segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Psicolorgia VI – Objetos Transicionais dos relacionamentos!

Mais um teoria Winnicottiana aparecendo no Divã, os objetos transicionais surgem na teoria evolutiva do titio Winnicott como o primeiro objeto não egóico da criança, ou seja, é o primeiro objeto externo que ele reconhece como externo, apesar de ele ainda o sentir como parte de si, consegue fazer essa separação dele com o objeto.
Esse objeto pode ser qualquer coisa, mas costumeiramente pras crianças é aquele cobertor que ele não larga, uma chupeta em especial, um bichinho de pelúcia etc, e ele serve como uma conexão mãe-bebê quando a mãe não está presente, portanto ele é um objeto que “substitui” a mãe momentaneamente, nem que seja só na hora de dormir ou algo assim.

Como acredito que nenhuma criança de 3 anos esteja lendo o nosso Divã, então não me delongarei mais nos pormenores dessa teoria, mas à colocarei onde pretendo, relacionando-a aos namoros/relacionamentos em geral.

Certo, como assim, Andreas? Vou ter que fazer uma chupeta debaixo do cobertorzinho ao lado de um bichinho de pelúcia pra ele se lembrar um pouco da mãe ??? Nãoooooo!!! Não é isso, pelo amor de Deus =P

É que pensando um pouco nisso, reparei como alguns objetos se transformam em objetos especiais por nos remeter ao nosso companheiro (a).
Comecemos pelo objeto mais tradicional: A Aliança!
Porque os casais usam alianças? Quando eu e a Sra. Ribeiro pensamos em usarmos, nos questionamos isso, é apenas pra “marcar território?” é só porque “todo mundo que namora usa?” acredito que alguns vejam a aliança assim, mas para nós, não. Nós víamos a aliança como um símbolo de algo legal que era aquele relacionamento. Mas além disso, é como ter a presença da sua companhia quando ela não está por perto, é uma forma de manter sempre aquela pessoa contigo, como as crianças precisam de um suporte enquanto estão sem a mãe.

Assim como as alianças, outros objetos tem essa função, uma foto na carteira que você corre pra olhar quando bate aquela saudade, ou então um brinco ou alguma outra coisa assim, que você decide usar naquele dia que sabendo que será mais difícil, recorre pra ter ele(a) juntinho a ti.

Existem alguns outros objetos costumeiros, como corrente com a 1ª letra do nome da pessoa amada, ou aqueles chaveiros que se complementam e cada um fica com metade, objetos pra colocar na mesa do Trabalho, porta-retrato e outros tantos que funcionam como um objeto transicional no relacionamento!
Outra coisa que pode servir da mesma forma, mas que eu diria que eleva a outros níveis, é fazer uma tatuagem do amado, do nome ou de algo que remeta diretamente à ele, o princípio que seja o mesmo, talvez um pouco mais “exagerado”.

Quais os objetos que vocês usam ou já usaram que mais gostou??

Eu Andreas tenho uma boneca da Eve e a Sra. Ribeiro tem o do Wall-e fazendo par!!! Hoje eles ficam juntos em nossa estante ^^
PS. Desculpem-nos pelo pequeno sumiço dessa semana, Anna Oh. com alguns probleminhas e Marie terminando as férias se ausentaram essa semana, mas assim que possível o retorno será ao normal! Por isso não tivemos Maratona do Deitando no Divã, mas ela continuará. Tambem teremos mais uma participação especial, talvez ainda essa semana e em breve esperamos estreiar um quadro novo, Divã de uma forma totalmente diferente!!!

10 comentários:

Kesi disse...

Hum, já tive vários objetos do gênero... E nos meus três relacionamentos anteriores sempre houve aliança, cloar, fotos na bolsa e por aí vai...
Estranho pensar que no atual aparentemente não há nenhum objeto específico...
Beijos

Drêycka disse...

Andreas!
Tu é show!!! Amei amei ameeeei seu texto!

uhullll

:D

Madame Muáá disse...

Eu uso aliança mais por esse tipo,simbolo de amor e pra ter ele sempre por perto!
bjk

¤*Daia*¤ disse...

Óun, que post mais bonitinho! Me fez lembrar que tem um perfume que eu ganhei do meu namorado, e cada vez que passo e sinto o cheiro, fecho os olhos e lembro dele! Momento "mágico"! Hahahaha!

Bjo

Sarah disse...

esse negocio da aliança é curioso mesmo, é um pedaço do outro q ta em voce, com nome e tudo rsrs! mas eu gosto, acho legal, bacana e tem aquela tradiçao do sem fim ne, q tb vale!
beijao

Sweet disse...

adorei o post
=p

bjkas

Raquel Soutto disse...

Muito bacana. Eu tenho uma relação tão íntima com a minha aliança quanto com meu marido. E a presença dela no meu dedo é quase espiritual. Uma vez tirei ela pra trabalhar com argila e a esqueci na mesa de trabalho. Só lembrei no dia seguinte, quando saí de casa, pois é quando escondo a minha mão embaixo da bolsa no ônibus pra não chamar atenção de bandido(é moro do Rio). Eu entrei em desespero quando me dei conta que havia deixado ela pra trás. Era como se eu não estivesse prestando a devida atenção ao meu casamento. No fim, ela estava lá, sã e salva e logo voltou pro meu dedo.
bjos

Gabbi Leão disse...

Não sei se é porque estudo psicologia também, mas adoooooooro esses textos de "psicolorgia"! (E olha que eles já me ajudaram algumas vezes com alguns conceitos!). Defendo a tese de vocês darem aulas, seriam acadêmicos melhores que alguns que têm por aí.

João Lins disse...

"PsicoloRgia"?! Um ato falho desse tamanho não pode continuar aí, não acham, meninas? Sem orgias, por favor... mas só aki no blog, viu? Fora dele pode rolar de tudo!

Ksinha disse...

Olá, estava lendo artigos sobre este assunto e cheguei ao seu blog. Você saberia dizer o que pode acontecer se o obejeto transicional for retirado de uma vez só, sem a vontade da criança?