Mostrando postagens classificadas por data para a consulta escadinhas. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta escadinhas. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de dezembro de 2008

Deitando no Divã – Like a Virgin

Ouvimos sirenes... alguém acionou o Divã e cá estamos nós, com mais um caso!
Josie é uma guria de 26 que anda angustiada. O fato de ser virgem a incomoda profundamente, porque, apesar de isso não ser uma decisão religiosa nem nada do tipo...
“só que eu simlesmente não consigo arranjar um namorado, parecem que os homens passam por mim e nem me olham, e pior todas as minhas amigas tem namorado e relações...”
Esse tipo de coisa feito mal a ela, suscitando fantasias de que vai morrer sozinha e virgem.
“Será que há algum problema em ser virgem aos 26 anos?? Será que eu tenho algum problema?? Por favor me ajude , tenho sentido muita vergonha da minha vida.
Obrigada.”
(Caso discutido por Andreas Ribeiro, Anna O. e Marie Curie)

O Andreas já trouxe, nos primeiros segundos de conversa, uma fala muito significativa e que concordamos: não há problema algum em ser virgem aos 26 anos, a coisa pega justamente no fato de ela se incomodar com isso. (sábio Andreas)
E aí, é normal se sentir incomodada. Porque observar todas as pessoas do seu círculo social e da sua faixa etária com relacionamentos e você não, dá aquele sentimento de não-pertencença, de anomalia, de que “há algo errado”, de não ser atraente, mulher o suficiente para... e outras neuroses.
Acabamos lembrando de momentos em que nos sentimos assim, e até acabamos supondo que muita gente em seu lugar reagiria dessa forma. Há, ao nosso ver, um círculo vicioso, no qual a auto-estima baixa faz com que ela se sinta pouco atraente; sentindo-se pouco atraente, a auto-estima vai láááááá pra baixo. Outras suposições que fizemos, foi que talvez uma educação rígida, o modo com que ela foi criada interfira no quão liberal ela é ou não é sobre essas questões: tanto na parte moral como nas auto-cobranças. Também, algum quadro de rejeição pode maximizar o medo de ser rejeitada novamente e trazer à tona aqueles pensamentos de que nenhum cara vai querer se relacionar com ela, que ela ta abaixo da linha das pessoas normais. Balela, só não abraçar esse tipo de idéia que o fato de ser virgem não vai te afetar taaaaanto!

O.k., mas saber disso não muda nada, o que vai mudar esse quadro é, primeiramente, sua postura frente ao mundo, suas atitudes, incorporar pequenas mudanças no seu dia-a-dia. Como?
Sorry pelo trocadilho, mas a coisa é ser mais “aberta” pro mundo. Sair mais, buscar se arrumar (não atender a um padrão, mas se arrumar pra que você se sinta bonita), ir pra lugares diferentes, se propor a conhecer pessoas... mas tudo no seu tempo (só não se acomode nesse tempo). Começar flertando é legal, mas sem alimentar monstruosas expectativas. Flertar com alguém próximo, de convívio... uma paixonite sempre faz bem (vide post das escadinhas). Aquelas aproximações suaves são exercícios legais, aquela coisa de “ops, esbarrei em você!”, de encostar o braço, e ir encostando, e encostando vááárias vezes. Outra alternativa é o flerte na balada. São desconhecidos, logo, não rola aquela necessidade intensa de agradar, tem muitos caras, então, pode-se fazer algumas investidas (só não cristalizar naquela pose de princesa e, se se sentir disposta, chegar em alguns caras, dar sorrisinhos e fazer um charme). Legal, isso tudo é o começo, pra exercitar o contato com o outro e possibilitar que os contatos posteriores fluam mais naturalmente porque você já estará mais segura. Aí sim, você pode conhecer alguém legal e adquirir intimidade gradativamente...
Vá fazendo as coisas no seu tempo, sem se apressar ou acomodar. Ouse, mas ao seu modo. E, se conhecer um cara especial, certamente vocês poderão compartilhar isso (sem ser um tabu ou um segredo), e muitos momentos bons.

Trechos da conversa:
Anna O. diz: masssss, cada um tem seu tempo e o tempo pra se envolver em situações que levem a isso...
Marie diz:
ela deveria criar situações
Marie diz:
se atirar mais
Andreas Ribeiro diz:
Simmm... a sociedade nos esmaga
Anna O. diz:
primeiro, é um círculo vicioso: auto-estima baixa faz com que ela se sinta pouco atraente. Sentindo-se assim, a auto-estima despenca

PS. Pra quem quiser participar dessa coluna e contribuir para o Divã, e nós do Divã tentarmos ajudar você também, envie seu caso/história/dúvida/angústia para nós no e-mail divarosachoque@gmail.com e nós analisaremos e postaremos assim que possível!! sempre sem idenficicação e sem expor alguém, mais detalhes veja mais sobre nossa coluna DEITANDO NO DIVÃ.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Escadinhas

Hoje, conversando com a Mariana Valente, propus uma teoria: “ às vezes um homem é uma escadinha para o próximo homem”. Daí vocês pensam: “mas Anna, ta bom, hoje é sexta, você deve ter tomado uma cana... mas o que é isso de homem-escadinha?”. Vou clarear as coisas, calma.
Às vezes passamos muito tempo sem nos apaixonar, ou sozinhas, ou decepcionadas, ou qualquer coisa que nos dê um certo distanciamento temporal do relacionamento com o sexo oposto; e isso dá uma sensação de “ter perdido a prática”, não saber manejar a situação e um zilhão de neuroses sem fundamento. Acontece que sempre, sempre, inevitavelmente aparece um cara. Que pode ser a paixonite pelo sujeito do ponto de ônibus, por uma figura inacessível, pelo vizinho lacônico, por um professor, um rolo passado não superado, flertes virtuais, etc., etc., e blá blá blá. A característica essencial é: são furadas, coisas desgastantes que não resultam em um relacionamento propriamente dito... podem render algumas ficadas, mas nada da forma que você pensou, nada da forma que você queria.
E aí você pode pensar que foi em vão, não deu certo, foi tudo uma graaaaande bosta. Não foi não. A partir do momento que nos disponibilizamos a olhar para alguém, que somos acometidos por essas paixonites suspirantes, deixamos de lado muito da dureza que a solidão nos dá. É, o coração de pedra vai amolecendo, a idéia de “não vou me apaixonar mais, eu só me fodo” vai caindo por terra...
E aí, quando o próximo bofe vier, não existem tantas resistências, há maior disponibilidade emocional, talvez até um radar mais astuto pra detectar furadas. O importante é que o estrago do anterior sempre passa, por mais trabalhoso que seja. E aí, tudo o que foi sentido, vivido e aprendido pode ser aperfeiçoado com os posteriores.
So... next, please!