sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cruel to be kind...


Eu já fui muito irritada. Mesmo. Não levava desaforo para casa, deixava claro quando achava que meus limites estavam sendo ultrapassados e considerava que qualquer ataque à minha integridade era para ser combatida com unhas e dentes. Com isso eu saía de alma lavada, consciente de que eu disse tudo o que queria, mais ainda assim um bocado chateada por ter chegado a esse ponto de dizer tudo, por perder o controle o por ser muitas vezes grossa.Nada de mal ter você mesma como princípio direcionador da sua felicidade, ou seja, não se trair para ser feliz, o problema está na medida, não?


O problema é que eu percebo que, principalmente para as mulheres, somos condicionadas por nossa vida toda a sermos brandas, compreensivas, e qualquer sinal de firmeza pode ser interpretado como chilique feminino, grosseria e teimosia. Vivemos em uma sociedade em que o bem de outros é mais importante que o pra nós mesmas, resultando assim em mulheres que no fim se vêem esgotadas. "eu dei tudo pra ele e nunca recebi nada em troca" é o que mais dizem! Como se nós fossemos beatas, onde as pessoas nos devessem respeito e admiração pelo nosso sacrifício pessoal!


Aí eu me vejo em uma sinuca: tem como ser firme sem ser grossa? Enquanto eu fico nessa de pensar em um lado ou outro, acabo caindo no outro extremo, deixando as coisas passarem por medo de ser mal compreendida. e o pior, sendo socialmente recompensada pela minha omissão! Meninas, no fim somos nós que vivemos conosco! Ooooh, tá, conclusão idiota mas totalmente pertinente, pois só nós sabemos o que se passa. Na minha mente existe o mais crítico e impiedoso juiz, aquele que me conhece e não tem vergonha de me mostrar tudo o que fiz de errado na minha vida. E para tal eu nem preciso fazer algo errado, nem preciso trair a minha essência. Imagina quando fizer algo que me desagrada, não???


Enfim, é um pequeno desabafo nessa minha vidinha hoje. Cheia de juízes na minha mente, e com uma vontade incontrolável de me fazer ouvida. E ai de quem ficar na minha frente...


Marie emputecida com o trabalho fica por aqui! Assim que o forfé se resolver eu conto tudo pra vocês!!!


Bjus da Marie!!!


9 comentários:

Ju disse...

É um dilema e tanto, realmente!
Eu também tenho esse problema, sou totalmente intolerante com desrespeito. Sou grossa mesmo! Não levo desaforo pra casa! E, como você disse, fico de alma lavada.

Mas a sociedade cobra outro tipo de atitude mesmo. Porque sempre quando se "rebate" as pessoas fazem cara feia, porque vc foi grossa, como se o errado fosse vc!

Sinto, na maioria das vezes, que é como se fosse o seguinte: as pessoas têm o direito de desrespeitar as outras e estas devem agüentar caladas.
Só pode!

Enfim....

Adorei o blog! bjos

Ju disse...

Na verdade também tem a velha questão de querer defender a pessoa a qualquer custo, então, quando somos grossas, abrimos uma tangente perfeita pra ser usada, né?!
Me veio isso agora...
bjos

Luciana disse...

Adorei seu texto. Identificação total...rs...
Olha, não adianta ficar no dilema, temos que optar. QUalquer escolha gera um preço e calada ou de alma lavada ele será alto. Então prefiro falar o que eu sinto dentro dos limites da questão e ser grossa do que ficar calada, remoer uma injustiça e criar um cancêr. Primeiro eu verifico se eu tenho razão e a logica do outro. Depois disto, se o outro estiver errado, eu falo mesmo.

Desabafando disse...

É difícil mesmo achar esse equilíbrio....eu tinha um chefe que detestava, ele sempre me dizia: "vc tem que aprender a bater e alisar" e eu odiava ouvir isso, pois me sentia uma carrasca lidando com as pessoas que tinha que "bater" e me sentia falsa depois tendo que alisar sabe? Ainda bem que não trabalho mais pra aquele infeliz. Tirei um grande peso das costas quando parei de me preocupar com isso!

Luciana Håland disse...

É, somos educadas para sermos quietinhas, caladinhas, educadinhas, ... mas dá pra ser firme sem ser grossa, como também ser grossa de vez em quando faz um bem danado.
Beijo

Drêycka disse...

Meus pais vivem me dizendo que eu sou grossa... hehehehe

Eh charme, filha!

uhahuahuhuaau

*K-rol* disse...

Oi Marie!

ai menina, a turma que me conhece me chama de teimosa...
mas num é que eu sou teimosa, é que qnd vc ve a melhor forma de fazer as coisas, vc tem q aplicá-la!
hihihihi!

mas eh complicado mesmo lidar com tudo isso sem perder a paciencia ainda mais qnd dizem que vc tah tendo um chilique!
aiaiiaiaiiaiaiaii!

ai num dah! eu perco a linha!
haha!

espero que vc supere isso logoo!

beijooo a todos!

Ivana disse...

Neste ano este tem sido EXATAMENTE o meu dilema. Não sabes como fiquei aliviada de ler este teu post! Porque as vezes me sentia uma alienígina, A Grossa, A descontrolada. É como querer domar um dragão dentro de mim.
Desde então tenho feito terapia, o que me ajuda muito. Pelo menos ela sinalizou pra mim, que muitas vezes, com este jeito de "justiceira", acabo sendo usada por alguns (e eu estou falando do meu ambiente de trabalho) como "boi de piranha". E não é que é verdade?!
Adorei ler sobre isto hoje. Foi sintonia 100%.
Beijos!

Andreas Ribeiro disse...

Marieeeee ^^

Bom ter mais um texto seu... e espero naum ter sido "grosso" contigo.... tu sabe que não era a intenção...


Então, eu não acho que as mulheres tenham sido criadas pra serem "quietinhas" ainda mais hj em dia... nossa geração é "filha" da geração anos 70.... e já estamos com mtas mudanças...

Mas é realmente ser incisivo sem ser invasivo... isso é realmente um problema e as vezes sem solução... pois tem coisas que devem ser ditas e que não tem mtos modos pra isso... o que não pode é tornar a groseria um hábito e justificá-la como imprescindível!!


beijosss
Andy