passar vontade é diferente de ter limites e era nessa linha tênue (bom, nem tão tênue assim) que eu tombava. Então rolou o seguinte, joguei limpo com o médico e contei que eu curto tomar umas biritas às vezes, se isso é conciliável com a medicação e sim, é. Então eu bebi, phyna, nada de cair na calçada, mas bebi lindamente contando as calorias. Outro dia rolou uma vontade de trufa, ápice da TPM e TCC empacado... não resisti. Mas seria só uma mordida e o resto eu jogaria fora. Eis que surge o Andreas no corredor na faculdade pra levar pra longe o restante da trufa. Amém. Eu como um pouquinho só, não me privo mas também não exagero.
Essas coisas tem me feito bem, meu humor não tá mais tããão amargo como no início da dieta, eu sei que posso comer só um pouquinho e ainda pratico o socialismo alimentar dividindo tudo com meus esformeados colegas.
Uma coisa bem legal e motivadora nesses tempos foi a descoberta de que diversas blogueiras publicam suas sagas de dietas diariamente. É legal ler os erros, acertos, recaídas, vontades e metas. Acho que assim paramos de pensar fixamente num número, num ideal de peso e enxergamos pessoas. E enxergar essa pessoa com carências, vontades, lacunas, desejos e falhas em si é fundamental.

Eu recomendo:


terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Saga de uma Dieta - parte II

Quando você começa uma dieta as comidas deliciosas e mega calóricas não desaparecem milagrosamente do mundo. Seria muito bom se isso acontecessesse, mas não acontece. Os sonhos de padaria continuam existindo, o chocolate continua sendo gostoso e tentador, as embalagens de doce continuam mega coloridas, chamativas e até algumas das suas comidas favoritas entram em promoção. Ah, as massas também continuam a habitar o mundo, bem como as comidas de vó, as pizzas de borda recheada e as churrascadas de final de semana. Parece que acontece o oposto: elas estão mais notáveis do que nunca, você mais convidado para aniversários cheios de quitutes, orgias alimentares com amigos somalis, bebedeiras acompanhadas de petiscos e macarronadas dominicais. Percebi então que a dieta exige, no mínimo, um pouco de boa vontade, empenho, determinação e esforço, muito esforço.
Minha dieta começou meio que a força. Jamaaaaaaais eu abriria mão de tantas maravilhas calóricas, comeria tantas folhas, leguminosas e coisas saudáveis se não fosse dessa forma. Mas eu precisava de um limite, e assim foi feito.

No começo foi difícil almoçar três colheres de arroz, um monte de salada e um franguinho grelhado. Eu sentia uma fome constante, um vazio de comida que me deixou profundamente irritada. Mas aí eu comecei a ver o que a dieta do papel me oferecia de sugestões, substituições e busquei inovar pra não enjoar. Experimentei de tudo e tentei romper com preconceitos adquiridos contra alguns alimentos. Comprei as sugeridas barrinhas de cereal (que antes eu achava que tinham gosto de alpiste), sucos a base de soja, polenguinho light (e eu sempre achei que o light não tinha gosto de nada), cookies integrais e uma porrada de folhas.
Experimentando esses produtos, mudei muitas daquelas concepções e descobri, por exemplo, que algumas barrinhas tem gosto de chocolate de verdade, não grudam nos dentes mas exigem bastante mastigadas. Em contrapartida, descobri que o cream cheese continua azedo e que arroz integral é coisa de gente masoquista.

A coisa foi indo, e funcionando (oooh!). Percebi pequenas conquistas, como o fato de não ser atormentada diariamente pelas minhas crises de gastrite. Sim, eu me libertei das doses diárias de Ranitidina! Outra coisa muito boa foi uma regulada intensa no intestino, que sempre foi preso, preguiçoso e teimoso. Daí até rolou um bem-estar e uma folguinha nas calças!

Sobre a medicação, não deu reação nenhuma. Tirando o fato de remédios de manipulação serem os olhos da cara, não tenho nenhuma queixa a ser adicionada aqui. Até gostei da dinâmica do médico de não enfiar fluoxetina nem nenhum psicotrópico na fórmula.

Pois bem, 35 dias após o início da dieta, retornei ao doctor. Me pesei. Expectativa a mil. E.... NADA! Isso mesmo, nem um quilo maldito saiu dos meus glúteos, culotes (ou qualquer outra parte do corpo que os comerciais de academia chamam por nomes estranhos que sempre me fazem pensar num boi beeeem gordo). Decepção, né? Taaaanto esforço, taaanta provação/privação pra NADA?

Antes que eu desse uma de regredida e começasse a chorar, o doctor disse pra eu ir com calma. Essas coisas levam tempo, cada organismo trabalha num ritmo e tudo mais. Ele mudou umas coisas no remédio (ainda seguindo a corrente natureba) e pediu que eu retornasse em 35 dias.

Saindo de lá, pensei: essa é a hora mais propícia pra desistir. Mas decidi continuar...


(continua no próximo capítulo...)



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Me aguardem na minha próxima encarnação!!!


Ficar o fim da tarde em casa de bobeira é pedir pra eu ficar enterrada no sofá. Ainda mais com o tentador aparelho de hidromassagem da minha mãe que eu tiiive que testar (um barato gente!). Pois foi nessa posição derretida no sofá com meus pézinhos massageados que resolvi ver um pedaço da novela. Eis que um dos personagens (nem sei qual) começou a falar que antes de a gente encarnar de novo, a gente escolhe como seremos e quais sofrimentos vamos passar, inclusive, reencarnamos sempre com as mesmas pessoas que conhecemos em outras vidas. Ok, cada um acredita no que quer, espiritismo, catolicismo, santo daime, sei lá. Só que eu estava pensando que, se eu posso escolher, por que eu não escolhi melhor, pelamordedeus?!
Acho que só posso culpar eu mesmo por ter chefes cretinos e por nascer em uma família em que todo mundo é gordinho. Na minha próxima reencarnação, ah, vocês vão ver! Quero ver como é ter o maldito metabolismo rápido que as modelos falam e pra mim é que nem acreditar em unicórnio. Ser um pau de vira tripa comendo batata frita, não engordar com posts de pão de mel, essas coisas. Hoje eu fiz (de novo) minha inscrição na academia. É um conceito diferente, só para mulheres, que eu acredito que vá funcionar pois eu temo muito mais os olhares das mulheres que nos homens, que nem ligam ao ver uma mulher panetone (sabe, aquela que é magrinha mas fica com umas banhas pra fora da calça quando senta). Fora que o negócio diz que dá efeito em meia hora por dia! Pra mim já dei efeito: tive uma queda de pressão que me deixou deitada com os pés pra cima na academia. Chiquéérrimo! Acho que estou me enganando novamente, mas fica como resolução para a próxima reencarnação: mantenha os amigos, perca os quilinhos!!!
Se eu puder ser mais chata e adicionar mais alguns pedidos pra me lembrar na próxima encarnação, quero ter o poder de excluir definitivamente algumas pessoas da minha vida, e da vida de minhas amigas. Se não estiver pedindo demais...


Beijos da Marie!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PROCURA-SE PÃO DE MEL

PROCURA-SE PÃO DE MEL DESESPERADAMENTE. GRANDE, COM RECHEIO DE BRIGADEIRO, MOLHADINHO.ULTIMA VEZ VISTO HÁ MUITOS MESES. CRIANÇA DOENTE, OFEREÇO RECOMPENSA (A prazo).

Tem dias que eu topo qualquer negócio por um pão de mel antes do meio dia. Por isso já to avisando, hoje comigo não tem! Dias sem café da manhã é uma m#rda.


Bjus da Marie (cada vez mais louca)

Ps: Sorry Anna, só agora que eu lembrei que você está de dieta. Mas eu também, então eu compartilho seu sofrimento. abraços solidários, companheira.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bridezilla II! Os detalhes ainda matam um!

IIBem, como eu disse, vou acabar transformando o diva em um diário de bordo na falta de um psicólogo que me escute. Esse papo de casamento é uma desculpa perfeita pra comprinhas de alguns detalhes. É a fita do bem casado, o papel do convite, a porra (surtei!!!) do travesseirinho bordado a mão para amarrar as alianças para a entrada na igreja... enfim, resolvi começar a dar uma olhada, e o que mais tem são um monte de opções para personalizar tudo. Os noivos podem ter um ataque narcisista e por a cara em garrafa de água, bolo, selo postal, tudo! Medo! E vem a necessidade de imprimir convites, cardápios, cartões de agradecimento...

O negócio é que mulher não pode resistir a uma coisinha bem feita. Se for artesanal ainda, pode aumentar e muito os níveis de "ooowwnnn!" ditos pelas noivinhas e amigas. E quanto mais fofo, em geral mais trabalho pra gente e principalmente mais caro. E vem vizinha bisbilhoteira dar palpite: "Mas cooomo você não vai fazer um bem casado diferenciado?! Minha sobrinha está embrulhando os dela em tecido!" Blé pra ela, e só o que eu digo. Daí, na tentativa de ter coisas fofas e economizar, tem gente que faz tudo ela mesma: faz o convite, o buque e os bem casados. Logo logo está lá fazendo a cerimônia ela mesma pra economizar no padre! Eu sou uma das loucas entrando por esse espiral do mal. Preciso pensar em coisas de solteira, dar uma espairecida. Prometo que tentarei escrever outros posts que não tem a ver com esse meu período louco e possívelmente homicida. Ando pensando se o status de noiva preparando casamento pode servir de atenuante no tribunal. Se fosse, seria uma grande vantagem nesses meus dias de cansaços...

Dizem que o casamento é só um, e é o dia mais feliz da sua vida. To pagando pra ver, e caro! Por enquanto o legal foi ficar passeando em lojas e pensando na despedida de solteira.

Bjus da Marie, a louca!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pela Net - Curiosidades do dia (2)


Se isso é em média e pensar que algumas talvez só tenham umas 10 bolsas no máximo... quantas não tem mais que 200 bolsas? rsss

Medo das mulheres!!! se for somar os pares de sapato os números não iam caber nessa tirinha!!!


Fonte dessas tirinhas, aqui!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bridezilla attack!

O que eu amo do Divã é que juntamos aqui uma série de pessoas com histórias diferentes. No departamento relacionamentos, já tivemos as encalhadas desencanadas, as encalhadas piriguetes, as com desejo de viver aos 70 anos solteiras com uma casa cheia de gatos (ou cachorros). Já tivemos as que ficavam, as que namoravam, os que juntaram e tem horror a títulos tradicionais de relacionamento e tem eu, que como o Andreas já deixou claro no post anterior, só quer morar junto depois de um casamento, tudo nos conformes!
Graças a um sábado bem divertido, eu encontrei o meu gatinho, e depois de dois anos de namoro, estamos noivos! Como participante deste Divã (embora um pouco ausente) eu acho que tenho que dar a minha versão dos fatos desse pedacinho do universo feminino! Pra começar, deixo claro que nunca foi sonho meu casar de branco e aquela baboseira toda, mas acho importante o casamento como uma forma de comemorar com todas as pessoas algo tão legal assim! Exatamente por isso, eu ando levando vários sustos em todo esse processo, principalmente por vendedores que acham que pra valer a pena cada item do casamento deve ser sempre acima de 1.000,00 reais!
Meu primeiro pânico eu cheguei a dividir com a Anna: a escolha das alianças. Pra mim uma aliança estava bom, não me importava muito o modelo. Daí na primeira loja que eu pedi pra ver, a mulher já veio perguntando por que eu não escolhia uma grande, por que ajudava nas bodas.
Bem, eu olhei com uma cara de WTF?! Porque nunca tinha ouvido nada sobre isso. Eis que a mulher horrorizada me explica que a cada ano de bodas de casamento você vai adicionando um detalhe novo na aliança. O primeiro ano é um brilhante na aliança. Depois, a cada boda importante você vai adicionando novos brilhantes, rubis e detalhes em ouro branco! Ou seja, além de me matar pra planejar o casamento, depois me estropiar toda pra pagar as contas o Sr. Curie ainda vai ter que juntar dinheiro pra me dar um diamante por ano?! WTF mesmo!!!!
Enfim, são tantos detalhes, ah, os detalhes ainda matam um! Estou tentando não virar a Noivazilla, mas vai ser difícil. Entre orçamentos apertados, pais superprotetores e ansiosos, vendedoras maníacas e exigências desmedidas do padre e tentar tocar uma vida apesar disso tudo eu vou tentar postar mais detalhes do casório pra vocês, e Anna: quero uma despedida de solteira quase ilegal! hauhauhaua!

Bjus gente, saudades desse cantinho!

Bjus da Marie

Ps: esse mundo rosa choque é tão mega especial que dona Anna Oh! e Andreas Ribeiro e dona Ribeiro serão nossos padrinhos! \o/

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um Sábado Rosa Choque

Eu e Anna estudamos juntos na faculdade e conhecemos a Marie através de minha amiga de algum tempo, a Black Cat, que disse que ela seria uma pessoa muito legal pra juntar à equipe do Divã. Nos encontramos na lanchonete/padaria/buteco próximo à facul e vimos que ela era “das nossas” e ela começou a fazer parte do time! Os 3 solteiros e vagais, decidimos que deveríamos fazer algum programa, alguma balada e tentamos marcar algumas vezes, até que finalmente saímos em um sábado, a programação foi: Cultura, culinária e balada.

Nos encontramos de tarde no Centro Cultural Vergueiro, lugar na região central de Sampa que tem várias coisas interessantes culturais, nesse dia fomos assistir à amostra de Cinema Russo (hahaha isso mesmo) e eu insisti e consegui levar meu irmão junto conosco.
Entramos atrasados no meio da primeira sessão, com um filme de guerra em Preto e Branco, eu e meu irmãos sentamos ao lado de um tiozinho que ficava fazendo barulhos esquisitíssimos com a boca e com os braços, as meninas sentadas atrás de nós rachavam o bico enquanto tentávamos assistir ao filme com aquele incomodo. Não demorou muito e percebemos que o filme era bem chato, mas resistimos até o final.O segundo filme que encaramos, começou conosco descobrindo pelos ingressos que ele seria legendado em espanhol, que beleza! Anna com seu sangue latino se sentiu em casa, nós, uns peixes fora d’água, mas fomos lá.
O filme dessa vez era colorido, o tema? Guerra! E fomos aos poucos conseguindo acompanhar a película, se ainda fosse dito em inglês, dava pra arriscar, mas em russo não rola, né?
E também surgiram figuras estranhas na sessão (amostras escusas e gratuitas da nisso), primeiro um casal na nossa frente, que sacou uma garrafa de vinho e começaram a tragar tudo, se beijar de forma meio escandalosa e vira e mexe eles batiam no joelho da Marie (ou seria no meu? rs) Além deles, surgiu um cara no meio da sessão, com uma baita mala de viagem, de dar inveja a muitos soldados do exército e se acomodou, ficou uma meia-hora lá e quando o filme chegava ao seu clímax, ele se levantou, pegou sua bagagem-casa e saiu e a gente olhando com cara de “ué?” Mas ao final do filme, não é que esse era legal?
Após essa sessão proveitosa, contactamos nossa amiga Black Cat e fomos lá na Rua Augusta comer comida mexicana!
Eu nunca tinha comido e me surpreendi por ser tão bom! A Cat estava com o então cônjuge e alguns amigos, ficamos um bom tempo lá (boa parte do tempo de pé, porque o lugar é um ovo), eu consegui sujar minha camiseta de chocolate e depois de boas risadas, resolvemos partir, não convencemos a Black Cat de ir para a balada, mas fizemos uma parada em sua pra Anna e a Marie se produzirem pra noite (ui).
Eu e meu irmão, próximos de casa nessa parada, quase desistimos da última etapa do sábado, mas fomos nessa, destino: Balada anos 80 a Autobahn, no centrão aqui, ao lado do metrô Anhangabaú, em uma noite especial, comemoração dos 50 anos da Madonna!

Lá fomos nós, a Marie que conhecia, eu sou meio por fora e nunca tinha ouvido falar... é uma balada meio chick para os que eu costumava ir.Anna, com pretensões de flertar com estranhos, foi a primeira a sumir do grupo, foi laçada por um rapaz e sumiu com ele beijos e balada adentro.
Havia um tempo que eu dizia a Marie que ela combinava com meu irmão, que ele se encaixava no perfil nerd de óculos que a atrai e eis que ela me diz que eu tinha razão e ela tava afim dele. Arrastei o Sr. Ribeiro 2 (hahaha) para o bar e falei da Marie. Eles logo se aproximaram e não demorou muito pra eu vê-los se pegando.Euzinho, havia visto uma guria passando por mim e cismei com ela, ela ficou próximo de nós (do lado da Marie) numa rodinha com mais 2 amigas e nem me olhou, então desisti, resignei-me a ser o único a não “faturar” na balada e fui dar uma volta! Depois de uma meia-hora, voltei aonde estávamos e não havia mais ninguém lá, exceto a guria sem as amigas. Respirei fundo e fui dançar com ela e pouco tempo depois já estávamos nos beijando.
Depois de um bom tempo, saímos da pista e fomos nos conhecer mesmo.
Final da balada, encontro Anna largada nos sofazinhos e Marie com meu irmão próximos e com o dia pra amanhecer, partimos.
Porque contei essa história? Porque isso foi no dia 16/08/2008, completou-se ontem 2 anos desse episódio e pensei como o Divã já existia ativamente naquela época e como ele influenciou as nossas vidas. A Marie está com o agora seu noivo, o Sr. Curie conhecido antes como meu irmão e eu estou com aquela garota da balada, a Sra. Ribeiro, que não temos nenhum contrato nos firmando, mas que já estamos morando juntos há 9 meses.
E por conta do aniversário dessa data, relatei aqui como foi aquele dia Rosa Choque. Pena que não temos fotos do dia, mas ele estará guardado conosco.

Beijos
Andreas

PS. E a Anna com o carinha? O velho truque do número falso do celular e byebye guri. rss
Madonna, o som que nos embalou aquele dia!!!!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Escravos da Tecnologia - Parte 2

Olá, me segue no twitter?
Como eu te acho no Orkut?
Deixa eu ver seu facebook, vou lhe perguntar algo no seu formspring, ta no hi5?

Tudo isso faz parte do nosso cotidiano atual, pra alguns mais, outros menos, mas para grande parte das pessoas com acesso à internet, isso é rotina.
As novas tecnologias estão ai e não precisamos fugir delas, mas e quando elas se tornam a parte mais importante das nossas vidas? Quando estamos viciados no twitter ou ficamos o dia todo só no Orkut ou algo assim?
Percebemos claramente que somos Escravos da Tecnologia, sim!

Acredito que uma das piores conseqüências que pode ter é o das pessoas que se ocupam da internet como modo de interação, diversão, lazer, cultura, passa-tempo e tudo, absolutamente tudo que ela faz é virtualmente, vai ocasionar um afastamento social.
Hoje em dia conhecemos muitas pessoas “online”, colegas, paqueras, relações profissionais e até amizades de verdade, namoro e “Parceiros sexuais”. Não entrarei nos méritos desse último item totalmente questionável, mas algumas pessoas consideram assim...
E o que acontece com a pessoa que só tem relações assim? Como fica a cabeça de alguém que não consegue de fato interagir com as pessoas fisicamente e que precisa da intermediação de um computador para fazer um laço? Quais não serão as conseqüências de quem se destitui de uma vida social para se realizar com uma “vida virtual”?

Twitte, escreva no blog (rs), faça seu vlog, manda scrap e jogue mini-fazenda, mas não percamos de vista qual é o limiar entre aproveitar a tecnologia ou ficarmos à mercê dela.
Pautar as relações sociais, esperar por aquela paixão, namorar somente pela internet é se deixar levar pela superficialidade e fragilidade de laços que não preenchem as nossas necessidades, apesar de disfarçar que o faça

Ps. Um post sobre a tecnologia e os namoros deve vir...

Beijos
Andreas

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pela Net - Curiosidades do dia (1)

Na nossa sessão Pela Net, procuraremos sempre por conteúdos que possam interessar, explicar ou entreter à todos.
Postarei aqui algumas tiras de um site gringo que posta uma curiosidade por dia! As que eu achar interessante para nós, virão traduzidas para cá.Original daqui.
Pois é, não que alguns de nós, seres humanos, também não sejam.

PS. Algumas pessoas também são meio galinhas. rs

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Saga de uma Dieta - parte I

Dietas são uma saga. Eu sei que duram menos do que namoro de adolescente, mas ainda assim são levadas muito a sério (nos primeiros dias). Essa vai ser diferente (sempre falamos isso). Mas essa... ahhhh... essa vai ser diferente!
Há uns bons meses andei evitando a balança. A realidade seria muito pesada (ou eu estaria muito pesada, enfim). Evitei mas tinha noção de que engordei um bocado, dei uma embuchada (pausa para música: "eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, eu não encho mais a casa de alegriaaaa") e comecei a me preocupar. Assim, comecei a me preocupar leeeeeevemente mas sempre escorregava; era um chocolate aqui, um pacote de batatas lá, um milk shake acolá e aí bateu o peso (o meu e o da consciência): preciso fazer alguma coisa.
Verdade seja dita, eu sempre tive aquela tendêêência a virar uma porpeta: pai, mãe, tios, tooodo mundo é meio fofinho. Eu mesma já estive bem rechonchuda em vários momentos da minha vida... po, eu era a Mônica quando criança! Na adolescência ganhei peso em algumas ocasiões, mas era super fácil eliminá-lo, era praticamente espontâneo (e maravilhoso). Tentei fazer dietas mas não funcionou. Num primeiro momento porque recorri às dietas malucas, como aquela em que você deve só ingerir líquidos no dia em que a lua muda de fase hauahauahauahaahua. No segundo momento foi porque faltou força de vontade mesmo... afinal, era fácil perder, né?
Mas agora não é. E com a ansiedade do fim da facul, problemas em casa e tudo mais, enfiei o pé na jaca, me atolei na comilança e perdi a noção. Sei, são desculpas, mas o estado emocional conta bastante. Daí marquei, despretensiosamente, um endocrinologista.
Sim, eu já havia procurado especialistas, já cheguei a tentar uma reeducação alimentar com uma nutricionista que me rendia pesadelos com seu adipômetro, mas não rolou.
Bom, com o endocrino o papo foi outro. A primeira coisa que ele pediu foi que eu me pesasse... e eu fui. Não vou falar quanto, mas foi algo exorbitante, que eu nunca pensei que atingiria, mas que atingi: estava gorda, beeeeem acima do tolerável por mim e pela minha saúde.
Antes de ter uma crise de choro como fiz das outras vezes, usei esse choque com a realidade pra me mancar. Pra perceber o quanto andei me detonando e o quando minha auto-estima foi detonada nessa aí. O quanto eu aprendi a gostar de mim mesmo fofinha, mas perdi a noção de me preservar. Eu precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa que me tirasse da zona de conforto.
Ele receitou um remédio. Eu relutei. Ele disse que seria essencial. Topei. Mas aí lá veio o doutor com uma folhinha balançante me mostrando uma dieta. Topei também.
Decidi que, a partir daquele momento, eu havia entrado em dieta. Mesmo que o remédio só ficasse pronto em alguns dias, eu começaria desde já.
E comecei...
(aguardem a parte II)

PS: Figura roubada desse blog aqui, do qual sou uma fã.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pela Net - Semana da Amamentação

Usaremos a nossa sessão "Pela Net" para trazer informações, curiosidades e entretenimento de materiais interessantes que acharmos pela net, são conteúdos de terceiros e os créditos estarão sempre no final da postagem, assim vocês podem contar com o Divã também para reunião de bons conteúdos... vamos ao conteúdo de hoje.

Semana da Amamentação:

Apesar dos conselhos dos médicos para manter o aleitamento exclusivo, muitas mães ficam inseguras com a amamentação. Elas acham que o leite não é forte o suficiente, ou que não têm quantidade suficiente para alimentar a criança, mitos que muitas vezes são reforçados por outras mulheres.

O pediatra Luiz Vicente da Silva Filho, um dos consultores de “A Bíblia do Bebê” (CMS Editora), esclarece que não existe fraco. “O que pode acontecer é algumas mães não terem a produção adequada”, explica. Mas isso só o médico poderá atestar e, em último caso, indicar a complementação com fórmulas infantis.
Hidratação

Em linhas gerais, o que se recomenda para garantir uma boa amamentação é a ingestão de muita água (é bom tomar dois copos cada vez que for amamentar), repouso adequado e dieta equilibrada. Álcool e café em excesso são contraindicados, porque podem ser transferidos para o bebê.

Outra ansiedade comum das mães, especialmente as de primeira viagem, diz respeito à dor no momento de amamentar. “É preciso estimular a pega adequada, fazendo o bebê abrir bem a boca para não machucar o mamilo, e caso a mãe sinta dor, ela deve alternar a mama a cada 15 minutos”, aconselha. Aplicar o próprio leite sobre o mamilo também ajuda na cicatrização de fissuras. Em alguns casos, o bico de silicone também é uma opção.
Mitos e dúvidas

“A avó materna muitas vezes acha que a filha ainda é aquela criança que ela criou, e que não vai conseguir amamentar o neto direito”, comenta o pediatra Sylvio Renan, autor do Blog do Pediatra e do livro "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses" (Mg Editores). Veja, abaixo, as respostas do pediatra para algumas dúvidas comuns sobre o aleitamento materno:

Acabei de chegar do hospital e meu leite ainda não desceu. Que devo fazer?
Se seu bebê dorme tranquilamente, não se preocupe. Aguarde com calma. Se, entretanto, ele está chorando bastante, demonstrando ter fome, entre em contato imediatamente com o pediatra para instruções sobre a necessidade ou não de fornecer-lhe um substituto, o que quase nunca é preciso.

Como deve ser o esquema de amamentação?
Alguns bebês necessitam mamar frequentemente, enquanto outros mamam com intervalos maiores. Há bebês que mamam por um tempo prolongado, enquanto outros fazem mamadas bem mais curtas. O intervalo entre duas mamadas deve ser de três horas. Porém, se o bebê manifestar desejo de mamar antes desse horário, você deve oferecer o seio sem preocupação. Procure deixar o bebê de dez a vinte minutos em cada seio.

Deve-se oferecer os dois seios?
Aconselho o método alternado de amamentar. Ofereça primeiro um seio até que ele se esvazie totalmente. Em seguida ofereça o segundo seio, que ele poderá não aceitar, ou aceitar pouco. A composição do leite é diferente no início e no final da mamada: enquanto o leite do início tem uma aparência mais aguada, por conter mais açúcares e proteínas, o leite do final tem mais gordura, razão pela qual é mais espesso.
Com que frequência amamentar o bebê durante a madrugada?
Seu bebê deve ser alimentado no seio sempre que solicitar, de dia ou de noite. Aconselho que o bebê mame durante o dia com intervalos de no máximo três horas e meia, e, durante a noite, somente quando ele solicitar. Dessa forma tentamos evitar que ele troque a noite pelo dia.

Posso dar uma mamadeira para o bebê após a última mamada do dia?
Esse é um procedimento bastante usado por mães que se sentem cansadas demais, sobretudo no final do dia. Deve, porém, ser evitado, pois corre-se o risco de que o bebê abandone o aleitamento materno, porque é mais fácil sugar a mamadeira que o seio.
Amamento de duas em duas horas, mas não sinto que meus seios estão cheios. Será que meu leite acabou?
As duas únicas formas de saber se seu leite está sendo suficiente para seu bebê são: em curto prazo, o fato de ele não apresentar sinais de fome, como choro após as mamadas ou a vontade de voltar a mamar poucos minutos depois da mamada; e em médio prazo, pouco ganho de peso, o que será constatado na consulta pediátrica. Se não houver nenhuma alteração como as descritas, você pode ficar tranquila, pois está produzindo a quantidade exata de leite que seu bebê necessita.

Devo oferecer água ou chá para o meu recém-nascido nos intervalos das mamadas?
Recém-nascido é a definição de um bebê nos primeiros 28 dias de vida. Supõe-se que ele seja alimentado exclusivamente no seio materno. O leite materno é o ideal para seu bebê em tudo que ele necessita, aí se incluindo a água. Conclui-se, então, que não é preciso dar água ou chá a seu recém-nascido.

Fonte: "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses", de Sylvio Renan (Mg Editores)


Fonte do Divã - portal UOL - http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/08/01/avo-as-vezes-reforca-mito-de-que-leite-da-mae-e-fraco-diz-pediatra.jhtm

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Onde eu deito minha cabeça, é minha casa!

Essa frase do título do post é de uma música do Metallica, que fala sobre a liberdade e bla bla, mas esse texto não é sobre isso, mas, sobre como se deitar à noite e se sentir em casa!
Acredito que seja muito importante que nos sintamos bem onde estamos ou que tenhamos um lugar para chamar de lar, que se não seja a casa, seja o quarto ou um lugar de fora que você possa ir e se sentir bem lá. Falarei aqui do meu exemplo que foi parte do que me fez chegar a pensar nesse tema.

Morei por 23 anos com a minha mãe, sempre dividindo quarto com meus irmãos e nunca tive um espaço que pudesse chamar de “meu”, era meu de uma certa forma e eu sempre me senti bem lá, mas as questões mais simples da “casa” não eram questões pra mim, o máximo que fiz pra identificação, foi uns pôsteres de Metal quando o quarto já era apenas meu e do meu irmão e um também daqueles de mecânico hahahaha
Onde eu deitava a minha cabeça era a minha casa e nunca questionei fazer o meu espaço...
Mas agora que sai de casa e moro com a Sra. Ribeiro em caráter de união estável (=p), comecei a entender o que era “construir um lar”.
A Sra. Ribeiro quando foi morar sozinha, ouviu da sua família “você está saindo pra morar sozinha, independência, maturidade etc etc e não para brincar de casinha”, ela então criou uma grande resistência à fazer mudanças em casa, somente o que era necessário e sem “frescuras”, pra não “brincar de casinha”.
Bom, o tempo foi passando e ela foi aumentando a vontade de fazer coisas na casa, mas sempre com um receio. Nesse período já estávamos namorando e eu sempre a apoiei e fomos fazendo algumas mudanças, quando me mudei pra lá, isso ficou mais forte e começamos à moldar como gostamos e vimos como nos sentimos muito melhor em casa.
Porque onde eu deito minha cabeça agora é na minha casa, como nós a fomos escolhendo. A Sra. Ribeiro também percebeu como é importante se identificar em casa para se sentir bem e os tempos em que os “conselhos” influenciaram já passaram, pode ter sido importante antes, mas depois, o importante era ter um lar.
Algo muito importante na vida à 2 é ambos terem essa sintonia em casa, não precisam ter os mesmos gostos, mas encontrar aquele ponto em que todos se sintam bem.
Pode ser uma super-decoração planejada, ou uma parede pintada, um piso, quadro, mural de fotos ou um conjunto de plantas. Não importa exatamente o que seja, mas o que ele faz, com que nos sintamos em casa.

Beijos
Andreas

Ps. Segue abaixo o vídeo da música que deu o título ao post: Metallica - Wherever I may roam

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Escravos da Tecnologia

Incontestável afirmação que permeia as nossas relações atuais de várias formas. Somos fruto do meio em que estamos e grande parte do nosso entendimento de nós mesmos e dos outros se dá nesse meio.
E hoje, somos escravos da tecnologia... Essa expressão pode parecer um pouco exagerada, talvez uma tentativa literária de dramatização e ênfase no texto, porém, deixe acontecer um apagão, como houve aqui no Brasil em 2008, lembram-se? O Caos urbano, a sensação de que nada podemos fazer, perdas em dinheiro, material, enfim, tudo se instaurou pela falta da energia elétrica, o que me remete ao fato: Somos escravos da tecnologia.

E essa influência se dá em várias formas, vou tentar elaborar essas idéias nesse post, se achar que é muita coisa, posso dividir em parte, mas por hora vai tudo aqui.

Para mim, a principal conseqüência desse avanço tecnológico é o imediatismo com que as situações ocorrem e com a qual nós necessitamos que ela ocorra.
A superficialidade das relações é o fruto desse imediatismo, ficamos com uma pessoa aqui, outro dia com outro ali e semana que vem esquecemos os nomes deles (as), sem dizer claro, de ficarmos com 5, 10 na mesma noite e tampouco soubemos um desses nomes.
Não que isso seja errado, apenas uma característica do momento histórico, como todas as outras, também geram questões por assim o serem.
Nesse caso, o vazio é a maior conseqüência da fragilidade das relações, completamos os vazios de nossa existência com o colocar de pessoas (ficantes, fuckyfriends, sexo por apenas uma noite etc) e então experimentamos o prazer da liberdade, da pluralidade de escolha, da libertação sexual feminina e no dia seguinte ou em um dia ruim, uma semana depois, o vazio continua a persistir em nós.
Recorremos à agenda do celular, Orkut, twitter e etc para buscarmos novas companhias e preenchimento dos vazios.

Num próximo post abordarei outras questões influenciadas pelo nosso modo de vida atual.

Saudades desse nosso espaço aqui.

Beijos
Andreas

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gostei, mas nem tanto...

Dizem que a insatisfação é o que move o ser humano. Eu diria que, pelo menos, boa parte do ciclo de vida feminino é alimentado, impulsionado e pentelhado pela insatisfação.
É aquilo, você passa anos-luz buscando uma blusa de um certo modelo. Incrédula, você encontra a bendita! Quaaaaaase inicia o ritual saltitante das peruas, mas este é interrompido abruptamente pela visão de uns botões gigantescos, horríveis, de uma cor totalmente nada a ver e super bem fixados que a blusa tem. E aí rola o impasse: pego ou não pego? E se eu não levar e sonhar com a blusa depois? E se eu levar e os botões forem irremovíveis? E se eu tiver pesadelos nos quais os botões me perseguem?
Sábado passei por um dilema desses. Eu queria porque queria uma Melissa aranha. Das antigas, vintage, pra lembrar de como minha infância foi doce e traumatizante. Mas lançaram um tal modelo com um PUTA LAÇO na frente. Sério, eu amo laços, mas era um laço digno de cabeça de Minnie Mouse e eu nem a pau andaria com um trem daqueles. Enfim, movida pelo fogo no rabo da nova aquisição, mas balançada pela grande insatisfação do laço, levei a sandália. Foram horas intermináveis tentando remover o laço, correndo o risco de ter pago uma grana num sapato que poderia ficar com um buraco. Tirei o bendito e saí feliz e saltitante com minha sandália semi-deformada (mas que pelo menos não tinha um laço gigante).
Insatisfeitos, todos nós somos.
Saímos com o cara-que-tem-tudo-pra-dar-certo, mas poooooo... só tinha uma coisinha nele capaz de estragar todo o resto. Entramos no relacionamento-mais-que-perfeito mas que começa a desandar e não ser bem o que tínhamos em mente. Começamos uma amizade super-empolgante, mas a pessoa não era exatamente como parecia ser.
Às vezes, a grande insatisfação carrega consigo conteúdos de extremo controle. Nos mostra um dos nossos piores defeitos: o de torcer o bico para as coisas, as pessoas, as situações da vida e não ter a acapacidade de flexibilizar. Nos mostra o quanto priorizamos que as coisas sejam do nosso jeito, da cor imaginada, com as manias toleráveis, longe do irritante, do diferente, do impensado.
Mas tudo isso tira um pouco da graça das coisas.
Algumas situações exigem que laços sejam cortados, botões arrancados, vínculos espaçados/estreitados/repensados; exigem que tentemos fazer algo diferente, que não seja nem uma aceitação completa, nem uma rejeição categórica. Jogo de cintura, flexibilização, virar café com leite ou aprender a se moldar à vida ao invés de tentar moldá-la ao seu modo... tanto faz. Às vezes é simplesmente o melhor caminho.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Confissões de uma Housewive (desesperada!)


O que aconteceu foi o seguinte: meu pai teve que fazer uma segunda cirurgia, incluindo remédios, repouso, recuperação e todas as fases do luto pelo fêmur quebrado. A mãe, passou num concurso público, e não pôde mais ficar com ele e auxiliá-lo. Meu irmão não sabe cozinhar, não faz nem gelatina e também não parece disposto a aprender. Eis que fui escalada para tirar umas semanas (ou meses) do trabalho e ficar em casa, com meu pai.
De início pareceu fácil, até porque ele adquiriu uma autonomia legal pra fazer uma porrada de coisas que até agora eu não consigo imaginar como uma pessoa consegue fazer usando muletas e sem poder encostar um pé no chão. Whatever, assim começou minha jornada em casa, como pseudo-dona de casa.

Adianto que nunca fui profunda conhecedora do drama doméstico... comecei a trabalhar bem cedo, mal parava em casa, então poucas vezes na vida lasquei meu esmalte lavando louça. Admito. Bem dizem as mães resmungonas que o serviço doméstico é a coisa mais ingrata que há no mundo. É mesmo.

Vamos aos fatos:

- não importa quantas pessoas estejam em casa, sempre, sempre, muitos copos estarão sujos em poucos minutos após você ter terminado de lavar a louça. Pessoas tem o incrível dom de usar todos os copos possíveis e imagináveis (do escorredor, do armário, até copo trincado neguinho pega só pra não lavar a louça);

- tirar restos de comida do prato é luxo. E claro, a encarregada da louça tem que cuidar de toda aquela coisa que sobrou no prato de tooodo mundo. Isso quando não tem uma visita folgada que resolve colocar o prato com os restos na pia! Adivinha? Entope! Porque ao contrário dos filmes americanos, minha pia não tem triturador e eu não tenho um encanador gostosão pra chamar. Ah, o ralinho é outra coisa cruel, né? Sem comentários quanto a isso... gostaria de um triturador pra não ter que passar por isso;

- algumas pessoas pensam que, enquanto cozinham, tem uma câmera escondida transmitindo as imagens pra algum programa da tarde. Essas gostam de picar cada ingrediente e colocar num potinho, deixar tuuuudo semi pronto, picar 300 ingredientes e sujar 300 potinhos. Meu pai é um desses aí. Paciência.;

- cozinhar é para os fortes. Exige um quê de auto-estima inabalável e muita criatividade. Primeiro que, cedo ou tarde, sua família começa a esculachar sua comida, seja porque cansam, porque cada um preferia um prato, porque família não é família sem uma sapateada no seu ego e pra isso dá-lhe auto-confiança par permanecer firme e forte nas tarefas do lar. Segundo porque cada dia você precisa cozinhar uma coisa e chega uma hora que não há cybercook que te salve; você deve usar sua criatividade para misturar coisas, fazer gororobas apetitosas (ou pelo menos comestíveis);

- estender roupas dá uma puta dor nas costas. O.k., é exercício, você se alonga, blá blá blá, mas ô atividade chata, viu. Depois, quando começa a gotejar, só dá a louca descabelada correndo e arrancando tudo dos varais. Detalhe: uma dona de casa insana é facilmente identificável pelos pregadores que ela coloca na barra da blusa que está usando (e às vezes esquece de tirar heheheheheh);

- produtos para microondas nunca falam a verdade. Se a embalagem diz "8 minutos", aposte que ou serão 6 ou 10, e você só descobre comendo lasanha queimada ou um hot pocket com um iceberg no centro do hamburguer;

- o óleo sempre espirra quando algo molhado é colocado dentro da frigideira. Aprendi isso da pior forma possível;

- alguma coisa esquecida sempre é lembrada quando a compra já passou pelo caixa do supermercado;

- animais de estimação tendem a fazer mais sujeira do que a família toda. Ainda assim, algumas vezes preferimos os animais de estimação.


Besos!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tô de greve!

Manifesto da greve de 14 de maio, por tempo indeterminado.


Chega, cansei! To de greve! Greve da vida, só volto a viver com melhores condições de trabalho! Minhas reivindicações são simples e buscam uma melhor qualidade de vida. Tenho mais o que fazer que apenas sobreviver. Minhas reivindicações estão abaixo, sem negociação

- Menor jornada de obrigações: Como viver direito se temos que cumprir uma série de obrigações o dia todo? é trabalho, faculdade, exigência da família, fazer isso, aquilo, favor pra amiga?! Assim não pode, assim não dá! Quanto mais se cumpre, mais resta a cumprir!
- Melhor ambiente de trabalho:
-além do monte de obrigações, a companhia para fazer o serviço é fundamental. Sugiro mudança das pessoas do ambiente da vida, com menos pessoas folgadas, falsas amigas e que relutam em usar desodorante durante a jornada diurna, além daquelas que falam pegando em você.... bah!!!! ;
-melhor decoração do trabalho: chega daquelas paredes descascando e divisórias amareladas! Usem uma textura, pendurem um quadro, peloamordedeus! O banheiro-cubículo de escritórios, consultórios e afins sufoca mais que mãe judia.
- Aumento de benefícios: Nõa há benefícios em se viver essa vida de agora, sério. Exigimos vale transporte, vale refeição, vale cinema, vale jantar-a-dois-com-namorado, vale-bar-com-amigas, vale motel, vale táxi-para-dias-chuvosos, vale roupa nova...
- A atual condiçaõ da vida é cheia de burocracias, exigimos a dinamização dos processos e menos relatórios para todas as pessoas que se acham no direito de saber da nossa vida.
- A assitência de saúde também anda precária. Chocolates para tpm, remédio para dor de cabeça e para cólicas além de absorventes deveriam ser sempre de fácil acesso e subsidiados pelo governo.
- Justiça nas relações: os términos de transações com os rolos deveriam ser justas, cada um com o mesmo nível de dano e sofrimento, sem falatórios. Liberdade para ir e vir, amizades que dão o mesmo tanto que recebem. Nada de exploração da minha boa vontade, que já não anda muito!
- Férias remuneradas: tirar férias da minha vida é algo extremamente saudável. POr que não posso viajar, relaxar, ser outra pessoa de vez em quando? Andar por aí pelo menos um dia sem cara de "só tenho o passe de busão pra casa"?

Acredito que com dotas as reivindicações sendo atendidas terei maior produtividade, uma paciência maior e uma pele mais bonita.


-

Ps: o companheiro Andreas se uniu ao movimento e exige um pato e uma bola.

terça-feira, 11 de maio de 2010

LEITURAS: Superfreakonomics

Eu terminei de ler um livro semana passada, o Superfreakonomics. Pra quem não conhece é um livro de um economista chamado Steven Lewitt e um jornalista, Stephen J. Dubner que usam as ferramentas da economia para responder questões do nosso dia a dia. Eles escreveram um outro livro antes desse, o Freakonomics, que deu um rebuliço enorme por provar estatísticamente como um dos efeitos não esperados do aborto nos Estados Unidos foi a queda da criminalidade. Ainda não empolgou? Pois saiba que esse livro é espirituoso e super bem escrito, com palavras acessíveis (nada de economês chato que serve só pra enrolar) e a hipótes deles é a mais legal: As pessoas agem por incentivos.

Ok, óbvio, os seres humanos são como ratinhos: coloquem um pedaço de queijo e eles aprendem o que você quiser que aprendam, dê um choque e eles te morderão cada vez que você chegar perto. A grande questão com humanos é a identificação de quais incentivos estão envolvidos no conjunto de forças! por exemplo: se eu te der um chocolate, você vai pegar. E se ele estiver à 100 metros de você? E se você tiver que pegar um ônibus pra achar o chocolate? Depende de como anda a preguiça, a vontade e a TPM, você pode tomar atitudes diferentes nesse aspecto. Nesse livro há a diferença entre a vida profissional de homens e mulheres em relação a salário e a competência, inclusive há relatos de pessoas que mudaram de sexo. As mulheres que viraram homens foram consideradas "mais inteligentes e competentes" depois da cirurga, enquanto o efeito contrário acontecia nos homens que viraram mulheres. Fantástico!

E pra provar ainda mais como o Divã tem tudo a ver com esse livro, existe também a prova da correlação entre a televisão e a melhor qualidade de vida das mulheres na Índia. A televisão faz com que as mulheres tenham menor fertilidade, que não aceitem tão facilmente a violência doméstica e busque um emprego fora de casa, como as moças das novelas. O Divã, ligado em tudo o que tem a ver com o universo feminino, aprova essa leitura!

É curioso ver como nesse livro o universo feminino foi abordado. Bem, não vou ficar mais enchendo linguiça, leiam e me contem sobre o que acharam. Dá um bom debate os livros desses autores!

Outros assuntos interessantes nos livros:

-Por que os traficantes ainda vivem com as mães?
-O que as prostitutas têm a ver com papai noel de shopping?
-O que os professores e os lutadores de sumô tem em comum?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O tal (presente) do dia das mães

Dia das mães tá chegando e todo ano é aquela cooouuusaaaa: comercial das Casas Bahia, Ponto Frio, blá blá blá... você pensando em comprar uma simplória blusinha pra sua veia enquanto ela sonha com um celular com nome de comida (no outro ano era Chocolate, agora Cookie, onde isso vai parar?!) cujo manual nunca será lido em vida. Há também os sonhos de consumo dos pais e mães, que englobam os lançamentos do Polishop, acoplados no inconsciente de sua genitora enquanto ela cochila no sofá com a TV ligada. De George Foremam ao Super Juicer hauahauahauahaua
O.k., os dois caminhos são: pergunte o que ela quer e prepare-se pra uma facada ouuuuu compre uma blusinha e seja feliz.
Você pergunta:
- Mãããe, o que você quer ganhar?
- Naaaaaada... não precisa de nadaaaaa... você vai gastar seu dinheiro comigo? Não precisa, você tem que guardar dinheiro pro seu futuro... você gasta muito, ainda compra com cartão e paga juros, paga o dobro com os juros e.... (yada, yada, yada)
Agora, experimente aparecer sem presente. Tente, só uma vez. Você ouvirá até o juízo final. Ou sentirá, porque quando mãe não fala, alfineta.
Cientes disso, fornecemos o tal presente à mãe. Quase sempre uma roupa que não serve e ela troca, que ela não gostou e troca que gostou, mas queria diferente e... troca.
Dar utensílios domésticos é a coisa mais arriscada do mundo, porque você nunca sabe se sua mãe anda numa vibe modernete e tratará com desprezo panelas, frigideiras, jogos de prato e coisas afim. Ela pode (justamente) dizer que aquilo não é presente pra ela, mas pra casa, e você fica com cara de pastel.
Ao aparecer com o presente, o discurso do “não precisaaaaava! Você ta gastando comigo e ...” se repete. Você escuta, discorda, dá o abraço e ela abre cuidadosamente o embrulho pra aproveitar o papel de presente.
O fato é que agradar plenamente uma mãe é a coisa mais impossível do mundo... você pode acertar uma porcentaaaagem e tals, mas sempre vai ter uma reclamaçãozinha, um fio puxado de roupa, um jogo de sobremesa tomado como inútil, uma viagem pra um lugar que não era o que ela realmente queria, um jantar indigesto no restaurante caro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fases da vida


Existem cinco fases da vida em que você sai de casa especialmente arrumada (e quando os homens são obrigados a usar gravata): para aniversários de 15 anos, para formaturas, para casamentos, para batizados e para enterros. Assustadoramente a sua idade vai sendo revelada pelo número de reuniões desse tipo para qual seus amigos e conhecidos começam a te chamar. Minha irmã foi a duas formaturas esse mês, e em maio eu já fui convidada para doisa casamentos! Pois é, não é à toa que o relógio biológico das mulheres disparam, a coisa é tão bem organizada que até os papos mudam drasticamente em cada uma dessas festas! A probabilidade de perguntarem sobre quando você vai casar, ou quando que o futuro noivo irá aparecer aumenta e muito nos casamentos, assim como as pressões sobre filhos em batizados. Afinal, até que ponto nossas ações têm influência da sociedade? Hoje somos mulheres modernas, 2.0, podemos fazer tudo o que der na telha, e mesmo assim seguimos o mesmo padrão há anos. Ficamos anos longe da igreja, dormimos quando o padre começa a falar só acordando na hora de ficar levantando, sentando e ajoelhando, e mesmo assim queremos um casamento religioso. Ou um batizado nos conformes. Esse tipo de atitude seria hipocrisia? Ou mais uma vez uma "maria vai com as outras?"
Eu acho que pode ser por que mesmo mulheres modernéticas podem ver beleza e mérito em um dia de "mulher á moda antiga", onde preza-se o cavalheirismo e os belos vestidos (no caso da formatura, os bailes e os belos vestidos, por que achar cavalheiro em festa de formatura, especialmente aquelas que acqabam em axé, é raaaaaaro!). Ou quem sabe, acabam se rendendo ao que a família acha certo, tantas são as vezes que eu escuto que casamento é pra familia, já ouvi de batizado e de formatura também. bem, não sei se podemos colocar todas as mulheres em uma mesma razão para fazer algo, eu mesma me sinto estranha. Até quero umas coisas tradicionais, mas pra mim é tudo tão diferente... quero sim ter alguém pelo lado de mim, uma família, mas nã sei se é pelo o que todos acham. Será que todas essas mulheres que seguem os padrões se sentem únicas e diferentes, por seus motivos serem diferentes das outras? Ou a idéia de arremessar o buquê em suas amigas desesperadas pra ver elas se matarem acaba superando qualquer filosofia? Afinal, precisamos filosofar pelas razões que nos fazem escolher? Post metafísico, não? Espero achar as respostas antes das reuniões de funerais...

Beijos da Marie!


Ps: Tá, botei uma foto da minha viagem! Eu não sei arrumar nada no fotoshop, então foi no paint mm! Essa sou eu no Madame Tussaud's, museu de cera de Londres, perto da Baker Street. E eu estou pegando na bunda (de cera) do Robert Downey Jr! \o/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

De volta ao mundo!

Bem people, voltei! Demorei mas voltei para o cantinho mais rosa choque da blogosfera! Bem, como donna Anna Oh! já disse, estava em uma viagem espiritual pela Europa, onde matei minhas neuroses de estar a apenas 5 anos da mulher balzaquiana comprando vários hidratantes antiidade franceses e me matei de rir com os ingleses fofos! Bem, no que cabe a falar para vocês do Divã é que não pude dar uma de antropóloga sexual nesses países visto que estou comprometida com o meu gatinho aqui no Brasil, mas pude tirar algumas conclusões:


Franceses (Paris):
Cidade interessante para levar o cara da vez, ou levar bolo pra festa mesmo. Sim, eles são fedidos, e olha que eu estava pegando temperatuas negativas, com gelo na rua e tudo! Entrar no metrô e sentir o futun é brochante na certa! Eles não são bonitos, tem um quê de elegantes, mas são pequenos e com cara de fresco. Desmistificação total. Nem falar em francês salva, por que els continuam a ser mau humorados até que você se disponha a gastar alguns euros. Deu pra tirar muitas fotos de bundas gregas, o louvre é cheio delas! O único francês fofo era o da recepção do hotel, mas ele veio se oferecer em levar um chá pra minha irmã no meio da noite, e isso é muito estranho, então deixou de ser fofo.




Ingleses (Londres):
Cidade para ir solteira se você curte uma pegada mais punk/indie, comer em pubs e se divertir na vibe underground. Ah, e dentistas já! Tinha uns ingleses que me davam frio na espinha, aflição total! Mas em geral possuem um humor estilo Mr. Bean que eu adoro, fazem muitas caretas engraçadas e são super gentis, tive a minha mala carregada sempre que usei o metrô, o máximo! Aparentemente tomam banho e são super receptivos. Não é à toa que eles que inventaram a expressão "o cliente tem sempre razão". Fora isso, no museu de cera eu tive a sensação de duas taras em uma: pude apertar a bunda (de cera, mas realística) do Robert Downey Jr. vestido de Sherlock Holmes! Amo os dois, hahuahuaha! Ah, e lá também tinham aqueles anúncios nojentos de sexo nas cabines telefônicas. Isso é que é globalização!


Bem, está aqui o meu prometido relato de como são as coisas lá do outro lado do oceano. (Ah, antes que eu me esqueça, não vá de classe econômica. Não há dinheiro no mundo que seja suficiente para você conseguir esticar suas pernas e ficar sem um babão com o cotovelo na sua costela por mais de 11 horas!)


Esse é post introdutório da minha volta, logo voltarei com mais posts interessantes, inovadores que irão mudar sua concepção sobre o universo e tudo o mais!!! Tá, é pretensioso, mas é uma puta responsabilidade tentar segurar o blog sem o Andreas e a Anna, afundados no último ano da faculdade! Please, não desistam do divã! Nós te amamos! Temos promoções! Huahuahuahua!
Bjus descongelados da Marie!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O que acontece com o Divã?

Tomei a liberdade de fazer um post pra justificar nossas férias forçadas, e conto com a compreensão, aceitação incondicional e abraços winnicottianos de todos. Vamos lá:
Esse é o último ano de facul pra mim e pro Andreas. O que significa que estamos lascados. Juro pra vcs que NUNCA vi o Andreas lendo um texto e grifando... e olha que são 5 anos de convivência. Pois é, galera... ele ta estudando de verdade. Hauahauahauaahau
Bom, eu to na mesma maré, lendo coisas quase incompreensíveis, batendo a cabeça na parede repetidamente e indo em alguns eventos (palestras, congressos, simpósios) pra dar up no meu TCC. Nessas aí conheci um universo fascinante, gente diferente, gente igual, gente... e acho que quanto mais se conhece gente (acima de tudo) é um sinal que o trabalho anda no caminho certo.
A Marie tava na Europa, povooo... Pais e Londres (até onde eu sei) e vai simmm contar um cadinho sobre a hospitalidade, a boa pinta e a semi-perfeição dos rapazes ingleses... uiiiiii
No mais, tentaremos nos desenrolar em breve, pra que a programação normal volte, com traduções / interpretações cretinas, deitando no divã, leituras e posts sobre o incrível universo feminino =)


Bjões!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Maratona "Deitando no Divã" 19

Baseados nas maratonas televisivas nas quais você passa 4 horas assistindo o mesmo desenho ou seriado (para a felicidade de uns, infelicidade de outros, e pela falta de criatividade da emissora), nosso honrado blog resolveu lançar uma maratona do Deitando no Divã!Recebemos muitos casos nos últimos tempos e, para que mocinhas não arranquem os próprios cabelos, não roam unhas nem decapitem namorados, ex, peguetes e afins, está aberta a temporada de casos e mais casos! (Por Anna O., Marie Curie, Andreas Ribeiro e Mariana Valente)

Caso 36: "Bom, primeiramente gostaria de dizer que acompanho o blog, e sempre vejo as pessoas se abrindo e nunca me imaginei escrever algo sobre mim... Mas de uns tempos pra cá estou precisando de uma opinião externa... Então, há quase 5 meses conhece um rapaz (4 anos mais novo - Lembrando que eu tenho 24) em uma festa, que não rolou nada, mas trocamos informaçoes para mantermos contato.
Dali ficamos uns 15 dias conversando diariamente pelo msn, e nos conhecendo (e descobrindo que, incrivelmente, tinhamos absolutamente tudo em comum - gostos, histórias de vida e bla bla bla). Marcamos de sair, ele e um amigo, eu e uma amiga. Ficamos naquele dia (que foi horrível.... não houve química, beijo nao "encaixou").Ainda sim não foi motivo para eu desistir (não sei porque, afinal eu não estava envolvida sentimentalmente, mas resolvi dar uma chance, afinal, tinhamos muitas coisas em comum - inclusive o fato de ambos estarem saindo de relacionamentos longos, e de não querer algo sério, pelo menos naquele momento)... Continuamos conversando pela internet... Passados mais uns dias, marcamos de nos ver novamente em uma sexta-feira, mas dessa vez foi mais sério, fomos sozinhos, e passamos a noite juntos, acordamos e tomamos café no dia seguinte...Dessa forma fechamos várias semanas: nos vendo sexta, sábado e domingo... Começamos a nos ver durante a semana também (férias de ambas as faculdades). Fui me envolvendo, ambos conhecendo coisas novas, conhecendo a família um do outro, dormindo um na casa do outro, etc...
Um certo dia saí com amigas, passamos o dia na rua, bebemos à tarde e à noite liguei para ele dizendo que queria ve-lo, ele deu uma crise de ciumes, pois tinha outros rapazes (que eu nem conhecia) no lugar onde nós estávamos. Em sumo: não nos vimos naquele dia, e brigamos uma semana seguida por causa deste dia.
Após isso, uma amiga minha deixou de apoiar a minha relação com esse garoto (por dizer que ele era criança demais). Fato é que, perdi uma amiga porque ela era contra esse relacionamento (logo vê-se que não era tão amiga assim).

Há cerca um mês em uma conversa ao telefone ele mencionou que eu era solteira (não me lembro bem qual era o papo), mas eu soltei em tom de brincadeira que eu estava solteira porque ele queria... Dai ele veio com um papo: "Não é pq é vc... é só pq eu não quero nada serio agora... bla bla bla..."Depois desse dia, nos vemos apenas uma vez, mas o que tem me chateado é o seguinte: ele já não me liga mais (mas quando eu ligo, ele é o cara mais fofo ao telefone), e nos falamos pouco ao msn (mas ele tb é o cara mais fofo quando estamos conversando...). Estou gostando dele de verdade, mas estou me cansando da sensação de correr atrás o tempo todo...
É difícil parar de pensar nele, mas achoq ficou claro que ele não quer nada serio... Alguém pode me ajudar?"

Então, flor, não tem como. Se ele não quer nada sério e vc gostou, é game over. Vc vai se desgastar e o cara tá numa outra maré. A questão é: se a coisa flui entre vcs, dá suas espacadas junto com ele e tenta (mas sem alimentar expectativas); porém, se vc já tá apaixonadíssima, bola pra frente, próximo da fila, pq esse não quer nada sério... como vc e ele haviam "combinado" no começo.

Ok, vamos por partes. Primeiro: eu sou meio que contra ese papo de levar uma amiga pra fazer um "double-date" com o amigo do potencial peguete. A pressão fica bem maior, irônicamente. Tem sua amiga lá analisando o rapaz com você, se vocês ficarem eles vã se sentir na obrigação também... prefiro mergulhar na piscina fria: se é pra conhecer, que seja sem muletas. Mas é uma questão de gosto, ok? Mas o problema em si: vejo você como participante de duas teorias masculinas recorrentes: a do "ciumento sem compromisso" e a do "vamos ser amigos". Tem muitos homens que mesmo sem compromisso tem pity de imaginar que a garota que ele está pegando tem interesse em outros. Isso por que faz parte do rolo ele se sentir suuuper necessário, em um pedestal mesmo, mas ainda sim mantendo os horizontes abertos PARA ELE. Esse ataque de ciúmes creio que foi muito mais por orgulho e por querer seu carinho que algo mais profundo. Já por outro lado, tem mais uma pá de homem que pensa em terminar o relacionamento da melhor forma possível, sem confronto, mulheres descabeladas e por aí vai. Daí ele vai cortando relações, sendo fofo sim, mas esperando que a relação vire amizqade (e podendo até virar algo mais no futuro, mas só se ELE quiser). Diagnóstico? Ele não está mais afim de você. Veja se consegue voltar ao rolo sem compromisso (o que eu acho difícil, já não vai mais ser igual) ou, o que eu acho melhor, bota a fila pra andar!

Vamos lá: Eu discordo que é um fato que ele não está afim de nada contigo. Demonstrar ciumes pode significar que ele tambpem está se envolvendo e teoricamente ele não queria. Esquecemos de pensar no fato de que quando a uma outra pessoa, ela também pode ter suas dúvidas e seus momentos de titubear em uma coisa ou outra, portanto eu sugiro pra você uma técnica milenar pra resolver esse problema, ela é antiquada, mas constuma ajudar muito: A CONVERSA! Chega pra ele e diz que tem sentido falta das ligações dele, se ele não quer se envolver mesmo, porque ele demonstrou ciumes e tals, enfim, descobre qual é a real mesmo e não tire conclusões!
Eu concordo com a Anna, quando a pessoa enfatiza o fato de "não querer nada sério" e faz questão de demonstrar, é porque realmente não quer nada com nada... Ele pode gostar do seu jeito de ser, gostar de passar tempo contigo mas nada que ultrapasse esse limite, e parece não ser o bastante pra você, que quer se envolver mais... Pra mim, essa demonstração de ciúmes também não passa de possessividade, que é tão comum mesmo em pseudo-relacionamentos assim. Meu conselho é: caia fora antes que seu coração fique mais machucado ainda, porque dar murro em ponta de faca só vai machucá-la ainda mais...
Caso 37: " Olá meninas, inspirada nos outros depoimentos da maratona resolvi contar o meu, antes que eu ganhe o Prêmio Framboesa de melhor otária do Ano. No final do ano passado eu terminei um namoro, que durou pouco mais de dois anos e resolvi faze-lo pois a relação não tinha futuro do jeito que estava, ele já havia terminado comigo uma porção de vezes e eu sempre corria atrás, nunca demonstrou que eu era prioridade na vida dele e não me dava valor. Também não conseguia conversar com ele pois toda conversa era uma briga pra ele, e quando realmente brigávamos ele terminava comigo e isso foi desgastando meu sentimento, afinal se uma pessoa vive me mandando embora é porque não gosta de mim, enfim eu o avisei que ele podia terminar comigo quantas vezes quisesse mas quando eu terminasse seria uma vez só, e foi o que aconteceu. Quando ele mudou de trabalho e conheceu uma turma nova começou a me colocar em segundo plano, ele já meio que fazia isso com amigos dele, o que eu entendia afinal era amizade de anos, mas começar a fazer o mesmo com gente que ele mal conhecia e já estava chamando de amigo?!?!Essa situação me deixou passada, sem falar que eu fiquei encanada com uma colega de trabalho dele da qual ele vivia citando, só que quando eu manifestava minha insatisfação ele me chamava de louca, dizia que eu estava imaginando coisas e brigava comigo. Enfim, tudo isso me levou a terminar o namoro, mas eu nunca deixei de gostar dele. Depois do termino ele correu um pouco atrás, ficou muito mal mas eu não quis saber pq quando eu queria discutir os problemas ninguém queria me ouvir, e agora eu tinha que escutar??? Não mesmo, dei o caso por perdido e parti para outra. Conheci um cara, comecei a namorar, fiquei bem por um tempo mas desde julho deste ano tive uma recaída. Resolvi parar de lutar contra meus sentimentos, terminei meu namoro ( que não estava muito bem das pernas...) e corri atrás , pedi para voltar, queria recomeçar em outros patamares pq quando ligava para ele via que ele tb me
amava ainda e que reconheceu seus erros e tudo o mais. ele parecia ter amadurecido, mas foi só falar que eu queria voltar que a figura mudou, estamos conversando há 4 meses e pra resumir todo o discurso do moço o caso é o seguinte, ele me ama, pensa em mim todo dia, mas não vai voltar a namorar comigo nunca mais pois eu acabei com a vida dele, eu destruí os sonhos dele, causei uma dor inesquecível e ele não vai se arriscar a passar por isso tudo novamente, principalmente pq eu preferi ir namorar outra pessoa a voltar com ele. Ele até diz que queria voltar mas não consegue, pq não consegue suportar a idéia de eu ter ficado com outra pessoa, mas ai está a hipocrisia pois ele tb ficou com outra pessoa, justamente aquela colega de
trabalho da qual eu tinha ciúmes. Nesse tempo todo eu venho galgando os degraus da humilhação pois achei que como eu havia terminado tinha que voltar um pouco por baixo mesmo, mas eu já passei do limite, e ainda fico me culpando achando que eu estraguei tudo, que Eu joguei fora o amor da minha vida e tudo mais. Olhando de fora o que da pra dizer é que ele não mudou nada, continua a não me valorizar e a não me priorizar, está mais moleque do
que antes, mas Eu só consigo enxergar que ele me ama, e que eu tenho que lutar mais por ele, sendo que obviamente não é assim...O que devo fazer????Eu não me aguento mais, é só carência, sentimento de posse, falta do que fazer, não aceito a rejeição ou eu realmente o amo? E se ele
realmente me ama pq não quer ficar comigo??? HELP
Ps* Eu até pedi o livro "Ele simplesmente não está afim de vc" pra Anna, mas
lá não há nada específico para meu caso...
Abraços,
N."

Parece que vcs tem visões diferentes: ele tava afim de curtir com amigos, colegas de trabalho, tava numa pegada de se socializar (até demais); mas acho o seguinte: a partir do momento que namoramos, devemos levar em conta a opinião do outro... não é concordar, é simplesmente tentar chegar num acordo, num meio termo que agrade a ambos. E é justamente nesse ponto que parecia não funcionar, porque diálogo virava quebra-pau e po.. até quando vc tenta reatar não há diálogo! Achoq ue pra um relacionamento funcionar, a comunicação deve ser boa, e isso só se consegue aos poucos; primeiro você balbucia e sua mensagem é quase ininteligível (dai vc desenha heheheheh), depois vc aponta, frisa palavras-chaves, depoooois pra frases completas e NUNCA, absolutamente NUNCA solte um sermão de milhões de caracteres... porque os homens não escutam um terço disso. E parece que vocês pararam no primeiro estágio e não avançam. Ele já disse que não quer, mas tente conversar com ele sobre as razões disso antes de chegar na defensiva, dizendo que ele também ficou com a piranhinha do trabalho. Sério, vá desarmada... relacionamento não é um juri, não vale taaanto argumentação, mas compreensão. Então, mulher, encarne a pacificadora e tente um último diálogo de paz.

Bem, eu acho que o que realmente rola entre vocês não é amor. Por um segundo achei até que eu é que estava escrevendo esse caso, hahaha! Eu acho assim: quem começa a usar o "vou terminar com você" como tática para terminar discussões e sempre ganhar, tem uma visão de amor possessiva, em que ele ganha. Não teria a menor razão do mundo para alguém que resolveu terminar um namoro ter que se humilhar para conseguir o amor de volta, acho até que esse é um erro comum. Se terminou, é por que não deu certo, por que o amor acabou. Não pode ser nunca uma forma de ser superior ao outro, "eu terminei então eu o humilhei e tô por cima". Se você entender para o meu lado, vai ver que ele não vale a pena. Ele gosta é de ser mimado, de ter alguém no pé implorando. Olha só: você está igual a quando vocês namoravam: ele agindo como se estivesse sempre sendo ofendido e humilhado e você lambendo ele para passar o dodói dele. Eu acho que não rola mais amor, rola a lembrança que é normal de todo relacionamento longo que marca a gente, pro bem ou pro mal. Ele NUNCA vai mudar, por que ele acha que está certo. Pode falar o que for, esse é o jeito dele. Amor como posse, deixar os amigos e profissão acima da mulher, chantagista emocional. Antes que você achem que estou metendo o pau no rapaz, nada disso é defeito se você conseguir lidar com isso. E você realmente acha que, com um cara desse jeito, você foi a única responsável por matar o grande amor entre vocês? Vixe, relaxa! Toca sua vida que eu também acho que terminou, é pra sempre.

A primeira coisa que eu pensei, quando terminei de ler, foi: "Manda ele procurar terapia". Porque alguem que não consegue voltar, e ainda nesses argumentos, meio estranho, parece-me que ele não tem um bom equilíbrio emocional! Quanto ao que você tem que fazer... Não adianta dar murro em ponta de faca, se ele continua irredutível em voltar, é tentar esquecer e descubrir se era carência ou amor mesmo. Vocês poderiam tentar ficar ou começar com algo descompromissado, é difícil pra quem já namorou, mas poderia funcionar.

É amiga, faço minhas as palavras de Marie... Querer manter relacionamento por ameaça é o uó! A vida parece um campo minado e qualquer passo em falso é uma bomba... Isso não é justo com nenhum dos dois e ao meu ver, você tomou uma decisão sensata ao querer botar ponto final nisso já que você não estava se sentindo bem... Agora, ele correr atrás de você que nem um babão, reconhecer que errou e tudo o mais, seria um forte indício que ele mudou, certo? Que amadureceu, que aprendeu pela dor... ERRADO! Ele demonstra querer estar no controle novamente, quando dizia que iria fazer e acontecer e terminar tudo se você não fizesse assim ou assado, ele queria tomar as rédeas da relação, e no momento em que você deu o braço a torcer, essa faceta dele se torna evidente de novo, dizendo que agora ele não quer... Com certeza vocês viveram coisas muito legais, bonitas e que sempre serão lembradas com carinho, mas acho que se você tentar retomar de onde pararam, essas lembranças vão dar lugar a mais mágoa e ressentimento... Sinceramente, também não acho que isso é amor, e que você deva procurar a felicidade em outro caminho...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Medo da Coleira

Nunca entendi o tal medo da coleira que os homens têm. Nunca. Perguntem-me sobre esquizofrenia, fobias, distúrbios do sono e posso apontar-lhes algumas explicações, mas nunca, nada que envolva a aversão masculina à bola de ferro imaginária pareceu apresentar alguma lógica para mim.
Quem, geralmente, inicia um relacionamento atribuindo a ele o título de “namoro” é o homem, porque ele quaaase sempre é quem faz o pedido; a mulher concorda e pronto: temos um casal namorando! Acontece que no momento do pedido é o sujeito quem amarra a bola de ferro imaginária no próprio tornozelo (e no da guria!)... a tal bola com a qual passará a travar grandes batalhas durante todo o relacionamento!
Basta um comentário maldoso do amigo: “tá na coleirinha, hein?” para que o rapaz reaja tooodo defendido “não, não, coleira nunca!”
E aí, como se devesse afirmar os limites de sua liberdade, o homem nega, tenta provar a todo custo que não é controlado pela “patroa”, que não é pau mandado nem adestrado e rebela-se. Mas vamos retornar às origens das coisas...
Se tudo começa com a mãe, a lógica deve ser por aí, né? Então eles tiveram uma figura feminina que exercia certa (talvez até traumática) autoridade em suas vidas, que lhes ensinou condutas e que, persistentemente, tentou botá-los na linha para seguirem-nas. O.k.! Mas se você NÃO é mãe dele, isso já deveria ser um bom começo... ou não?
A segunda coisa a se observar bem é o relacionamento dos pais; se o cara cresce vendo a mãe ser a dominante na relação e o pai sendo o Sr.Banana claaaaaaaaaaaaaaaaro q ele se sente ameaçado por uma figura feminina e então “amarrar o burro” seria sinônimo de repetir essa relação.
Aqui cabe a reflexão: mas não há uma escolha quando o cara torna-se Banana? Quando a mulher fala “pula” e ele só pergunta em qual altura? Cada um assume o papel que bem quer...
E ainda, um terceiro elemento que não poderia ficar de fora do post é: há uma cisma masculina de que mulher quer compromisso a todo custo. Acham que o tabuleiro do nosso jogo sempre tem em vista uma aliança dourada e uma cozinha com geladeira de inox, e bom, minhas caras, nós sabemos que não é bem assim. Ás vezes queremos (um dia, quem sabe) às vezes queremos bastante (mas não morreremos sem isso), às vezes não queremos de jeito nenhum, mas sobretudo, querendo compromisso ou não, as mulheres também tem uma vida e metas que não se focam só em relacionamentos, mas na VIDA.
Acho que é nisso que o medo da coleira reside, no medo de deixar de ter uma vida por estar com alguém. O medo de que alguém roube seu amado espaço, seu tempo para fazer as coisas agradáveis e prazerosas que fazem com que cada um se sinta mais vivo.
Mas colocar limites ou não, conversar sobre isso, delinear a fronteira entre o que é vivência a dois e o que é dependência e invasão fica a cargo do casal. Tendo isso esclarecido, o medo se torna irracional e a bola de ferro imaginária tem tudo para sumir.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pais, filhos, pessoas!

Minha terapeuta costuma dizer (é, pessoas que fazem terapia iniciam frases assim mesmo) que um sinal de maturidade aparece quando a pessoa consegue matar o pai e a mãe. Matar o pai e a mãe simbolicamente!!! Calmaaaa! Huahauahaauhuahaua

Mas aí você faz cara de ué, porque ninguém “mata” pai e mãe (Hichtofen a parte). E po, como se “mata” algo ou alguém simbolicamente?

Vamos lá: a infância traz consigo a imagem de um pai e uma mãe super poderosos, onipresentes, oniscientes, fortes, sempre certos, sempre protegendo, segurando nossa mão na hora do medo, secando o colchão molhado de xixi, detentores da sabedoria universal e espanta-monstros de carteirinha! Já na adolescência desafiamos nossos pais, disputamos território, compramos briga, rivalizamos, mas eles ainda tem aquele “poder” inexplicável de resolver as coisas, de tornar a casa uma réplica de um quartel-circo-manicômio, de serem nossos pais.

Algumas situações da vida nos guiam por um caminho sem volta, no qual a “casca” do pai e da mãe é lentamente quebrada. Matamos os pais ideais e começamos a obter, por relances, uma idéia dos nossos pais reais. Aprendemos que eles fazem cagada, tem medo, que mentem, que choram, que fazem drama, que sentem dor, que ficam deprês, que se arrependem, que se machucam, que podem ir embora, que vão morrer...

Longe de serem heróis imbatíveis, destemidos e sempre confiantes, mas heróis da própria história; heróis com os pés no chão. São pessoas.

Não é fácil enxergar que nosso porto-seguro tem fraquezas, mas faz parte do ciclo que os anos passem tanto para nós quanto para eles, que nos aproximemos dos temidos 25, 30, 40, enquanto a senilidade os atinge em cheio. Não é fácil lidar com a imperfeição deles, mas que ela sirva para que aceitemos as nossas de forma mais tolerante; que elas nos tirem da cabeça as neuroses de sermos pais e mães perfeitos, porque nunca seremos (e essa é a graça da coisa).

Aproveito o post para me desculpar do sumiço. No fim de janeiro meu pai teve um pequeno acidente e precisou ser operado. Ficou de cama um tempinho, mas já começa a dar suas teimosas voltinhas na cadeira de rodas. Vou dar adeus ao meu medo de dirigir por pura necessidade de acelerar a minha vida. Now, I’m back! ;)