terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Hay que endurecer..."

Os grupos de amigas têm um quê de sindicato, uma veia de partido político trabalhista. Fora que os comunistas são os vermelhinhos, e vermelho é uma cor que eu adoro. Quando uma das sindicalizadas está com problemas, as meninas se unem em um conselho à custas de muitos telefonemas, sms e irmãos expulsos do MSN (agora é gtalk, né companheiras?) e toca a discutir o assunto em pauta. Se o problema é cosmético (ou o famoso não tenho o que vestir), uma força-tarefa é acionada. Aparecem roupas, maquiagens, brincos e crise desfeita! Eu mesma já pedi aprovação de modelito via webcam! Se é financeiro, a ajuda vem de conversas (já que em geral está todo mundo duro, como bom proletário oprimido pelos patrões), passando por vaquinhas e até chegando a indicações de emprego.
Agora, se o problema é homem, opa! “Hay que endurecer pero sin perder La ternura jamás!”, já dizia Che Guevara! Buscando por melhores condições de trabalho na função de namorada, as companheiras logo gritam: GREEEEEVE! (depois você começa a imaginar por que dizem que comunismo é coisa do demo. Que por sinal é descrito como vermelho, hehe).
De acordo com informação me passada pela Anna Oh em uma viagem de busão (camaradas só andam de transporte público, haha), a greve de sexo é antiga e provada eficaz há alguns séculos! Diz a lenda que uma pólis grega só tinha homens que queriam saber de brigar e beber. Assim, guerra por três meses, bebedeira e orgia quando volta pra casa e as mulheres que tinham que limpar toda a bagunça quando eles voltavam pra guerra. E pior, se virar sozinhas por mais três meses. Pois foi dar as costas e as companheiras se uniram ao movimento “Faça amor, não faça a guerra”, onde só rolava sexo se os guerreiros não fossem à guerra. Resultado: acabaram a greve rapidinho! Ouvi de fontes nada confiáveis que o mesmo se deu com mulheres de traficantes latinos que tinham medo da alta mortalidade dos bobões pela polícia.
É a greve de sexo inibindo o narcotráfico!
Se você, moçoila, acha que ficar de greve vai te deixar, digamos, na mão, é só deixar claro que se o moço demorar para melhorar as condições de trabalho, você terá que desligá-lo da função que ele ocupa. E abra concurso para novas inscrições.
Use a greve somente para o bem, por bons motivos, e muito, mas muito raramente mesmo. Seja consistente, persistente e agüente com retidão as lamúrias do rapaz. Resumindo: encasquete de uma vez e nem escute as reclamações do moço! Coma chocolate, chore no ombro das companheiras de luta, encontre outras causas de amigas para se distrair. E cuidado. Por que nesse mundo capEtalista logo pode aparecer uma garota não sindicalizada e oferecer o que estamos negando. Mas isso é assunto pra outro post!


Ps: Olha a mais recente greve de sexo anunciada aqui.

Beijos da Marie!!!

18 comentários:

Anna Oh! disse...

Opaaaaaa, e eu vi esse post rascunhado em uma ficha, dentro do tal busão!
Apesar de já ter me posicionado contra o sexo como barganha, acredito q tb há sua faceta de utilidade. Os exemplos dados no post são perfeitos e, a quem interessar, a obra do Aristófanes explica a tal história da guerra.
Como boa bolchevique, permaneço unida às minhas companheiras!
E, apesar das greves, considero indispensável uma luta de classes entre lençóis (ou no chão msm hauahauahauaahu).

Bjus, camarada Marie!

Sarah disse...

já usei dessa artimanha, valida viu!? Mas como vc bem disse, ficar atenta pra alguma nao sindicalizada oferecer oq estamos negando, isso é o q mais tem!

Taia disse...

Greve é cruel! hehehe
Sou contra o sindicalismo radical, mas que muitas vezes é preciso, isto é!

Andreas Ribeiro disse...

Abaixo à Repressão!!!!

UHauhauhauhaua Yes SEXO. No GREVE!

E nós, como ficamos???? nananinanão greve nom pe legal =P uhauhauhauha

beijosss Marie
Andy

Igor André disse...

Penso, e já disse aqui inclusive, que greve de sexo é uma medida que não funciona mais nos tempos atuais.

Ora, pode até ser que não seja este o pensamento por trás da atitude, mas diante dela eu me sentiria um homem adestrado que deve se comportar bem para poder ser recompensado.

Isso alêm de denotar indiferença. Afinal, se a greve é medida procedente em sua mente, entende-se que ela conseguria muito bem passar por um período de "privações". Sinal que o cara não está fazendo bem o dever de casa. Aê tocaria no brio e isso quase sempre não é legal...

Claro, tudo que digo pode não passar de conjecturas e estar longe da verdade em alguns casos.

Temo, no entanto, a forma como isso pode ser interpretado pelas "vítimas da greve".

Não seria de se surpreender se alguém não entendesse a "brincadeira" e recorresse às "não sindicalizadas".

Em suma: abaixo às greves! Viva a luta de classes entre lençóis! Um Salve ao Sr e Sra Smith!!

Abraço a Todos

Igor André
(ordemincaos.blogspot.com)

Em tempo: Marie este assunto está merecendo um direito de resposta...;)

Marie Curie disse...

Uau, ok, direito de resposta, vamos lá!
Sabe, esse é um assunto polêmico, eu mesma deixei esse post engavetado um tempão... por que eu mesma discordo de vários aspectos da greve. Eu a usei da primeira vez depois de pedir, implorar, exigir por bem mais de um mês, que meu ex fosse ao médico. E vi que o que funcionou mesmo foi a greve! Em três anos eu usei essa técnica umas duas vezes só, não muito mais do que isso. O sucesso desta se dá se existir muita cumplicidade entre o casal, e eu deixava bem claro: eu tinha vontade sim, mas prefiro abrir mão disso para ver a coisa mudar. E lembre-se que a gente só luta pra mudar aquilo que vale a pena, se a gente não luta é por que o conformismo já tomou conta e o próximo passo é o esfriamento total da relação.
E eu acho que a conotação de homem adestrado só se dá se é usado muito frequentemente, coisa boba mesmo, tipo "ou vc faz isso pra mim ou greve!"
E acho que muitas vezes só com a greve o homem repara a real importância do assunto em questão para a mulher. Por que mulher gosta de sexo, gosta de se sentir querida e gosta de proporcionar prazer, então a greve é triste para os dois lados, masa mulher disfarça melhor, hehehe!

Bjus Igor, e agora te dou o direito à tréplica!

Drunken Alina disse...

é, confirmando a famosa frase: "homem pensa com a cabeça de baixo", hehehe!!!

Lari Bernardi disse...

hauahuahauahuhauahuahauhuhauahuah
hauhauahuahuahauhauhauhaahuahauha
hauhauhauahuahuaha

morriii...

muito bom o textoo...

"We chicks have to stick together. Power pink, babe!"

;*

Igor André disse...

Ótimo que você tenha voltado a se manifestar, Marie.

Tinha quase certeza sobre o seu raciocínio está longe do "ou você faz isso pra mim ou greve". Mesmo assim, como disse no comentario, temo pela interpretação do texto. Tanto para quem lê e decide aplicar ou para a vítima da greve.

Vejamos

Concordo absolutamnte quando voce menciona cumplicidade. Neste caso, a tal da greve poderia servir até como um certo "tempero". Não algo como "opa, pisou na linha! Sem Sexo", mas um algo mais leve do tipo "Amor, a próxima vez que você não pendurar a toalha ficará uma semana sem que eu (encaixe algo que você curte demais na relação)".

Mas insisto, pra bom entendedor meio post basta. Mas existem os que não entendem. Ou interpretam muito ao pé da letra qualquer coisa (para mim que escrevo subjetivamente, isso é péssimo - vivo tendo que me explicar rssrs)

Particularmente, acho a greve mal-colocada uma péssima barganha. Imagine-se toda pimpona ameçando o garotão com uma greve e tendo como resposta algo do tipo "vai rolar greve? Então vamos ver quem aguenta mais tempo". ¬¬

E nesse ponto, a propensa greve poderia se tornar algo mais danoso ao relacionamento. Será que toda mulher estaria preparada para ouvir algo assim sem ficar chocada. Eu chegaria a apostar que não. Mesmo no caso das mais descoladas...

Saca onde quero chegar?

A idéia da "greve" pode sair pela culatra quando o cara está mais preocupado em satisfazer a parceira do que com a própria satisfação. Ou melhor, sua satisfação está em sentir que satisfaz a parceira.

E isso não é, senhoras e senhores, uma atitude filantrópica. Pelo contrário, está bem mais para um novo paradigma de relação sexual. É estudado, iclusive.

Se por um lado isso é ótimo para as mulheres. Por outro, não é, quando olhamos pelo lado da barganha sexual (detesto o termo, mas serve bem para ilustrar).

É bom pensar nisso!

"Eu a usei da primeira vez depois de pedir, implorar, exigir por bem mais de um mês, que meu ex fosse ao médico"

Esse caso é sério e transcede o geral da discussão. Claro que a firmação careceu de detalhes do tipo "ir ao médico ver o que?". Mas se for por um motivo que influencia direto à relação sexual do casal, presumo que a "greve" nao tenha sido uma opção e sim uma necessidade. Enfim.

Tréplica concedida. :)

Abraço

Igor André
(ordemincaos.blogspot.com)

Em tempo: ta aí! Gostei. Me permite extender o assunto em um post lá no Ordem, Marie?

Mulherão disse...

Sou totalmnte a favor do sindicato, na verdade sou uma sincicalista nata. Não há emergencia ou crise existencial que o sindicato não resolva!

Beijos.

Bell Bastos disse...

Marie, adorei o post, mesmo. Tá tão bem escrito que me deu até esperança de um mundo melhor. hauahua

Eu nunca concordei com mulheres fazendo greve de sexo, sempre achei que fazendo isso elas estavam meio que se colocando e colocando o seu corpo como uma forma de pagamento para o que elas querem.

Mas admito que esse post ficou bem interessante, principalmente na parte: "Se você, moçoila, acha que ficar de greve vai te deixar, digamos, na mão, é só deixar claro que se o moço demorar para melhorar as condições de trabalho, você terá que desligá-lo da função que ele ocupa. E abra concurso para novas inscrições."

__________________________

Ai, eu nunca gostei do trema, não acho digno, mas essa reforma ortográfica é de dar nos nervos né não? Já não batavam todas as regras que a língua portuguesa já tinha naturalmente, agora mais essas?

Bom, eu estarei sempre por aqui, e espero você também sempre por lá. =D

Casal do Arrocha disse...

Greve de tudo!
menos de sexo!
kkk
Bjs...

DESIRE disse...

Guerra é guerra...
Beijos prometidos

Coração Alado disse...

concordo companheira!!
uma greve básica melhora a qualidade do trabalho que é uma beleza...hehehe
eu nunca fiz com nenhum namorado. mas já fizeram comigo, acredita?
e deu certo! eu estava realmente pisando na bola e melhorei bastante depois de ficar na mão!

adorei esse espírito vermelho!! ahhaha

um beijo!
:)

Luciana Klopper disse...

Quem ta na chuva é pra se molhar ou quem ta na guerra para de dar....Se der resultado vale a pena!!!!!!
Bj

MELISSA S disse...

Ah, Marie... Pede alguma coisa mais fácil, vai... No mundo dos adultos a gente resolve as pendências com conversa rs Greve de sexo não rola rs Prefiro trocar de parceiro do q dar ou melhor, NÃO DAR, um golpe baixo desses rs Bjs

Igor André disse...

Sei que propaganda é chato pra caramba, mas como é pertinente vou correr o risco de ser inconveniente: estendi o assunto lá no Ordem. Apareçam lá caso queiram ver o assunto abordado por uma outra ótica. Para os leitores é um convite. Para a Marie é intimação!! hahahahaha

Abraço a todos

Vejo vocês em ordemincaos.blogspot.com

Ps.: "Greve de sexo não rola rs Prefiro trocar de parceiro do q dar ou melhor, NÃO DAR, um golpe baixo desses" - É bem por aí, Melissa :)

Dri disse...

Tenho meu pe atras com greves em geral, mas as desse tipo costumam trazer otimos resultados e a curto prazo rrsrsrsrs