sábado, 4 de outubro de 2008

Mulher de Malandro

Quem nunca ouviu falar dessa “classe” ou nunca classificou assim aquela sua amiga que não larga do pé daquele cara chato da classe que prefere jogar bola e fumar maconha com os amigos do que dar um pingo de atenção pra referida “namorada”.
Enfim, o objetivo aqui não é explicar necessariamente esta classe de meninas, mas sim, o fenômeno que as move a agir assim, ou seja, porque existem as pessoas que tendem a REPETIR os mesmos relacionamentos problemáticos de antes?
Dentro da Teoria Psicanalítica, vemos que as pessoas tendem a repetir os seus processos, de forma a alcançar aquela satisfação conhecida e também a frustração conhecida, de forma a se manter em “campo seguro” onde nada pode sair além do que já é o esperado, ou seja, mantemos nossa cadeia de busca-prazer-satisfação-frustação e por mais que reclamemos das partes ruins, voltamos a fazer de novo e de novo.
A Gestalt Terapia desenvolvida pelo Perls diz que enquanto não resolvemos um ponto “falho” em nós, repetimos as ações até que consigamos completar aquele ciclo (fechar a gestalt).
São teorias tentando explicar fenômenos que presenciamos constantemente, quem nunca ouviu alguém que disse “Aiii, eu atraio homem casado. Por mais que eu fuja desses tipos, eu acabo conhecendo um, depois outro... mas são eles que me procuraram, não foi minha culpa, eu não quero mais esse tipinho...” Aham, você pode até pensar que não quer... mas inconscientemente você estará desejante por essa repetição.

E agora a pergunta que não quer se calar? Como sair desse ciclo?
A resposta mais “correta” eu diria que é, Procure uma terapia! Sim, você vai conseguir entender mais claramente o que se passa e mudar esse seu comportamento repetitivo de frustação.... mas... saindo do protocolo e sendo mais claro... assim, só aqui entre amigos hehehe, como sair desse ciclo?
Imagino que o primeiro passo seja de fato você ASSUMIR que faz essas repetições e não jogar a culpa no acaso para esses acontecimentos... Depois você tem que compreender quais os elementos “comuns” nesses relacionamentos parecidos, o que você podia fazer, o que não podia, quais eram os pontos positivos da relação... quais dificuldades suas você NÃO tinha que lidar no tipo de relacionamento que você se envolve...
Tendo pensado nesses pontos, vêm o pulo do gato... MUDAR! Sim, tão simples e tão complicado, não? Mas é o necessário, você tem que se permitir mudar, se você só gosta de caras com cabelos sujos e piolho (exemplo esdrúxulo só pra não repetir exemplos anteriores e nem ofender qualquer outro grupo), deixe-se interessar por caras que não sejam assim, flerte com carinhas que lavem o cabelo e sejam asseados... simplesmente mude o foco um pouco e deixe que esse foco evolua, te envolva, apenas MUDE! Saia do seu ciclo, quebre essa cadeia de “segurança” e de “frustração”.

PS. Claro que isso só vale se você realmente não quiser esse tipo de relacionamento mais, se você é mulher de malandro e está DE FATO bem com isso... que seja, se você só pega homem casado e pensa em mudar só pra não ficar mal falada, não adianta... mas se isso está te incomodando, não se deixe enganar nas coincidências, você está repetindo ciclos e isso tende a continuar.

10 comentários:

R disse...

Bom texto, bem real mesmo, infelizmente é um pouco difícil quebrar estes ciclos, mas se quisermos realmente viver isso tem que ser feito, só depende de nós!

Bjos, bom fim de semana

Camilla disse...

Cara, amo demais esse blog.
Vocês todos escrevem muito!!!

Belíssimo texto =)

Beijos

*Raíssa disse...

Acho que as pessoas tendem a repetir os mesmos erros dos relacionamentos problemáticos anteriores porque gostam de sofrer. Elas não percebem, mas gooostam! Não sabem mais como viver sem os mesmos problemas, os mesmos sofrimentos. É doentio, mas cada um com seu (estranho) gosto né...

Beijos!

-=|Åñä £ú¢¡ä|=- disse...

A gente comete os mesmos erros quando não se questiona sobre os próprios sentimentos e o que nos faz feliz!

Bjs.

Marie Curie disse...

Andy, querido!
Adorei o post, xuxu! Posso falar aqui que vc é o malandro em questão? HUauhau, brincadeira!
Bem, concordo que uma vantagem de se prender sempre ao mesmo padrão é adotar o piloto automático: já se sabe tudo o que vai acontecer, e age da melhor forma aprendida. A desvantagem é que eu acho que ficar revisando a mesma situação, além de frustrante, é que a pessoa não cresce. Qual o desafio de resolver sempre as mesmas situações? Complicadinho né?

Beijos Adreas!

Mary West disse...

Todo mundo conhece alguma mulher com tais caracteristicas e p/ falar a verdade, achu que um relacionamento assim vale pela experiencia. Boua ou ruim, mas vale.

*•·• -=|KÅ®ÎÑÅ|=- •·•* disse...

Demaisssssssssssss o postttt!!!!
Parabéns!!!

Tem prestado atenção nas aulas nééé? =P

hehehehehe

Raquel El-Bachá disse...

Eu sou assim e descobri fazendo terapia que todos os carinhas com os quais me envolvo são parecidos em certos aspectos que não gosto. Não são malandros no sentido que vc colocou, mas são indecisos demais e imaturos. Parece que eles precisam de uma namorada que seja mãe deles também. Outro ponto: eles querem constituir uma família, mas não movem uma palha para que isso ocorra num futuro próximo (só esse fato me incomoda bastante).
Tenho uma amiga que adora ser mulher "a outra" e vive reclamando que só atraí homens comprometidos e que não prestam. Ela reclama, mas continua saindo com o peguete comprometido e galináceo mor e arranjando outros na mesma situação.
Beijos.

Renata - Mulheres Separadas disse...

Gostei muito do post. Realmente é difícil mudar. Acho que quando se está dentro de uma relação não conseguimos enxergar os absurdos que vivemos. É preciso coragem para enfrentar a duar realidade.

Anna Oh! disse...

Acho q essa tendência a repetir pode ser a própria tentativa do sujeito de sair do ciclo vicioso. Será?
O.o