terça-feira, 16 de setembro de 2008

LEITURAS: A Solidão da Mulher Bem-Casada

Demorou, mas a coluna voltou à tona. Ou melhor, eu consegui largar minha mais nova paixão literária um pouquinho e terminar esse livro maravilhoso aqui. Ele foi recomendado por uma professora de Psicologia no meu primeiro ano de faculdade, quando falávamos sobre o desenvolvimento do ser humano, mais precisamente sobre o que acontece na fase adulta. Daí, entrando na questão das diferenças entre a vida do homem e da mulher nessa fase, ela citou o livro da Belkis Morgado. E lá vai um pouco sobre ele:

O início do livro explora aspectos históricos e sociais da mulher, designando-a como “um ser violentado”. Violentado pelos costumes, por abster-se de tomar as escolhas de sua vida, pelas circunstâncias, pelo que lhe é imposto e impede que ela se desenvolva plenamente como ser humano. Fala sobre a liberação dos costumes, a monogamia, o papel social que dela é esperado, a vida de mãe, esposa, avó, mulher solteira, de mulher... o propósito encoberto de toda a educação feminina. As cobranças, a identidade de mulher atrelada à função reprodutora. Fala sobre violência física, econômica e a violência da própria mulher contra a mulher. O segundo capítulo aborda os mitos femininos do século XX. Logo após, segue uma clara exploração dos diversos aspectos do casamento e uma conclusão que deixa os extremistas (como eu) no chinelo: “Acredito que este será o sentido do casamento do futuro: não a promiscuidade de novos e simultâneos relacionamentos, mas a procura de um crescimento conjunto em função da manutenção de cada membro do casal como indivíduos diferentes, mas ajustados pelo crescimento constante de cada um”. Animador, não? Mas a prática depende muito das condições do casal; isso engloba o comprometimento a dois, o respeito à individualidade, e não só com a manutenção de uma relação por conveniência ou comodismo.
Mas quem é a mulher bem-casada? Ora, mal-casada é a mulher com um companheiro que lhe deixa faltar alimento, condições básicas para a sobrevivência e desrespeitoso. Logo, a bem-casada é aquela que aparentemente não possui nenhum motivo para queixar-se: o marido não deixa faltar nada em casa, não bebe, não fuma, não é agressivo, é bom pai, etc, etc., mas...
“Meu marido é muito bom, não deixa faltar nada, chega a ser até pecado falar mal. Mas é tão distante! (...) Mas sabe? Sinto muita falta de carinho antes, depois... Às vezes penso que sou uma acompanhante de luxo (...) É até ingratidão reclamar de alguma coisa, tendo tudo, como tenho, mas às vezes tinha tanta vontade que fosse diferente”
“Ele acha ridículo quando peço para namorar um pouquinho, Nem peço mais. Mas, por favor, coloque aí que sou uma mulher bem-casada, meu casamento é ótimo, ta?”

E assim é a mulher bem-casada, que tem inúmeras cobranças em relação a um comportamento digno de esposa, que somatiza suas dores, que se satisfaz com os romances de novelas, porque são os únicos possíveis. Vale a pena a leitura e a reflexão.
Segue abaixo mais uma porrada de trechos, além dos já embutidos no meio do post:

“O mito da “mulher para um só homem” e da “natureza poligâmica do homem”, que também se origina no “madonismo”, permite que o adultério masculino seja socialmene aceito e o feminino punido com extremo rigor, às vezes até mesmo com a morte”.

“ser mulher, dentro de um conceito geral, significa ser feminina, virtuosa, trabalhadora, meiga, dócil (...) levando ao papel (...) de “rainha do lar”, o que significa uma jornada de trabalho que começa cedo pela manhã e termina altas horas da noite, lavando, cozinhando, costurando, levando crianças à escola, tomando lições dos filhos, sem direito a domingos, feriados ou dias santos (...), precisam estar bonitas, arrumadas e sempre dispostas a servir de “repouso do guerreiro” (...) que, este sim, chega cansado do trabalho”

“o discurso familiar é duplo – à maior participação opõe-se maior recato; à liberação sexual, o ideal de casar e ser mãe”

“a não-aceitação de papéis sociais predeterminados faz com que a mulher seja tachada de “louca””.

“Ser mal-amada, aliás, não é considerado uma conotação de falência masculina, mas como incapacidade básica da própria mulher (...), é mal-amada porque o outro mal a ama, não se importa com suas necessidades afetivas ou com suas carências”

“se pretende sentar-se sozinha em um bar, logo virá alguém violar sua privacidade, pois, no conceito masculino, “mulher sozinha na rua está procurando companhia””.

“para a grande maioria dos homens, a ignorância feminina e o não-questionamento significam castidade e pureza”.

“ o dar prazer à mulher ou ser capaz de conduzi-la a um ou mais orgasmos é o mais recente requisito do machismo; o homem se sente mais orgulhoso e sexualmente competente quando consegue fazer com que sua companheira tenha mais orgasmos – o prazer é pessoal e tem a ver com vaidade masculina”.

“O que resta à mulher bem-casada é o sonho de ser Dona Flor com seus dois maridos: ter um Vadinho para sentir-se mulher e viva e um Teodoro para manter-se bem-casada e morta para o mundo”.

“Seus amigos homens, de um modo geral, já foram devidamente afastados durante o período do namoro antes do casamento (...), suas amigas deverão passar pelo crivo de aceitação do seu marido e é claro que as mais liberadas ou as mais independentes serão rapidamente afastadas”.

“É importante notar que me refiro à imensa maioria de mulheres que se anulam com o casamento, embora hoje já exista um pequeno número de mulheres privilegiadas nos grandes centos do país que conseguem manter sua individualidadem sabe Deus a que preço”.


MORGADO, Belkis Frony. A solidão da Mulher bem-casada. Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 1987.

25 comentários:

Bem Resolvida disse...

o machismo me dá nojo!
ainda bem que ignoro qualquer lei machista!!
aconselho!!!

beijos!

canseidexuxu disse...

Interessante! Adoro esses debates! Hehehe.

Tem diversos pontos bem verdadeiros. A própria mulher já não sabe direito qual é sua vontade nessa quantidade de papéis que foram oferecidos ou obrigados. É complicado saber a diferença entre um relacionamento equilibrado, onde ambos se conquistam diarimente, com o que força a mulher a se submeter a padrões exigentes e desgastantes.

Por isso que sempre defendo a idéia de que morar junto ou casar é tarefa conjunta. Não tem nada de mulher ser empregada, muito menos de homem ser servido. Casa e filhos têm que ser divididos igualmente!

Tá... Mas tem algumas partes onde o autor força. Por exemplo, quando diz que é machismo o homem se esforçar para dar orgasmos à mulher! Meu deus, finalmente eles estão se esforçando pra isso e o cara diz que é por vaidade??? Tem mais é que orgulhar de fazer direito! Nada a ver com machismo!

Beijos!
Xu

Cyntia Taborda ") disse...

morro de vontade de me aconxegar num desses divãs e falar,falar e ter uma coluçao imediata sabe,pra tds meus "problemas" =/

;**

Mi disse...

A parte do orgasmo me chamou a antenção. Será que existem homens que o fazem por machismo?

Beijos.
Mi.

Marie Curie disse...

Ah, eu acho q é machismo quando o kra pensa que só com o orgasmo é que a relação vale a pena! Eu mm posso falar que muitas vezes que fiz sexo eu curtia ele gozar, e nao necessáriamente eu. O kra ficava todo culpado achando q era ruim, ou que eu era frigida. Poxa, o sexo é preliminar, pegação, carinho, contato. Tem muito mais envolvido. Me sinto na obrigação de gozar, hehe, daí as mulheres fingem!
E sim, eu gosto de orgasmos. Muitos, hehe!

Depois comento mais, to com pressaaaaaa! Vou encontrar a lindíssima Anna e o sedutor das multidões Andreas! Comentarei decentemente depois!

Mabia Barros disse...

Pois sim, por esses dias vi o quanto é complicado pra mulher ser mais liberada.

É bem verdade que tem certas coisas que eu não acho legal, tipo ter um perfil num sexlog com telefone chamando pra swing [olha a DST aih, povo!], mas tava num carro com amigos e um "SER" e ele ficou reclamando que a gente fala de sexo abertamente e por isso vamos "ficar pra titia". Eu posso com uma dessa??

Como se o fato da mulher não falar de sexo, ou não dizer quando tá afim queira dizer algo demais... Diz apenas que ela é recatada. Se eu tiver com vontade eu falo mesmo. E se tiver solteira, vou catar alguém. Com algum critério, claro! Mas não vou morrer seca pq pode ser que os vizinhos ou colegas de faculdade me achem promíscua.

Aliás que palavrinha "pobremática". Sou promíscua pq dou adoidado? Pq falo de sexo abertamente? Pq brinco e falo sacanagem?

Quem me conhece sabe que não sou nem um pouco "doidinha". Só gosto de sexo, qual o problema disso??

E entendo quando a autora fala do cara gostar de ver a mulher gozar apenas pra se provar o fodão. Espero que as mulheres parem de fingir e assumam quando não estão sendo satisfeitas. Pq sexo sem orgasmo é possível sim, mas quando a interação entre os dois é boa e não pq o kra esquece que vc está lá tb...

Kiara Guedes disse...

Anotadíssimo! Bjs

Mary West disse...

É phoda afirmar que a vida sim ainda é machiste e olha que nem culpo tanto os homens assim sac? Afinal, nós criamos esses individuos e filho meu desde cedo aprenderá que não existe diferenças.

MELISSA S disse...

Achei a mente da autora muito fora de época. Eu me senti praticamente um homem dentro da descrição dela. Acho que a nossa geração está mudando isso completamente. São padrões que já não cabem mais e expectativas que mudaram. Se o anticoncepcional instituiu a liberdade sexual na vida de nossas mães, a pós-modernidade trouxe novos desafios às nossas vidas. Pra que se limitar quando se pode ter o mundo, não? Mas o post traz uma bela reflexão, Anna!! Adoro passar por aqui. Bjs, Mel.

cheiademanha disse...

é ainda existe e sempre vai existir esses tipos...
não posso falar muito sobre homens e se começar a falar affff vai longe..vejo pelas minhas amigas heteros coitadas...pois nunca namorei e nem casei com um agora de mulheres entendo muito bem...rs
suave seja sempre!!
bjos..no coração
.
.
Sandrinha

cheiademanha disse...

Oiiiiiii :)
tem presente pra vc no meu blog
vá lá buscar é surpresa rs
beijos no coração
.
.
Sandrinha

Anna Oh! disse...

Não me contive e tive q responder algumas coisitchas.
Acho q é importantíssimo enxergar os mais diversos pontos de vista sobre as questões expostas no post e no livro. Vcs trouxeram opiniões muito legais, q eu fiquei aqui, de boca aberta, pensaaando....
Bom, nem tudo o que se lê deve ser incondicionalmente aceito, mas sim analisado e criticado, por mais confortadora q uma posição a ser adotada possa ser. Isso é produtivo.

BEM RESOLVIDA: Tb sou completamente contra o machismo, e acho muito irônico qdo as mulheres q praticam, perpetuam esses valores que só são limitantes e preconceituosos com nossa condição... condição de ser humano, como qqr outro.

CANSEIDEXUXU: ahhh, tb adoooro debates asssim... fico esperando os tamancos voarem, mas no fim sempre saem coisas q me fazem enxergar anos-luz além do q eu enxergaria sozinha.
Bom, a autora fala isso, q há uma confusão entre o q é escolhido e imposto, o q é nocivo ou desejável...
A divisão de obrigações, tarefas e tudo mais é essencial pra q não haja uma sobrecarga nem abuso da condição do outro.
Essa questão do orgasmo tb me chamou a atenção, por isso resolvi colocar um recorte disso aqui. Ela diz q nos anos 80, com o boom dos assuntos de orgasmo feminino, orgasmos múltiplos e ponto G (espalhados principalmente pelas revistas femininas), aconteceu uma busca desenfreada por tais coisas. E buscando isso, o homem, muitas vezes, estaria procurando se auto-afirmar.
Não sei se concordo com a autora nesse ponto, até pq é relativo. Não duvido q tenham caras q vejam no prazer da parceira uma forma de se sentirem mais homens ou até superiores a elas, tem de tudo nesse mundo. Mas caímos no pecado da generalização, né? Tem caras q se empenham - e muito - por preocupação e dedicação.
Acho q o foda da questão foi generalizar!

MI: Ah, eu respondi um cadinho do q acho no comentário acima, da Xu. Não duvido, mas tb não generalizo.

CYNTIA: O Divã aqui é tooodo seu.. hehehee, sinta-se a vontade!

MARIE CURIE: uebaaaa, encontrar com vc é sempre bom!
Pois é, concordo q sexo é mto mais q orgasmo, e q a obrigação de gozar enche o saco... mas às vezes pode ser excesso de preocupação do cara. Ou machismo? uuuu, essa questão pegou.

MABIA BARROS: Mabia, o comentário da criatura do carro mostra bem a dicotomia que os homens tendem a fazer: santa/puta. Se fala de sexo, se fala q gosta, é puta. A santa eles buscam eternamente pra casar. Aiai...
Não sei pq a taxação de promíscua... promíscuo é quem se finge de santo e mente pra si mesmo.

KIARA: qdo ler, me avisa se gostou =)

MARY: sim, somos nós, mulheres que reproduzimos culturas e ideologias, somos nós as transmissoras de valores! E nós podemos mudar tb... através da criação das próximas gerações!

MELISSA S: Obrigada, Mel! Bom, eu fiquei surpresa qdo vi o ano de lançamento do livro... q é setenta e poucos! E isso se encaixa um bocadinho no seu comentário. Mas eu já achei ele bem atual, enxerguei mtosss aspectos dele na nossa realidade! Alguns pontos mudaram, por exemplo a desigualdade que o mercado de trabalho proporcionava às mulheres, acho q isso é um problema quse-quase resolvido. Mas acho q uma coisa super atual q faltou no livro foi a questão da mulher e a mídia: sermos eternamente jovens e gostosas como as garotas-propaganda, o corpo da mulher como objeto, coisa coisamente. Uma revisão do livro mereceria um capítulo tooodo sobre isso.

CHEIADEMANHA: Muchas gracias pelo presente! Ameeeeeeei!

Obrigada pelos comentários, pessoal!

Jana disse...

ta, eu escrevi um monte e deu erro, então, resumo do que disse, tenho que ler esse livro.

beijo

Anna Oh! disse...

JANA: se eu ficar rica, vou comprar o blogger e isso nunca mais vai dar erro. Hauahauahauahua
ó delírio de grandeza.

Andreas Ribeiro disse...

hehehehe... Anninha coloca esses posts pra me provocar... uheuheuhe

Ta, brincadeiras à parte, eu concordo que isso está um pouco defasado mesmo... é uma visão meio retrô...

A questão do orgasmo... hehehe, não vou brigar com vcs de novo nesse tema... hahahaha, mas só tenho q dizer q isso é uma inversão de valores e uma generalização reducionista da coisa...

agora vamos ao PS...

PS1. Marie... Sedutor das multidões?? uhuuuu hehehehe
PS2. Anna e Bem-Resolvida... o machismo pra mim é tão sem sentido quanto o feminismo... mas axo que as vezes as pessoas só vêem um lado...

Delirios de mulher disse...

Várias coisas que você citou no post estão corretas uma delas é que uma mulher não pode sentar sozinha em um bar que vem um homem perturbar sua privacidade.
Eu acho isso um saco.
Uma vez eu fui pra uma balada e fiquei sem dançar sentada na minha mesa,deu muita raiva ,porque a maioria dos homens vinha me encher o saco e sentar sem ser convidado,ou então tentar me tirar pra dançar meio a força.
Achei um desrespeito.
E outro ponto que você citou no post que me interessou muito foi o fato das amizades,uma amiga minha casou e se afastou da maioria das amigas dela porque o marido dela é muito careta,e não gosta das amizades dela.
Ele em compensação continua com a mesma turma.
Muito injusto.
Acho que homem nenhum tem o direito de mandar tanto assim!!!
Mesmo assim tenho que dizer que atualmente só se enquadra no perfil da mulher que você citou no post quem quer,as mulheres conseguiram se libertar muito.
BJs

Drunken Alina disse...

"embora hoje já exista um pequeno número de mulheres privilegiadas nos grandes centos do país que conseguem manter sua individualidadem sabe Deus a que preço”.

É, e olha que não sou casada, e está difícil viu!!!

O mundo é completamente machista!

E eu ADORO ler sobre tudo isso!
Recomendo um livro muito legal, também irreverente, chamado "Mulher só é boba quem quer" .
Eu amei, pois dá um esculacho na mulherada bunda-mole.
Mas tem muita mulher que não gosta, pq a carapuça serve direitinho.

Beijos!!!

LeandrU LimA disse...

Primeiramente agradeço a visita a meu humilde blog.

E realmente as pessoas acabam distanciando a realidade de felicidade, digo pessoas por questão que não é nem o homem nem a mulher somente que fazem as distinções.
Dia desses aqui na Fauldade acabamos caindo no assunto casamento, e por mais que tenha mudado algo nos relacionamentos, a maioria ainda preserva um certo do "tradicionalismo" que sempre houve nos casamentos, e que algumas vezes acaba aprisonando.

e sim, o que nos imortaliza é sermos lembrados...

Excelente Semana!

Lari Bernardi disse...

Ai ai... e cresce meu medo de casar...

Tem presentinho pra vocês lá no Flor...

;*

cassiE disse...

adorei esse blog, não sei como nunca tinha ouvido falar dele!!! tenho um blog e faço psicologia também e adoro escrever sobre essas coisas, tanto q me identifiquei com mtos posts.
gostei mto dos textos, parabens

cassiE disse...

tava lendo o post "todo blogueiro apanhou na escola" e vi q a Anna Oh escreveu q o apelido dela era mõnica... coindicência, o meut ambém era!!!! hahahahahhahahaha dei risada sozinha aqui... eu odiava esse apelido!!!

Marie Curie disse...

Ah, sedutor das multidões pq toda vez que a gente sai vc fica cumprimentando todo mundo! Meu Deus, hahaha! E eu vou evitar comentar oq vc disse aqui, senão vamos brigar novamente! O mais legal é a Anna tentandop por panos quentes na nossa discussão! E não é reducionismo! Hunf!

Bem, mas prometi um comentário decente por aqui! Vamos lá...
Bem, tenho uma idéia de que hoje em dia a mulher não conquistou tanta coisa assim. Péra, explico. Sim, temos independência financeira, mas na verdade agregamos funções, não as delegamos! As responsabilidades da mulher ganharam agora os fatores sustentar a família financeiramente! É a super mulher, lava, passa, cozinha, trabalha fora de casa, cria os filhos e no fim aparece linda pro marido! E ela, como fica?

Uma pessoa me falou ontem que existe o casamento composto de um egoísta e de outro altruísta (ou algo assim.) No fim cria-se uma relação de dependência, na qual um infantiliza o outro e assim não há espaço para crescimento mútuo. A relação ideal, assim, seriam a de dois justos, eu ahco que já foi bem descrito no seu post, querida!

Vixe, esse livro dá pano pra manga, acho melhor deixar os comentários por aqui pois são muitas as coisas que tenho vontade de falar! Opa, já pensou se rolasse um debate Divã Rosa Choque 2008?! Bjusss!!!!!

Raquel El-Bachá disse...

Adorei o texto. Esse livro deve ser bastante interessante.
Se para ser bem-casada tiver que viver dessa forma, prefiro não casar e olha que sempre sonhei em casar.
Eu quero um marido bom, mas que me acompanhe nas coisas que gosto de fazer e que respeite minha individualidade.
Concordo com vários aspectos citados.
Beijos.

Renata - Mulheres Separadas disse...

ADOREI!!!!!

Anna Oh! disse...

ANDREAS: só discuto com vc se tiver cerveja perto hahahahaahhahha. Teimoso.

DELÍRIOS DE MULHER: sim, concordo... acho q uma mulher q se enquadra nos padrões citados é por comodismo. Ou medo. Mas ainda assim, hj em dia deve-se brigar muuuito pela nossa liberdade, pra mudar costumes e visões retrógradas das coisas.
Essa dos bares eu coloquei a frase pq já aconteceu bastaaaante. mal-mal, na rua até... ou então qdo as mulheres saem em grupo, os caras tem a mesma atitude de tentar uma aproximação (tb em bando) como se nossa única pretensão fosse flertar, e não sair, dançar, conversar.
Em relação às proibições/restrições masculinas, devemos pensar na nossa parcela de culpa tb. Ninguém é dominado se não o deixa, ninguém é privado de sua liberdade e seus amigos se não consente com isso.

DRUNKEN ALINA: tb adoro essas leituras!!! E é bom dar uma chacoalhada até nas mais ofendidas. Ainda q nada mude, propôr uma reflexão sobre o assunto já é uma grande conquista.

LEANDRU LIMA: sim, os relaconamentos ainda mantém mto do tradicionalismo. Não critico como um todo, depende do qto isso é invasivo e sufocante pra cada pessoa, uma vez q alguns, depois de um tempo, passam a ter uma confusão na própria identidade justamente pela mistura q acontece com o casal, o esquecimento da individualidade e de coisas essenciais pro ser humano... q é, acima d qqr coisa, um ser só.

LARI BERNARDI: hahaha, eu tenho pavooor! Muchas gracias pelo presente ;) adoramoooos!

CASSIE: muuuuito obrigada =) Uau, vários estudantes de psicologia rondando por aqui. Isso é legal pq de vez em qdo a gente faz uns trocadinhos bem cretinos q esse pessoal entende heheehehhe.

MARIE: eu já disse, com o Andreas eu só brigo se tiver álcool! Huahauahauahaua. Sou a favor de ele se candidatar a vereador. Ou pelo menos a presidente do Centro Acadêmico.
Acho que temos muito pelo q lutar, pesquisar, impor, conversar, mudar =)

RAQUEL: pois bem, ela cita que existe sim um casamento equilibrado mas sabe-se lá como configurá-lo, né? Bom, viver em casal é crescimento mútuo, e aí parece estar o ponto-chave.

RENATA: ahahahahah, eu sabia!