quarta-feira, 11 de junho de 2008

Lugar de mulher é...

Não, não vou dizer que é no tanque!!! (o que não deixaria de ser interessante, também!)

Mas enfim, o título que pode ser polêmico, é pra trazer um assunto polêmico mesmo, pois pra mim, lugar de mulher é em casa... calma, vou me explicar!

Eu não me agrado muito com esse novo sistema de educação atual, a educação de uma forma geral está pobre, e cada dia mais nossas crianças são educadas por quem? creches, pelas "tias" das creches e por diversas pessoas que não tem um vínculo de fato com a criança, as vezes até tenha um vínculo maior, se for uma babá só daquela criança, mas ainda sim, não é criado por quem deveria ser, os pais.

Por isso, eu acho, e se um dia eu vier a ter filho, eu gostaria que minha mulher ficasse, pelo menos a primeira infância da criança, em casa, o que isso significa? uns 4 anos sem trabalhar, considerando gestação e tals. E pra mim, lugar de mulher é do lado dos filhos. Mas hoje em dia é ofensa querer isso, mulher acha que vai ser o pior ser da espécie se não produzir as coisas por si só e "largarem" algumas responsabilidades no cônjuge.

claro que vai vir aquela e dizer "Porque não fica o homem em casa?" e eu acho essa hipótese viável e melhor do que ficar a cargo de terceiros, porém, quem estudou Winnicott tem uma noção da importância da mãe nos primeiros momentos (e isso não pode mudar, é ela quem faz o parto, ela que tem que amamentar)e creio que o melhor pro desenvolvimento de uma criança é não quebrar esse laço nos anos seguintes, portanto seria o ideal a presença materna de fato!

Então esse post é pra pensar no papel feminino na criação de uma criança, pra mim o lugar dela é ao lado da criança por muito tempo e não 4 meses, da licença... ou 6 agora... como vocês pensam ser a criação do seu filho, estando ele a maior parte do tempo à mercê de outros??

17 comentários:

Anna Oh! disse...

Eu cogito a adoção ou simplesmente em não os ter. Mas caso viesse a tê-los, creio que seja bom, desde cedo, expôr a criança à frustração. Não é descuido, não é ser esculachada e largar a criança... mas toda criança deve e vai se frustrar. Acho que a mãe (suficientemente ou insuficientemente boa) deve estar´presente sim nos primeiros momentos, tanto quanto o pai, e acho mto pouco o tempo da licença. Porém, em determinado momento, o vínculo perfeito deve ser rompido, para que mãe e bebê permaneçam sãose desenvolvam suas individualidades.
Ah, mas uma hora isso acaba pesando na vida mulher: ou opta pelos filhos ou pela profissão, e daí a coisa fica estreita.

Bjus

Bruno Quesada disse...

Concordo com o comentario da A.O... mas o post do A. tb é muito bom... acho que tem que ver a possibilidade da mãe ficar em casa sem trabalhar né? pois se não foi algo planejado, acho que fica dificil, já que hoje em dia a renda da familia é bem dividida entre as duas partes... e ficar sem uma parte delas pode causar muitos problemas...
mas tb sou da opnião que a mulher tem que cuidar dos filhos na primeira infancia, e que o pai tb tem que estar presente, não adianta dar tudo para o filho e não da atenção...

bem é isso

Andreas Ribeiro disse...

Não é uma questão de frustrar a criança!!! vai frustrar é o mundo quando essa criança não tiver uma educação adequada!!! não da pra escolher os horários que uma criança aprende, ela aprende o dia todo, e se a maior parte do dia ela fica fora, ela estará à mercê dos ensinamentos de outros... e não é ela que vá se frustrar... somos nós, os pais, o mundo!!

Anna Oh! disse...

mas a criança DEVE se frustrar sim; mas tb há o tempo de educar, de cuidar, de ensinar e blá blá blá. Acho q ue uma mãe extremamente presente pode atrapalhar tanto quanto uma ausente. O ruim é distinguir a medida certa do amor ;)

Anna Oh! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Andreas Ribeiro disse...

Pelo amor de Deus, eu disse em algum momento que a criança deva ou não ser frustada??? Não é disso que eu estou falando!!! Nem estou dizendo que a mamãe tem que ficar babando nela o dia todo até 15 anos.. só estou dizendo que ela tem que ser a responsável por educá-la e não terceiros!!!

Anna Oh! disse...

Ô mala sem alça... acho que tem o tem o tempo certo, mas q a criança deve ser privada da mãe SIM ainda na primeira infância em alguns momentos, mas não completamente educada por outras pessoas... aí a coisa complica...
Hehehehe, eu fui criada pela avó, com todo mimo e doce possível.

consecutivo disse...

Li uma vez um texto desses de uma mulher revoltada com esse conceito de igual entre homens e mulheres. Somos diferentes, e sim tambem acho que a mãe deva estar mais em casa nos primeiros anos do filho pois sao os primeiros momentos que este precisa dela, mas nao acho que isso implique em deixar de trabalhar.

hoje em dia metade dos empregos que vc precisaria estar in situ, da pra ser feito direto de casa... vc precisa apenas de um computador, um telefone, e uma agenda. Não é que vc vá levar seu escritorio para casa mas ficar 4 anos em casa sem trabalhar tambem não é algo que vc precise fazer.... é tudo uma questao de equilibrio!

Penelope "A Charmosa" disse...

Concordo em genero número e grau!! Isso que o Andreas disse num é machismo não. Só quem tem filho e tem que trabalhar sabe como é dificil!! Os filhos tem que receber educação dos propios pais, com uma familia comum composta de pai, mãe e irmãos quando esses existirem... Eu sou mãe solteira e sei o quanto é ruim pra educação da minha filha eu ter que trabalhar o dia todo e ela ficar na creche!

Pauloscrj disse...

Você sabia que essa idéia ou pensamento realmente ele condiz com a realidade e que normalmente que consegue enxergar isso são mulheres de sucesso ou que se deram muito bem no lado profissional..
dizem que a mulher tem de escolher entre o profissional e o sentimental e família..
Parabéns pelo texto, e veja que só mulheres de sucesso, principalmente já foi feita uma pesquisa nos EUA, que as mulheres de sucesso é que conseguiram ver isso..
mas aqui no país, a mulher ainda está brigando por mais profissionalização.. acho isso para a maioria das mulheres ainda é uma ofensa pensar.

Felipe Francesco disse...

Pois é....essa é uma questão complexa, e é difícil apresentar toda a idéia só em um comentário. Concordo contigo Mr. Andreas Ribeiro e vou além, a questão não é só a educação dos filhos, mas a ordem do lar. Eu entendo que um lar harmonioso e disciplinado é essencial para qualquer ser humano, independente das frustações de pais e filhos.

Entendo também que é mais próximo à natureza da mulher essa função de manutenção do lar que de nenhuma forma tem valor inferior à atividade produtiva. Além disso, na sociedade atual são necessárias muito menos pessoas para produzir capital suficiente para manter um consumo aceitável e sustentável, e nada mais natural que aquelas atividades intrinsecamente produtivas repassem o capital produzido para as outras, assim como os pais repassam aos filhos, a previdência, os programas sociais, etc.

É claro que se houver por parte de qualquer um (no caso da mulher) o interesse de trabalhar, é um desejo legítimo e de todo o direito. O que irrita é a inversão de valor e a cultura que se cria em torno da dona-de-casa, como se essa fosse menos produtiva, depreciativa para a individualidade ou menos importante pra sociedade.

É isso.

Paty disse...

Assunto um pouco polêmico.
Não acho que a mulher deva deixar os filhos "jogados ao vento", mas também não concordo com esse lado de ter que parar de trabalhar para cuidar dos pentelhinhos.

Lógico, enquanto ainda são bebês, não tem como a mãe ir trabalhar. Algumas fazem isso, mas não concordo. Contudo, assim que a criança passa a exigir menos atenção, é a hora da mãe "sair da toca". Apoio a conciliação de tempo, para que a mãe passe um pouco das horas do dia disponível ao filho e participe da educação dele, mas não vejo necessidade dela passar 24hs por dia em casa. São 24hs, tempo suficiente para trabalhar e ficar com a família.

Ps: também fui criada pela avó. Pais separados, é aquela coisa chata.

Débora disse...

Nossa, começa por frustração de criança... puxa vida gente, supor que se irá frustrar criança antes dela nascer é demais, assim, se você quer ter filhos, tenha quantos você puder sustentar da forma como quiser criá-los, se não quiser, ótimo, mas, por favor, não tente fazer com que seu filho freqüente um analista estando claramente consciente da sua culpa nisso!

A dedicação exclusiva aos filhos é uma opção que, devo dizer, deveria ser refletida com menos estereótipos do tipo: "Ah, agora ela largou tudo pela família..." pera aí... se o trabalho é tudo pra vc, então simplesmente não tenha família, vamos ver como vc se vira!

Isso tem a ver com os valores que cada um tem para si e com os "legados de sua miséria" que queira ou não transmiti-los. Mas, se formos pensar na criança como ser em construção, ela irá pegar os valores e a conduta moral do exemplo de alguém ou de alguéns. Cabe tanto ao pai quanto à mãe decidir se os valores que construirão a criança serão os deles ou o da "tia" da escolinha, o da babá...

B.Jean disse...

Um belo exemplo de machismo marxista..."mulheres, às creches comunitárias!"
Cada um no seu cada qual...rs...

Ana* disse...

No norte da Europa, a licença de maternidade é de 1 ano, com 100% do salário. Isso seria ótimo e, a meu ver, suficiente.
A criança também precisa de socialização, e parecendo que não, esse processo começa muito cedo.
Basta comparar uma criança de 4 anos que foi para a escola com 1 ano de idade com outra, da mesma idade, que ficou com a mãe em casa até aos 4... vai ser provavelmente uma criança egoísta, mimada, sem noções de comportamento junto de outras crianças ou de adultos.
E essa socialização inicial pode definir a personalidade da criança até à idade adulta, há estudos que comprovam isso.

Larissa disse...

eu concordo, acho que a mãe é a maior referência dos filhos, e acho que ela tem que ficar com os filhos até uma certa idade sim... eu quando tiver filhos (sei o que vão dizer: você fala isso porque não tem.), quero ficar com eles nos primeiros anos de vida, acho muito importante, porque é aí que é forjado o caráter da criança, e grande parte dos seus traumas, meu irmão por exemplo, ficou super traumatizado, por conta de uma amiguíssima da minha mãe que ela confiava demais e que tomou conta do meu irmão e assustava o pobre do menino, ele não ficava sozinho de jeito nenhum.. só depois dos 16 anos e com ajuda é que ele venceu isso...

Anônimo disse...

Eu sou mulher e tenho filhos.
Trabalho fora e em grande parte sustento minha casa mesmo sendo casada; então minha opinião deve ter algum valor, né?
Acho que a mulher tem que fazer esta escolha antes da gravidez. Porquê????Ou você é mãe ou mulher.
Como assim?
Não dá prá ser as duas coisas?
Nem sempre.
Quando pensamos em nós como mulheres, queremos ter NOSSO tempo, NOSSO espaço, NOSSA carreira. E a maternidade é abrir mão de quase tudo quase sempre por um bom tempo...
Vocês devem pensar: Que chato ser mãe!
Não. É a melhor coisa da minha vida.
Eu abri mão de coisas não porque me exigiram, ou porque me senti obrigada, e sim por achar que é o certo; por ter prazer nisso, por me sentir feliz com isso...
Eu amo ser mãe!Sou apaixonada pelos meus filhos.
Quando crescerem, não sei qual será meu pensamento, mas hoje é esse:Ser mãe é um privilégio, uma bênção de Deus, a alegria da minha vida!!!!
Obs: Não estou falando de parideiras, mulheres que JOGAM os filhos no mundo e não têm um pingo de sentimento por eles.....

Concluíndo: O lugar da MULHER que opta por ser MÃE é ao lado dos filhos o tempo que achar necessário;
Sem cobranças posteriores, sem culpá-los por esta escolha, mas por amor.